Conheça o concreto ecológico Manaus, Amazonas

Uma casa pode ser feita de blocos fabricados com areia, cimento, isopor, e garrafas de plástico tipo PET. Aquelas embalagens de refrigerantes, e outros produtos descartados todos os dias. O bloco Isopet utilizado na construção, é resultado do projeto de estudantes do curso de Tecnologia de Construção. Leia mais...

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Conheça o concreto ecológico

Garrafas de plástico vão para paredes de casas populares.

Uma casa pode ser feita de blocos fabricados com areia, cimento, isopor, e garrafas de plástico tipo PET - aquelas embalagens de refrigerantes - e outros produtos descartados todos os dias. O bloco Isopet utilizado na construção, é resultado do projeto de estudantes do curso de Tecnologia de Construção do Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná (Cefet).

O ISOPET são blocos confeccionados em concreto leve com EPS (isopor) reciclado, utilizando garrafas plásticas inteiras recicladas, posicionadas na horizontal ou na vertical. Estes blocos apresentam encaixes laterais em forma de macho e fêmea (saliências e reentrâncias) que geram o intertravamento dos blocos, não sendo necessário a utilização de argamassa para suas uniões, exceto na primeira fiada. Os blocos possuem canaletas que substituem as fôrmas na moldagem de vergas, contra-vergas e cintas de amarração. Pelo fato do bloco possuir uma superfície porosa, opta-se em eliminar chapisco, emboço e reboco da parede aplicando apenas uma argamassa colante de finalização.

Com a utilização deste bloco, será consideradamente reduzida a extração de materiais naturais, tais como a areia que está tornando-se escassa. Racionalizando desta forma o processo construtivo e reduzindo o consumo de energia elétrica, humana e mecânica, ganhando assim em qualidade e produtividade.

Estes blocos apresentam grandes vantagens na execução de um projeto construtivo, pela sua leveza, facilitando o manuseio dos elementos, pelo baixo custo final da construção, melhorias no aspecto termo-acústico, e sobretudo, pôr ser um bloco ecológico, que utiliza na sua composição materiais recicláveis e não recicláveis, trazendo desta forma benefícios não só a construção civil más também ao meio ambiente. Vale ressaltar que os blocos ISOPET além de reduzir os problemas ambientais aumentará a qualidade de vida das pessoas.

O processo de mistura dos componentes na betoneira procede-se da seguinte forma: Dissolve-se inicialmente o adesivo em água. Em seguida coloca-se toda a carga de isopor reciclado na betoneira. Com a betoneira em movimento, coloca-se metade da quantidade de cimento utilizado. Tão logo o cimento comece a fixar-se no isopor, coloca-se o restante de cimento, areia e água. O tempo de agitação da mistura será suficiente quando a massa estiver com a homogeneização ideal para ser lançada na forma.

Os blocos ISOPET possuem dimensões de 40x40x15cm com e sem canaleta, que pesa em média 12 kg ou 40x20x15cm com e sem canaleta, que pesa em média 6 kg. Os blocos alcançaram uma resistência a compressão superior a 2,1 MPa, sofrendo apenas deformação.

Este também é resistente ao fogo, suportando as chamas de um maçarico de alta temperatura durante 35 minutos a uma distância de 15cm, não entrando em combustão e permanecendo com sua face oposta a uma temperatura inalterada, conforme ensaios realizados.

Os ensaios de resistência ao choque realizados, mostraram que o bloco metade e o inteiro ao serem lançados de uma altura de 4m sofreram apenas deformação comparando-se com blocos cerâmicos e de concreto.

Para confeccionar esta unidade retiramos do meio ambiente 875 garrafas plásticas 2 litros do tipo PET e 17 m³ de EPS (isopor), totalizando 365 blocos.

Outra aplicação é a utilização do pneu em forma de raspa, produto originado do processo da recauchutagem dos mesmos. A raspa está sendo aplicada como parte do agregado miúdo, na execução do contra-piso.

Há muito trabalho a se fazer para conscientizar nossos profissionais da construção civil, mas nos próximos anos, acredito que o ISOPET fará parte do mercado. Temos que evitar os desperdícios e amenizar o impacto ao meio ambiente, logo o ISOPET se tornará inevitável, sendo questão de tempo a disponibilização do mesmo no mercado.

Sobre o Autor
Cursando Engenharia de Produção Civil na Universidade FUMEC em Belo Horizonte - Minas Gerais

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