Capacitando-se profissionalmente para o futuro Cuiabá, Mato Grosso

Aprenda a se capacitar profissionalmente para o mercado de trabalho do futuro. O individualismo vem perdendo espaço, as equipes de uma única estrela estão deixando de ganhar campeonatos. Leia mais abaixo.

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Capacitando-se profissionalmente para o futuro

Por Fábio Violin

É isto mesmo, os empregos vão acabar. Não hoje nem amanhã, mas está em um futuro não tão distante o conceito do que hoje chamamos de emprego. Ele está com os dias contados.

Em algum momento da vida você já ouviu falar em empregabilidade?

Pois bem, este termo está sendo cada vez mais questionado e aplicado nas empresas de pequeno, médio e grande porte, isto vem ocorrendo pelo fato de que as mudanças em todos os sentidos e setores têm exigido competências e habilidades sem precedentes. Mesmo em atividades tradicionais e aparentemente sem muitos desafios a realidade começa a mudar e sinalizar para o fim do emprego como conhecemos.

Estabilidade é palavrão. Tranqüilidade só se for na lua.

Poucas coisas são certas e verdadeiras atualmente, no entanto, uma “verdade” parece ganhar corpo: manter-se empregável - e isto significa manter-se atraente aos olhos do mercado – é um dos grandes desafios de profissionais que almejam diferenciação.

Mas não se alarme (ou se alarme), ainda há espaços para os incompetentes, encostados, preguiçosos e pouco produtivos. Em que lugar?

Nas empresas que ainda não despertaram para a urgência do senso de equipe, acostumadas a fórmulas prontas, que se recusam a qualificar e aprimorar seus colaboradores, que não avaliam produtividade e contribuição para a causa da empresa ou ainda nas que tem em seu quadro os “deuses”, sim, os “deuses”. Aqueles que sabem de tudo, que acreditam que a sua visão de mundo é a melhor, que fazem vista grossa para a própria incompetência, aqueles que não se dignam a tirar os olhos do próprio umbigo.

Para se ter uma noção da urgência de trabalhar com o conceito de empregabilidade basta perceber que o computador vem tomando corpo no dia-a-dia das empresas, e isto exige novas competências. A força bruta está sendo substituída pela criatividade, os conflitos vem dando lugar as negociações e o medo ou métodos punitivos que assombram as pessoas vem sendo trocado pela motivação.

Esta era maravilhosa, em que o ser vem antes do ter ainda esta engatinhando, no entanto, da mesma maneira vem exigindo mais e excluindo de forma acintosa e contundente aqueles que não estão buscando adequação.

O individualismo vem perdendo espaço, as equipes de uma única estrela estão deixando de ganhar campeonatos, afinal, por melhor que você ou seu departamento seja, existe sem sombra de dúvidas a interdependência e inter-relacionamento com outros setores com outros departamentos.

No entanto, existe um fato alarmante, a maioria dos profissionais está obsoleto ou possuem um tempo de adequação bastante reduzido.

A tecnologia que tanto facilita e melhora nossas vidas, mas que em contrapartida nos impõe a necessidade de rápida adequação. Veja o exemplo dos bancos, o quanto evoluíram em termos de tecnologia tanto hard (máquinas e equipamentos) quanto soft (transferências eletrônicas, serviços inteligentes).

Outro exemplo de como a tecnologia vem influenciando nossas vidas e por conseqüência nossa capacidade de empregabilidade são as aplicações e opções que a internet nos oferece. Atualmente se você quiser uma dissertação de mestrado ou uma tese de doutorado já existem pessoas que a desenvolvem.

Mas não é somente a tecnologia que influencia nossa capacidade de adequação ao mercado, profissões como, por exemplo, o antigo contador vem dando lugar a um gestor de informações, que pode atuar como um “termômetro” das empresas.

O frentista de um posto hoje deve ter noções de mecânica, atendimento ao consumidor, localização de pontos importantes da cidade, entendimento do senso de pressa e urgência do cliente.

As secretárias, seguranças e boy’s das empresas são hoje uma espécie de cartão de visita das empresas, e precisam ter informações a respeito do seu funcionamento, afinal, em geral, são as primeiras pessoas a terem contato com os clientes.

