Insumos Orgânicos: Os avanços do setor Macapá, Amapá

Foi ao longo dos últimos 20 anos, que surgiu e se consolidou um novo mercado para fabricantes e fornecedores de produtos destinados ao setor agrícola. Disponibilizando uma linha de produtos que vem revolucionando o setor: substratos, condicionadores de solo, biofertilizantes, compostos e fertilizantes orgânicos. Leia mais no artigo abaixo.

Tapajós Indústria e Comercio de Produtos Naturais Ltda
(62) 207-8064
av Vera Cruz, 471, JD Guanabara
Goiânia, Goiás
 
Vanessa Co Altivo
(313) 428-2137
r Frei Cipriano, 136, bl 5 ap 302, Nova Cachoeirinha
Belo Horizonte, Minas Gerais
 
Bsn Bela Vida Ltda
(48) 222-7844
r Quinze de Novembro, 153, sl 401, Balneário
Florianópolis, Santa Catarina
 
Hage Alimento Árabe Natural Ltda
(115) 584-6705
av Piassanguaba, 1538, Saúde
São Paulo, São Paulo
 
Pro Vida Alimentos Naturais Ltda
(47) 622-2138
r Menandro Kamps, 719
Canoinhas, Santa Catarina
 
Empório da Bide
(479) 989-5554
r Terceira, 700, sl 3, Balneário de Camboriú
Balneário Camboriú, Santa Catarina
 
Bio Ervas
(116) 979-2545
r Pedro Luís,Cons, 37, Santana
São Paulo, São Paulo
 
Ferrão e Ferreira Ltda
(71) 234-3745
r Des Julio Brito, 7, ap 102
Salvador, Bahia
 
Montese Prod Naturais
(85) 491-9813
r Maranhão, 39, lj 2, Democrito Rocha
Fortaleza, Ceará
 
Rosane F Peres
(114) 587-1566
r C Gomes, 647
Jundiaí, São Paulo
 

Insumos Orgânicos: Os avanços do setor

Foi ao longo dos últimos 20 anos, que surgiu e se consolidou um novo mercado para fabricantes e fornecedores de produtos destinados ao setor
agrícola, disponibilizando uma linha de produtos que vem revolucionando o setor: substratos, condicionadores de solo, biofertilizantes, compostos e fertilizantes orgânicos.

Os substratos para plantas teve uma forte aliada ainda no final da década de 80, impulsionada pela estrutura da finada Cooperativa Agrícola de Cotia - CAC, que difundiu seu conceito entre produtores rurais que a época penavam para produzir suas mudas em misturas com terra utilizando-se de copinhos de papel jornal ou saquinhos plásticos. Naquela época sequer existiam os viveiristas profissionais. Poucos produtores ousavam produzir em estufas, equipamentos e tecnologias para irrigação destinados a estefim ainda estavam chegando ao mercado, enfim, o enxoval tecnológico para um produtor de mudas ainda era muito incipiente. Se as mudas não germinassem, diria Henfil, "valeu a intenção das sementes".

Também na década de 80, a mesma CAC e diversas outras empresas pioneiras e visionárias deram importante contribuição na difusão e ampliação do uso e manejo da matéria orgânica no preparo do solo e cultivo de plantas. Com surgimento de diversas associações ecológicas e de agricultura orgânica este ideário ganhou ainda mais força. Com isso, um mercado de produtos einsumos naturais foi crescendo e se cristalizando. Humus de minhoca, o composto orgânico, fertilizantes orgânicos (farinha de osso, torta de mamona, bokashi), biofertilizantes e substratos para plantas começaram a ganhar espaço nas prateleiras de lojas e cooperativas agropecuárias, gardens centers e até supermercados.

No entanto, este crescimento deu-se de forma desordenada, ao largo de um conjunto de normas que padronizasse uma linguagem no mercado, permitindo que produtores tirassem o maior proveito possível do potencial de cada produto. Ao longo deste tempo, o único ponto de convergência entre fabricantes e usuários foi o próprio mercado. Para compor este quadro de desencontros, temos de um lado as empresas fabricantes, que não conseguiram encontrar um meio eficiente e massivo de se comunicar com seus consumidores, informando-o da melhor maneira sobre seu produto e recomendações de uso e de outro o governo, que não acompanhou a evolução deste mercado e não estabeleceu ou adequou normas para fabricação e comércio destes produtos.

Para resolver ou amenizar estes desencontros, somente as empresas se organizando para, em conjunto com o governo e sociedade civil, buscar padronizar uma linguagem e estabelecer normas de fabricação e comercialização de seus produtos além de meios de comunicação e informação eficazes para o mercado consumidor.

Duas notícias que podem alterar este quadro: uma boa outra melhor ainda.

A boa é que no final do ano passado, um grupo de empresas de substratos, biofertilizantes, fertilizantes orgânicos e condicionadores de solo empenhadas em mudar esta situação, se reuniu e fundou sua entidade: a ABISOLO.

A ótima é que no dia 14 de janeiro deste ano, o Ministro da Agricultura assinou um novo Decreto que estabelece normas gerais para registro, padronização, classificação e fiscalização da produção e do comércio defertilizantes, corretivos, inoculantes e biofertilizantes. A partir da regulamentação do mesmo é que empresas fabricantes de diversos produtos que antes não tinham possibilidade de registro,como substratos ebiofertilizantes, poderão fazê-lo, possibilitando sua produção e comercialização com fornecimento de garantias dos mesmos a seusconsumidores, desejo antigo de todo o setor.

Desde então, a ABISOLO vem realizando diversos encontros setoriais, definindo e apresentando propostas junto ao Ministério da Agricultura para elaboração de um conjunto de normas factível, adequado a realidade e eficiente, que com certeza irão contribuir em muito para corrigir distorções na indústria e no mercado.

Até o presente momento, apenas as normas de corretivos, que incluem os condicionadores de solo, foram publicadas e a expectativa é que até o final deste ano todo o conjunto de normas que abrangem o setor sigam este mesmo caminho. Diversas empresas, daqui e do exterior, aguardam ansiosas por este momento, a fim de realizar novos investimentos que com certeza irão contribuir para fortalecer nossa cada vez mais forte agricultura, agregando qualidade aos nossos altos padrões de produtividade.

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Fonte: Eng. Agrônomo Carlos A P. Mendes

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