Conhecendo dietas para portadores de AIDS Macapá, Amapá

Aprenda a dieta para o paciente soropositivo que faz uso de vários medicamentos anti-retrovirais. Este deve levar em conta o risco da resistência insulínica. É recomendado mudanças de hábitos como: atividade física regular; abandono do fumo; moderação do uso do álcool; uso de medicamentos adequados e, principalmente, a adoção de um plano alimentar individualizado, que atenda às peculiaridades do novo quadro metabólico desses pacientes.

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Conhecendo dietas para portadores de AIDS

Publicidade Com o advento do tratamento que combina as várias drogas do chamado coquetel anti HIV observou-se um grande impacto na história natural desta infecção viral. O tratamento promoveu uma importante e sustentada supressão da replicação viral, melhorando a qualidade de vida, reduzindo a incidência de infecções oportunistas e diminuindo a taxa de mortalidade dos pacientes soropositivos.
"Entretanto, o otimismo gerado pelo uso do coquetel anti AIDS tem sido menos intenso, pelo progressivo reconhecimento de complicações decorrentes tanto da infecção, quanto dos medicamentos utilizados. Entre eles, estão a predisposição ao diabetes, alterações nas gorduras do sangue e na distribuição da gordura corporal", afirma a endocrinologista e nutróloga Ellen Simone Paiva, diretora-clínica do CITEN, Centro Integrado de Terapia Nutricional.

Passamos de um tempo em que a imunodeficiência levava à morte por infecções simples, para outro tempo, onde os portadores de HIV estão mais propensos a desenvolver doenças cardiovasculares prematuras. "Diante desse novo paciente soropositivo, sem doença ativa, que se apresenta com aumento da circunferência abdominal e com peso, na maioria das vezes normal, são necessários exames que diagnostiquem as taxas de elevação do colesterol e do risco de surgimento de diabetes. O grande desafio é convencê-los de que os riscos agora, são outros: o diabetes, a doença coronariana prematura e o infarto", afirma a endocrinologista.

Nesse contexto, a orientação médica é voltada para a mudança de hábitos de vida incluindo: atividade física regular; abandono do fumo; moderação do uso do álcool; uso de medicamentos adequados e, principalmente, a adoção de um plano alimentar individualizado, que atenda às peculiaridades do novo quadro metabólico desses pacientes.

"Quando atendemos a um paciente soropositivo com peso normal, a restrição calórica é desnecessária. Se ele pratica algum tipo de atividade física, sua dieta pode ser até generosa em calorias. Nos casos de pacientes obesos ou com sobrepeso impõe-se a restrição calórica, que geralmente é em torno de 500 calorias, em relação ao seu gasto energético calculado", explica a médica. "Por exemplo, um paciente obeso com 170 cm de altura e sedentário. Seu gasto calórico calculado ficaria em torno de 2300 calorias, sua dieta não poderia passar de 1800 calorias diárias", diz Ellen Paiva.

Após a definição da quantidade calórica, o médico passa a pensar em alimentar adequadamente este paciente. Ou seja, é necessário definir que alimentos serão utilizados na composição do cardápio para este paciente, que apresenta necessidades especiais. "Aqui, começa a 'briga' em relação à proporção dos três nutrientes principais.
Quanto de carboidrato, proteína e gordura? Na verdade, a polêmica é grande, mas no meio científico, parece que a melhor proporção seria a de pelo menos 50% de carboidratos, 25% de gorduras e 25% de proteínas. Isso significa que todos os três tipos de alimentos devem compor as principais refeições e que a suspensão de carboidrato não é uma prática nutricionalmente adequada para os pacientes soropositivos", afirma nutróloga Ellen Paiva.

Uma dieta equilibrada

A dieta para o paciente portador de AIDS que faz uso de vários medicamentos anti-retrovirais deve levar em conta o risco da resistência insulínica, condição em que apesar da insulina existir em quantidades geralmente adequadas no organismo, ela não tem um efeito adequado, o que leva à produção cada vez maior de insulina e conseqüente, ganho de peso.
"Insulina é um hormônio anabólico e isso quer dizer que ela leva a estocar e não a queimar calorias. A alimentação deve atender à necessidade de melhorar essa resistência insulínica, através da redução das gorduras saturadas (carnes gordas, laticínio integrais, embutidos e todas as gorduras que adquirem a consistência pastosa ou endurecida à temperatura ambiente), da redução dos carboidratos simples ou açúcares e do aumento do consumo de fibras", explica a endocrinologista.

As fibras - que também fazem parte do grupo dos carboidratos - melhoram a sensibilidade à insulina, facilitam o trânsito intestinal e alentecem o esvaziamento do estômago, acarretando um aumento da saciedade. São encontradas nas frutas, hortaliças e legumes.
"Os principais carboidratos que devem fazer parte da dieta desses pacientes são os pães, cereais integrais, arroz, massas, batatas e tubérculos", recomenda a médica. As frutas - ricas em vitaminas e minerais - devem ser consumidas nos horários intermediários das refeições.
Todas as vezes que abolimos os carboidratos de uma dieta, a conseqüência mais simples de se compreender é que teremos que aumentar gorduras e proteínas. As restrições ao excesso de gorduras são conhecidas de todos, mas as restrições ao excesso de proteínas precisam ser sempre repetidas, as pessoas desconhecem.
Em excesso, a maioria das proteínas mais palatáveis e saborosas traz consigo o colesterol e as gorduras saturadas, causa potencial agressão aos rins e no caso das carnes, aumenta a produção de ácido úrico.

Os principais representantes das proteínas são as carnes (boi, porco, frango ou peixe), os ovos, leites e derivados. "Os grãos como feijão e soja representam nossa principal fonte de proteína de origem vegetal. Cada refeição deve conter uma porção protéica, sempre em quantidades moderadas", observa a nutróloga.

Pouca gordura

Peixes que apresentam um tipo de gordura com efeito protetor cardiovascular também devem integrar a dieta do paciente soropositivo, uma vez que seu risco cardiovascular é mais elevado do que a população em geral. "Estamos falando da gordura polinsaturada ou ômega-3, encontrada principalmente no salmão, na sardinha e no arenque. Além dessas fontes, encontramos ômega-3 em nozes, castanhas, sementes de linhaça e, em quantidade muito adequada, nos óleos vegetais. Quando há hiperlipidemia grave, vale a pena fazer a suplementação do ômega-3 através de composto industrializado, contendo os ácidos graxos poliinsaturados marinhos", afirma a endocrinologista.

Outro tipo de gordura boa, que também protege o coração, é a gordura do azeite ou monoinsaturada. "As gorduras - mesmo as versões protetoras - devem ser consumidas com moderação, pois contém a maior densidade calórica dos nutrientes, ou seja, são muito calórias", adverte a médica.

Como parte da orientação nutricional do portador de AIDS é importante mencionar o efeito deletério induzido pela gordura trans. "Encontrada em pequenas quantidades na carne de ruminantes e em grande quantidade em bolos pré-preparados, recheios de biscoitos, massas folhadas, preparações pré-fritas e vários outros produtos, este tipo de gordura deve ser evitada na dieta", diz Ellen Paiva.

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Fonte: Ellen Simone Paiva - Diretora-clínica do CITEN

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