Os vendedores precisam estar conectados com o que de novo existe na profissão, dos preços, prazos, tipos de produtos e promoções não somente da empresa mas dos principais concorrentes, e mais, devem possuir um canal de comunicação com os seus gerentes para repassar informações em tempo hábil para que se possa tomar decisões de adequação ao mercado, principalmente em relação às ações dos concorrentes ou problemas e necessidades dos clientes.

O conceito de empregabilidade está intimamente ligado com a capacidade de gerir informações, com a capacidade de tornar dados em ações contundentes.

Com o final das taxas de inflação com mais de dois dígitos, aliadas a grande quantidade de novos produtos lançados quase que diariamente e ainda acirramento mais contundente da concorrência, as empresas viram suas margens de lucro decrescerem, pois os consumidores também se tornaram mais exigentes ao longo desta década que passou.

Com os consumidores mais informados e menos tolerantes a erros, deslizes custam caro, ineficiência pode significar a perda definitiva dos clientes reais e potenciais.
Estes fatos vêm impondo a urgência de meios e soluções para cortes de custo e busca de lucratividade ao tempo que exige a criação de laços de relacionamento com os consumidores.

Quando ocorre uma revolução seja ela tecnológica ou de qualquer outra ordem - e não me refiro necessariamente a aquelas estrondosas e vistas a olhos nus, na maioria das vezes é sutil e quase imperceptível - isto muda toda a lógica do jogo.
Observe o seguinte exemplo:

Suponha uma pequena cidade com apenas duas lojas de concerto de pneu. Sob o carro com o macaco, o borracheiro pula em cima da chave para soltar a roda, briga com parafusos espanados e duas horas depois seu carro tem o pneu trocado e alinhado (quase artesanalmente) ao custo de 100 reais. Um belo dia o concorrente investe em equipamentos mais modernos, consegue te entregar seu carro em menos de 40 minutos e cobra 60 reais.

Pronto, mudou-se toda a lógica de funcionamento, mudou-se toda a forma de competir e atender os clientes. Da noite para o dia. O pobre “jacaré” vai ter que ser aposentado, pois os consumidores agora não querem mais esperar duas horas e ainda pagar 100 reais. Resultado: acabou o equilíbrio e igualdade entre os concorrentes, que antes disputavam os clientes através dos descontos. Acabou-se aquele sujeito pulando em cima da chave de rodas para soltar o pneu. Para que lugar vão agora os borracheiros, antes se tinha 10 e agora, quantos vão ficar?

Por isto que o conceito de empregabilidade vem ganhando corpo, afinal hoje você pode ser um e ter diferencial, amanhã, quase que por “forças ocultas” somos mais um em um milhão, e nos vemos obrigados a correr para tentar reconquistar o espaço perdido.

Luta esta – para recuperar o espaço perdido – muitas vezes ingrata e inglória, no qual o resultado pode ser um fruto amargo e espinhoso de deglutir: o desemprego. Adiante reclamar? Adianta praguejar?

A mesma coisa acontece nas empresas. Praticamente todos os dias macacos e chaves de roda têm que ser aposentados. Preste atenção em alguns detalhes que são fundamentais para o ganho de empregabilidade:

1. Saia da zona de comodidade.

2. Estude, estude, estude. Leia, leia, leia. Só quem se dedica a buscar e aplicar novos conhecimentos é que pode se dar ao luxo de dizer que esta fazendo algo por si.

3. Valorize, festeje cada vitória.Valorize mais ainda cada derrota, além de seqüelas, elas também nos deixam valiosos ensinamentos.

4. Dê atenção a sua família e aos amigos. Reserve-se o direito de ter um dia bom, um dia de tranqüilidade, e saiba aproveitá-lo.

5. Veja o mundo com outros olhos, mas procure levantar a cabeça e ver o que acontece ao redor, não necessariamente apenas em sua área de atividade.

6. Busque uma atividade de lazer, tenha um hobby saudável e produtivo. Que venha a te fazer uma pessoa melhor.

7. Trabalhe por prazer e não por obrigação. Tenha o objetivo de construir algo em sua vida, para poder morrer com a certeza de que não foi mais um entre tantos.

Lembre-se: Sucesso e fracasso são uma questão de hábito. E segundo um ditado chinês “o plantio é opcional, mas a colheita é obrigatória”.

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FÁBIO LUCIANO VIOLIN
Mestre em Estratégias e Organizações - UFPR, Especialista em Planejamento e Gerenciamento Estratégico – PUC-PR
Professor universitário, palestrante e consultor de empresas. E-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

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