Insumos Orgânicos: Os avanços do setor Macapá, Amapá

Foi ao longo dos últimos 20 anos, que surgiu e se consolidou um novo mercado para fabricantes e fornecedores de produtos destinados ao setor agrícola. Disponibilizando uma linha de produtos que vem revolucionando o setor: substratos, condicionadores de solo, biofertilizantes, compostos e fertilizantes orgânicos. Leia mais no artigo abaixo.

Opção Natural
(553) 324-1440
av Presidente Vargas, 709, sl a, Centro
Cruz Alta, Rio Grande do Sul
 
JC Bunselmeyer e Cia Ltda
(53) 273-7333
av Fernando Osorio, 5821, Centro
Pelotas, Rio Grande do Sul
 
O Boticário
(79) 211-2065
r Laranjeiras, 105, Centro
Aracaju, Sergipe
 
Tutti Cosi Importadora e Exportadora Ltda
(212) 471-3481
av Brasil, 19001, St Lj n 5, Coelho Neto
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
 
Gel Bloom Com de Produtos Naturais Ltda
(212) 547-2999
r Clara,Sta, 50, lj f
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
 
Naturalmente Com de Prod Naturais Ltda
(313) 273-4844
r Andradas, 367, lj 4, São Marcos
Belo Horizonte, Minas Gerais
 
Vl Alimentos
(42) 252-4070
r Zequinha de Abreu, 178
Palmeira, Paraná
 
New Quality Nutrition Com Ltda
(213) 332-8361
r Sidney, 132, lj b, Bangu
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
 
Orquídea de Ébano Alimentos Ltda
(212) 772-0296
r Marques de Herval, 1216, lj 309, Jardim Vinte E Cinco De Agosto
Duque de Caxias, Rio de Janeiro
 
Newdata Eletronica E Informatica Ltda
(133) 469-5248
pc V D Janeiro, 531, ap 24
São Vicente, São Paulo
 

Insumos Orgânicos: Os avanços do setor

Foi ao longo dos últimos 20 anos, que surgiu e se consolidou um novo mercado para fabricantes e fornecedores de produtos destinados ao setor
agrícola, disponibilizando uma linha de produtos que vem revolucionando o setor: substratos, condicionadores de solo, biofertilizantes, compostos e fertilizantes orgânicos.

Os substratos para plantas teve uma forte aliada ainda no final da década de 80, impulsionada pela estrutura da finada Cooperativa Agrícola de Cotia - CAC, que difundiu seu conceito entre produtores rurais que a época penavam para produzir suas mudas em misturas com terra utilizando-se de copinhos de papel jornal ou saquinhos plásticos. Naquela época sequer existiam os viveiristas profissionais. Poucos produtores ousavam produzir em estufas, equipamentos e tecnologias para irrigação destinados a estefim ainda estavam chegando ao mercado, enfim, o enxoval tecnológico para um produtor de mudas ainda era muito incipiente. Se as mudas não germinassem, diria Henfil, "valeu a intenção das sementes".

Também na década de 80, a mesma CAC e diversas outras empresas pioneiras e visionárias deram importante contribuição na difusão e ampliação do uso e manejo da matéria orgânica no preparo do solo e cultivo de plantas. Com surgimento de diversas associações ecológicas e de agricultura orgânica este ideário ganhou ainda mais força. Com isso, um mercado de produtos einsumos naturais foi crescendo e se cristalizando. Humus de minhoca, o composto orgânico, fertilizantes orgânicos (farinha de osso, torta de mamona, bokashi), biofertilizantes e substratos para plantas começaram a ganhar espaço nas prateleiras de lojas e cooperativas agropecuárias, gardens centers e até supermercados.

No entanto, este crescimento deu-se de forma desordenada, ao largo de um conjunto de normas que padronizasse uma linguagem no mercado, permitindo que produtores tirassem o maior proveito possível do potencial de cada produto. Ao longo deste tempo, o único ponto de convergência entre fabricantes e usuários foi o próprio mercado. Para compor este quadro de desencontros, temos de um lado as empresas fabricantes, que não conseguiram encontrar um meio eficiente e massivo de se comunicar com seus consumidores, informando-o da melhor maneira sobre seu produto e recomendações de uso e de outro o governo, que não acompanhou a evolução deste mercado e não estabeleceu ou adequou normas para fabricação e comércio destes produtos.

Para resolver ou amenizar estes desencontros, somente as empresas se organizando para, em conjunto com o governo e sociedade civil, buscar padronizar uma linguagem e estabelecer normas de fabricação e comercialização de seus produtos além de meios de comunicação e informação eficazes para o mercado consumidor.

Duas notícias que podem alterar este quadro: uma boa outra melhor ainda.

A boa é que no final do ano passado, um grupo de empresas de substratos, biofertilizantes, fertilizantes orgânicos e condicionadores de solo empenhadas em mudar esta situação, se reuniu e fundou sua entidade: a ABISOLO.

A ótima é que no dia 14 de janeiro deste ano, o Ministro da Agricultura assinou um novo Decreto que estabelece normas gerais para registro, padronização, classificação e fiscalização da produção e do comércio defertilizantes, corretivos, inoculantes e biofertilizantes. A partir da regulamentação do mesmo é que empresas fabricantes de diversos produtos que antes não tinham possibilidade de registro,como substratos ebiofertilizantes, poderão fazê-lo, possibilitando sua produção e comercialização com fornecimento de garantias dos mesmos a seusconsumidores, desejo antigo de todo o setor.

Desde então, a ABISOLO vem realizando diversos encontros setoriais, definindo e apresentando propostas junto ao Ministério da Agricultura para elaboração de um conjunto de normas factível, adequado a realidade e eficiente, que com certeza irão contribuir em muito para corrigir distorções na indústria e no mercado.

Até o presente momento, apenas as normas de corretivos, que incluem os condicionadores de solo, foram publicadas e a expectativa é que até o final deste ano todo o conjunto de normas que abrangem o setor sigam este mesmo caminho. Diversas empresas, daqui e do exterior, aguardam ansiosas por este momento, a fim de realizar novos investimentos que com certeza irão contribuir para fortalecer nossa cada vez mais forte agricultura, agregando qualidade aos nossos altos padrões de produtividade.

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Fonte: Eng. Agrônomo Carlos A P. Mendes

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