Combata o sedentarismo Manaus, Amazonas

O pior é que o sedentarismo está ligado a um estilo de vida contemporâneo, que costuma acarretar também uma maior tendência ao estresse e à depressão. Pesquisas de todo o mundo indicam o aumento do sedentarismo feminino. "Não sobra tempo e as pessoas não colocam a atividade física como prioridade." Leia mais abaixo.

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Combata o sedentarismo

No Brasil, a boa forma beira a obsessão, principalmente entre as mulheres. Mas os números frustram as expectativas. Uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) - que reúne profissionais que executam a cirurgia de redução do estômago - constatou: apenas 31% das mulheres praticam atividade física regularmente, contra 48% dos homens. O objetivo era traçar um perfil dos obesos, com 4.223 entrevistas, nas cinco regiões do País.

Outro estudo, da SulAmérica Saúde, feito com 29.085 associados de 12 estados do Brasil, chegou a conclusões parecidas: 71,9% das mulheres revelaram-se sedentárias, frente a 57,9% dos homens. Além disso, 51% das brasileiras têm sobrepeso - o que, em médio prazo, pode provocar obesidade.

O pior é que o sedentarismo está ligado a um estilo de vida contemporâneo, que costuma acarretar também uma maior tendência ao estresse e à depressão. O acúmulo de papéis, a dupla jornada de trabalho e o predomínio de atividades que não exigem movimento nem esforço físico contribuem para esse quadro, assim como o predomínio do carro como meio de transporte, e os hábitos de assistir à TV ou passar horas diante do computador.

Talvez o alto índice de inatividade física também explique os recordes de cirurgias estéticas no País. Algumas mulheres, pelo menos, assumem completamente essa opção. A assistente da área financeira Carmem da Silva, de 48 anos, é conhecida por ter um corpinho de 30. Mas quando perguntam se ela "malha", sua resposta é engraçada. "Malho três anos direto para pagar meu personal trainer, o doutor Eduardo (seu cirurgião plástico)."

Carmem trabalha duro o dia todo, não tira férias há anos e detesta o ambiente das academias de ginástica. Já se matriculou em várias, mas depois de um mês, desiste. "Quando me pedem para eu ficar lá, levantando pesinhos, logo sinto vontade de arremessá-los em alguém", diverte-se. Faz tudo de carro e não tem apreço pelas caminhadas. Buscando manter a forma física, submeteu-se à primeira lipoaspiração em 2002: barriga, culote e glúteos. "Só que emagreci muito e fiquei um pouco flácida." Para corrigir, passou por uma cirurgia plástica há dois anos, e aproveitou para colocar silicone nos seios.

A monitora de turismo Maitê Feijó, paulistana de 25 anos, também não é chegada à atividade física. "Tentei fazer musculação quando tinha uns 15 anos, mas não via a hora de sair da academia." Diz que não conseguiu emagrecer nem ganhar músculos. Ainda durante a adolescência, tentou treinar kung fu. "Mas ficava muito cansada." Em junho, começou a nadar, mas acabou desistindo. "Não tem jeito, acho que não gosto do esforço físico."

Há três anos, Maitê fez uma cirurgia de redução das mamas e, mais recentemente, uma lipoaspiração no abdome, coxas e culote. Agora quer fazer um retoque, porque está cerca de 5 kg acima do peso. "O médico já me avisou que, depois, preciso manter a forma com exercício físico." Então, pretende começar um programa de caminhadas.

ESTILO DE VIDA

O presidente da SBCBM, Luiz Vicente Berti, especialista em cirurgia do aparelho digestivo, lembra que o sedentarismo está ligado ao estilo de vida contemporâneo. "Hoje, até o telefone sem fio e a direção hidráulica fazem a pessoa se mexer menos." De acordo com um estudo que desenvolveu, quem tem uma extensão de telefone a mais em casa engorda, em média, 1 kg por ano.

O fisiatra e especialista em medicina esportiva do Hospital Albert Einstein, Mario Sérgio Rossi, diz que pesquisas de todo o mundo indicam o aumento do sedentarismo feminino. "Não sobra tempo e as pessoas não colocam a atividade física como prioridade."

Fica a dúvida: o que define o sedentarismo atualmente? Quem sobe escadas, por exemplo, sai do grupo de risco? "Antes, quem caminhava 30 minutos, três vezes por semana, não era considerado sedentário. Mas isso mudou. Descobriu-se que, para prevenir doenças cardiovasculares, é preciso ter uma atividade aeróbica, por pelo menos 30 minutos, cinco vezes por semana", explica o fisiatra.

Em todas as idades, a atividade física é importante. Mas, segundo o médico, a partir dos 35 anos é fundamental, para não tornar o envelhecimento mais abrupto. "A partir dessa idade, perdemos massa muscular, o que facilita o ganho de peso. É importantíssimo fortalecer a musculatura", explica. O metabolismo também diminui. "O exercício física minimiza essa tendência e retarda a perda de massa muscular."

Além de ser um santo remédio contra o estresse e as tensões do cotidiano, a atividade física previne as doenças cardiovasculares, das articulações, a chamada síndrome metabólica (aumento do colesterol e triglicérides), obesidade e diabete, entre outras. "É uma válvula de escape, em termos físicos e mentais", destaca.

Mas não é só pegar o tênis e começar a exercitar-se. O fisiatra alerta que é preciso fazer uma avaliação médica e o teste ergométrico antes de encarar um programa aeróbico. Também é necessário avaliar a melhor modalidade para cada biotipo. O ideal, segundo ele, é montar um programa com três tipos de exercícios: aeróbicos, de ginástica localizada e alongamentos. E complementá-lo com mudanças de hábito. "Suba escadas e vá a pé sempre que possível."

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