Estudando as origens das dores São Paulo, São Paulo

Veja um estudo sobre as dores e suas origens. Poucos temas são tão complexos na medicina quanto a dor. Ela pode ser causa ou efeito, puramente física e localizada ou psicossomática e difusa.

Julio Cezar Viola
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Estudando as origens das dores

Poucos temas são tão complexos na medicina quanto a dor. Ela pode ser causa ou efeito, puramente física e localizada ou psicossomática e difusa. Sua compreensão sempre foi um desafio aos médicos. A dor pode ser definida como uma sensação desagradável, de intensidade variável, decorrente da reação de uma pessoa em relação a lesões reais ou potenciais. Uma outra definição, amplamente aceita, foi proposta pela Associação Internacional para o Estudo da Dor (IASP), a qual descreve a dor como uma experiência tecidual ou potencial. Dor é sempre subjetiva, pois é criada por alguns "receptores especializados em dor" presentes em nosso corpo, que são traduzidos em uma resposta emocional a esse estímulo. Daí dizemos que a dor física também tem um sentido psíquico. Enquanto algumas pessoas sofrem muito com uma batida na ponta da mesa, por exemplo, outras podem não dar tanta importância para dores bem mais fortes. A dor começa quando as terminações nervosas existentes sob nossa pele e nos músculos recebem um estímulo nocivo. Essa "mensagem" é levada pelos nervos sensitivos até a medula, onde há uma resposta motora. Dali, a "mensagem" segue para o cérebro,onde é processada, formando a consciência da dor. As regiões do corpo que possuem mais terminações nervosas são mais sensíveis à dor. É o caso das pontas dos dedos e das mucosas. Essas terminações nervosas também estão presentes em revestimento dos ossos, nas paredes arteriais e em certas áreas do esqueleto. Existem, basicamente, dois tipos de dor: dor aguda e dor crônica. A dor aguda é aquela que dura (ou está prevista para) um curto período de tempo, geralmente menos de um mês. Exemplos de dor aguda são dor associada a procedimentos odontológicos (como extração do ciso), cirurgia ortopédica, cólica menstrual (dismenorréia), entre outros. A dor crônica é definida como a dor que persiste ou recorre por mais de 3 meses ou dor associada à lesão de algum tecido que imagina-se poder evoluir. Podemos citar como exemplos artrite reumatóide, osteoartrite, gota, etc. A resposta de uma pessoa com dor aguda é diferente da resposta de uma pessoa com dor crônica. No segundo caso, várias alterações psicológicas ocorrem e há aumento da irritabilidade, depressão mental, preocupação com o corpo e afastamento dos interesses externos. Os pacientes que sofrem de dor crônica podem querer afastar-se das pessoas mais próximas e apresentar incapacidade para continuar com as atividades de trabalho e laser. Outros sintomas comumente relatados por pacientes com dor crônica são insônia, diminuição do desejo sexual e alterações de apetite. A dor crônica é definida como a dor que persiste ou recorre por mais de 3 meses ou a dor associada a lesão tecidual que se espera continuar ou evoluir; alguns autores definem a dor crônica como aquela com duração de 6 meses ou mais. Nos pacientes com dor crônica, o sistema nervoso simpático ajusta-se à condição dolorosa, com redução da hiperatividade. Entretanto, várias alterações psicológicas e de outras origens freqüentemente se desenvolvem, incluindo aumento da irritabilidade, depressão mental, preocupação com o corpo e afastamento dos interesses externos. Além disso, os pacientes que sofrem de dor crônica podem querer afastar-se das pessoas mais próximas e apresentar incapacidade ocupacional. Outros sintomas comunmente relatados por pacientes com dor crônica são insônia, diminuição do desejo sexual e alteração do apetite. Um fato importante é que os pacientes com dor crônica podem ser relativamente não responsivos às medicações analgésicas. A dor crônica frenqüentemente exerce influência negativa na auto-estima e pode afetar a capacidade de uma pessoa realizar tarefas associadas à vida diária , ao trabalho e à sua função como membro da comunidade; portanto, a identificação de um processo patológico responsável pela dor crônica constitui apenas uma etapa na abordagem das necessidades do paciente - os médicos devem também avaliar a função, a disposição e o estado psicológico do paciente. Ansiedade e depressão são observadas freqüentemente em pacientes com artrite reumatóide, lombalgia crônica e dor crônica no pescoço; fora isso, o grau de incapacidade associado à doença é fortemente influenciado pela atitude do paciente. Para melhorar a qualidade de vida do paciente, pode ser necessária uma abordagem multidisciplinar que inclui medicações, aconselhamento, fisioterapia, bloqueio de nervos e mesmo cirurgia. Embora muitos pacientes possam ser controlados apenas com medicações, outros podem requerer encaminhamento a uma clínica especializada em dor.

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