Conhecendo a reabilitação motora com a Equoterapia Macapá, Amapá

Conheça abaixo como a equoterapia pode ajudar na reabilitação da coordenação motora dos deficientes. Desde 1997 a Equoterapia é reconhecida como método terapêutico pelo Conselho Federal de Medicina. Segundo a psicóloga Flávia Miotto, o cavalo é o objeto intermediador do trabalho, a ligação entre o praticante e o terapeuta e é através dele que se estabelece o vínculo entre o praticante e o terapeuta.

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Conhecendo a reabilitação motora com a Equoterapia

Que andar a cavalo é uma atividade especial e prazerosa, isto, quem já experimentou pelo menos uma voltinha, pode confirmar. Mas o que poucos sabem é que os cavalos também podem ser utilizados como instrumento terapêutico. A prática da Equoterapia objetiva benefícios físicos, psíquicos, educacionais e sociais de pessoas com necessidades especiais motoras, intelectuais, sensoriais, emocionais e educativas.

A Associação Nacional de Equoterapia (ANDE - BRASIL) define a prática como "um método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar nas áreas de saúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas portadoras de deficiência e/ou com necessidades especiais".

Segundo a psicóloga Flávia Miotto, o cavalo é o objeto intermediador do trabalho, a ligação entre o praticante e o terapeuta e é através dele que se estabelece o vínculo entre o praticante e o terapeuta. “Sensações e experiências que o praticante não pode vivenciar, no contato com o cavalo, ele irá aprender e utilizar na sua estrutura, na sua evolução psicossomática, melhorando a autonomia, independência, auto-estima e autoconfiança. A intensidade das sensações (poder, autonomia, liberdade e grandeza) e das emoções (medo, alegria e entusiasmo) provocadas pela abordagem do cavalo, conduzem o indivíduo a um confronto com ele mesmo, que é corporal e psico-afetivo ao mesmo tempo. Esta situação acontece porque ele começa a se perceber para perceber o cavalo e esse reconhecimento permite que veja o seu corpo, e adquira equilíbrio físico e emocional para melhor viver”.

Foi o que aconteceu com o pequeno Gabriel Sabino Ramos, de cinco anos. Gabriel nasceu com Hemiplegia (paralisia que atinge um dos lados do corpo) e desde os três anos participa de sessões de Equoterapia. “O mais interessante da Equoterapia é que ela complementa uma série de terapias que o Gabriel faz. E o resultado está na melhora da coordenação motora, da autonomia nas atividades diárias dele e na interação com o outro”, conta o pai do garoto, Carlos Guilherme Ramos. Além da Equoterapia, Gabriel faz sessões de Fonoaudiologia, Fisioterapia e Terapia Ocupacional. A variedade de movimentos e possibilidades de comunicação, na vivência com o cavalo, favorece o terapeuta a graduar a quantidade de informações sensoriais a serem enviadas ao praticante, em associação com outras técnicas terapêuticas para chegar a um objetivo comum.

Desde 1997 a Equoterapia é reconhecida como método terapêutico pelo Conselho Federal de Medicina. A coordenadora da especialização em Equoterapia da UTP, Fabiana Teixeira Riskalla, explica que o cavalo envia informações sensório-motoras ao praticante que por sua vez busca respostas adaptativas apropriadas a estes estímulos. O objetivo é estabelecer melhores funções neurológicas e melhor processamento sensorial, além de facilitar a leitura e modulações adaptativas da comunicação e das formas de relações afetivas da pessoa com o outro. “Os resultados podem ser: aumento na tolerância de permanência próxima aos animais; manifestação mais clara de prazer e satisfação na aproximação e relação com o eqüino; aumento na capacidade de percepção corporal durante o movimento do cavalo; correção da postura; maior percepção corporal e comunicativa; compreensão de novos aprendizados e execução destes com maior facilidade; redução da ansiedade e facilitação do autocontrole em relação as dificuldades geradoras desta ansiedade; modulação dos comportamentos agressivos e promoção de vivências de situações integrativas sociais e melhora na capacidade comunicativa com o outro e com o meio.”

 

Fonte: Paranashop

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