Entendendo a paralisia cerebral Manaus, Amazonas

A paralisia cerebral é uma condição que gera uma limitação funcional. O uso do balé e da equoterapia tem como objetivo explorar a melhoria das condições funcionais da marcha e estimular o potencial existente de grupos musculares envolvidos na postura. Leia mais abaixo.

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Antônio Lg Matos
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Luciana SM Vieira
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Entendendo a paralisia cerebral

INTRODUÇÃO

O tema estudado é aintervenção da equoterapia e do balé emportadores de encefalopatia não progressiva (paralisia cerebral - PC)deambuladores, com intuito de treinar o equilíbrio durante a marcha.

Os métodos de trabalho e as abordagens terapêuticas atuaissão muitos, no entanto percebeu-se a necessidade do desenvolvimento depesquisas direcionadas a equoterapia e ao balé como recurso cinesioterapêutico,quanto sua atuação na melhora do equilíbrio durante a marcha e como forma deestimular o potencial motor, nos pacientes portadores de paralisia cerebral.

As finalidades do protocolo da pesquisa com o bailar e aequoterapia se assemelham ao objetivo comum na fisioterapia, citado porPrentice (2003) ao afirmar que tratamento fisioterapêutico tem por meta tornaro indivíduo o mais funcional possível a fim de que seja capaz de interagir como meio e realizar suas atividades da vida diária pessoal, trabalhando oaperfeiçoamento daquilo que ele já possui através das atividades específicasprogressivas com seqüências que permitirão que o paciente adquira ou readquirahabilidades relacionadas às funções necessárias para o dia-a-dia.

A paralisia cerebral é uma condição que gera uma limitaçãofuncional, assim, o uso do balé e da equoterapia tem como objetivo explorar amelhoria das condições funcionais da marcha e estimular o potencial existentede grupos musculares envolvidos na postura, no equilíbrio e no desempenho damarcha.

O elo entre o bailar e a fisioterapia é o condicionamento domovimento, no qual as concepções do balé se apresentam como um possível recursoterapêutico que usa uma série de exercícios corporais, próprios da técnica,para propiciar alinhamento biomecânico que exerce o papel da cinesioterapiaativa.

Por si própria a dança estimula a flexibilidade, controlemotor, coordenação, ritmo e o alinhamento postural assim, proporciona momentosde auto-conhecimento e socialização. Ela apresenta-se como um adequado processode reabilitação por despertar no indivíduo o uso de suas potencialidades aomáximo, até mesmo daquelas que ainda estão inconscientes.

A equoterapia e o balé compartilham seus benefícios como:melhora do equilíbrio e postura; estimulação da coordenação do movimento entreo tronco, os membros e a visão; promove a organização e consciência corporal;desenvolve a força muscular; oferece sensações de ritmo; aumenta auto-estima;facilita a integração social e o reforço da capacidade sensitiva motora ecriativa.

Portanto WICKERT (1999) afirma que na equoterapia a andadurado cavalo ao passo distinguir-se por produzir no animal e transmitir aopraticante uma série de movimentos seqüenciados e simultâneos, que têm comoresultante um movimento para cima e para baixo; no plano horizontal, em ummovimento para direita e para a esquerda, segundo o eixo transversal do cavalo;em um movimento para frente e para trás, segundo o seu eixo longitudinal. Estemovimento é completado com pequena torção da bacia do praticante que éprovocada pelas inflexões laterais do dorso do animal.

Comparando os movimentos da marcha humana, percebe-se que éidêntica ao produzido por um cavalo, quando também, se desloca ao passo. Narotação pélvica da marcha humana em superfície plana, a pelve gira em torno deum eixo vertical alternadamente para a direita e para a esquerda, com relação àlinha de progressão. Numa pessoa normal, com cadência (entre 86 - 120 passos/minuto) e passo usuais (entre 60 -61 cm), a magnitude dessa rotação é de 4graus para cada lado do eixo central, ou seja, um total de 8 graus (INMAN;RALSTON; TODD, 1998).

Quando o praticante se encontra sentado sobre o cavalo, comuma perna de cada lado do animal, um cavalo que execute, por exemplo, 60 passospor minuto, em 30 minutos de deslocamento ao passo, ter-se-ão 1.800 passos.Estes estímulos geram pouca tensão muscular, mas a quantidade de repetiçõestorna a atividade bastante intensa (WICKERT, 1999). Por isso, que o protocoloda sessão de equoterapia na pesquisa foi determinado para ter 30 minutos sobreo cavalo com montaria clássica.

O passo, por suas características é a andadura básica usadana equoterapia (WICKERT, 1999), se caracteriza por: uma andadura rolada oumarchada (sempre existe um ou mais membros em contato com o solo, nãopossuindo tempo de suspensão); andadura ritmada (cadenciada, a quatrotempos, isto é, ela se produz sempre no mesmo ritmo e na mesma cadência, queentre o elevar e o pousar de um membro se ouvem quatro batidas distintas,nítidas e compassadas, que correspondem ao pousar dos membros do animal); uma andadurasimétrica (todos os movimentos produzidos de um lado do animal, sereproduzem de forma igual e simétrica do outro lado, em relação ao seu eixolongitudinal); a andadura mais lenta (em conseqüência as reações que porela se produz são mais lentas, mais fracas, resultando em menores reações sobreo cavaleiro e mais duradouras).

MEDEIROS e DIAS (2002) caracterizam o passo pelodeslocamento dos membros e uma passada traduz-se pelo deslocar de um únicomembro. A freqüência está em função do comprimento do passo e da velocidade daandadura. Analisando o deslocamento de um cavalo passo a passo, ao final doprimeiro minuto, será possível obter quantas passadas foram realizadas, quepodem variar de 48 a 70. FRAZÃO e PENICHE (2002) completam dizendo que o cavaloé considerado de freqüência baixa se sua media de passadas for igual ouinferior a 56 passos por minuto. E alta, se for superior a 56 passos porminuto.

Os tipos de amplitude de passada do cavalo são classificadaspor WICKERT, (1999); MEDEIROS e DIAS (2002) em: transpistar (o cavaloapresenta um comprimento de passo longo quando sua pegada ultrapassa a marca dapegada anterior); sobrepistar (o cavalo possui uma amplitude média,quando sua pegada coincide com a marca da pegada anterior); e antepistar(o cavalo apresenta um comprimento de passo curto quando sua pegada antecede amarca da pegada anterior).

Os objetivos deste trabalho é compreender os benefícios daequoterapia e/ou balé no equilíbrio durante a marcha em pacientes portadores deParalisia Cerebral que deambulam. Baseado na hipótese de que a equoterapia e/oubalé pode melhorar o equilíbrio durante a marcha de pacientes portadores deParalisia Cerebral.

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