Fãs da Polaroid tentam ressuscitar a fotografia instantânea Porto Seguro, Bahia

As câmeras digitais são onipresentes, baratas e fáceis de usar – o motivo para que a Polaroid tenha suspendido a fabricação de seu filme no ano passado. Fãs da Polaroid tentam ressuscitar a fotografia instantânea. Leia mais no artigo abaixo.

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Fãs da Polaroid tentam ressuscitar a fotografia instantânea

polaroidNa pequena Enschede, uma cidade holandesa perto da fronteira alemã, um pequeno grupo de cientistas da Holanda e um irreprimível vendedor austríaco estão envolvidos na reinvenção de uma das maiores invenções do século 20: o filme fotográfico instantâneo da Polaroid.

As câmeras digitais são onipresentes, baratas e fáceis de usar – o motivo para que a Polaroid tenha suspendido a fabricação de seu filme no ano passado -, e por isso os esforços do grupo de Enschede poderiam parecer desanimadoramente retrógrados.

Mas, para eles, é esse exatamente o ponto do esforço. Querem retomar um processo de produção descartado, em uma fábrica que a Polaroid abandonou, e em meio a uma era que se deixou seduzir pelas imagens digitais – e tudo isso porque acreditam que as pessoas ainda tenham um lugar em seus corações para os métodos fotográficos antiquados, e impassíveis de retoque por Photoshop.

“O projeto envolve criar um negócio bastante interessante que poderia durar pelo menos mais uma década”, diz Florian Kaps, o empresário austríaco que desenvolveu a idéia. “Trata-se da importância dos aspectos analógicos de um mundo cada vez mais digital”.

Ninguém disse que seria fácil. Os processos e os produtos químicos precisam ser reinventados em uma fábrica que, embora repleta de relíquias do passado da Polaroid, carece dos materiais necessários a retomar a produção. Alguns equipamentos cruciais foram parar em um depósito de lixo na Holanda. Mas o grupo conseguiu uma importante vitória quando as autoridades norte-americanas detiveram o investidor privado que controlava os ativos da Polaroid.

Kaps demonstra muito entusiasmo, apesar dos obstáculos a superar. Espera começar a produção ainda este ano, e distribuir o filme nos Estados Unidos, Europa e Ásia; está convencido de que continua a existir um mercado de consumidores ávidos pelos cartuchos de filme Polaroid.

Ele estima que exista um bilhão de câmeras Polaroid em uso. O número provavelmente é um exagero, ou no mínimo inclui muitas câmeras guardadas no fundo de armários. Mas 30 milhões de cartuchos foram produzidos em 2007 e 24 milhões no primeiro semestre de 2008, pela fábrica de Enschede, para distribuição em todo o mundo.

A tempestade digital, afirma Kaps, deixou em sua esteira algumas oportunidades analógicas. “Se todo mundo corre em uma direção”, ele disse, “isso cria um nicho de mercado na direção oposta”.

Marta Bukowska, sócia na Basic Model Management, em Nova York, diz que as câmeras digitais substituíram completamente as Polaroids em tarefas comuns como seleção de elencos, apresentações para clientes e testes em estúdios fotográficos. Cerca de 18 meses atrás, a agência de modelos deixou de usar Polaroids porque as câmeras digitais são muito menos dispendiosas, mas ainda recebe pedidos de capturar aquele look “antigo e de alta qualidade” com uma foto instantânea genuína.

“Antigamente, as Polaroids eram usadas para testes”, diz Bukowska. “Agora, elas em si são a arte”.

Kaps, 38, já estava aproveitando esse mercado artístico em 2005, com uma loja online dedicada a vender produtos Polaroid, e um site, Polanoid.net, para o qual as pessoas podiam subir imagens escaneadas de suas fotos com Polaroids. Kaps, um biólogo que usa um minúsculo rabo-de-cavalo e caminha pela fábrica de Enschede usando tênis, era gerente de projeto em um grupo dedicado à preservação da fotografia analógica.

A experiência o deixou convicto de que sua educação e sua vocação não combinavam. “Escrevi uma tese muito interessante sobre os olhos das aranhas, mas no fundo sempre quis ser vendedor”, ele diz.

Ele estava presente quando a Polaroid fechou a fábrica de Enschede, em junho de 2008. A fábrica produzia cartuchos de filme para a SX-70, a lendária câmera da Polaroid, que se dobra em forma de retângulo.

Foi então que ele conheceu Andre Bosman, o gerente de engenharia da fábrica, um amplo complexo instalado no centro desta cidade de 150 mil moradores. Bosman informou Kaps de que as máquinas de produção dos cartuchos, cujo custo de substituição o austríaco estima em US$ 130 milhões, continuavam funcionando mas seriam removidas dentro de poucos dias.

Eles conseguiram evitar a destruição do equipamento; o esforço poderia ter falhado se a promotoria pública federal norte-americana não tivesse ordenado a detenção de Tom Petters, no ano passado, sob uma acusação de fraude (não relacionada à Polaroid). Petters controla a empresa que adquiriu o nome e os ativos da Polaroid em 2005.

O proprietário holandês do imóvel em que a fábrica estava instalada alugou o edifício a Kaps, que levantou US$ 2,6 milhões em capital junto a parentes e amigos.

Infelizmente para ele, será preciso reinventar os produtos químicos necessários ao processo, que deixaram de ser fabricados pela Polaroid e cujos estoques se esgotaram.

“Nós temos um total agregado de 300 anos de experiência profissional aqui”, disse Bosman. “E isso é a chave para a reinvenção do processo”.

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