Benefícios do Judô na adolescência Itabuna, Bahia

Toda atividade dirigida à criança deve levar em conta suas necessidades de desenvolvimento. No caso do judô, por ser uma atividade corporal, sua influência no desenvolvimento deve ser criteriosamente avaliada. Uma criança excessivamente estimulada nos aspectos de competitividade pode se ver inundada de angústia por não poder corresponder à expectativa dos pais ou do sensei.

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Benefícios do Judô na adolescência

O primeiro grande salto para a vida é o nascimento. Com ele o bebê abandona o confortável equilíbrio intra-uterino e se lança no desconhecido e desconfortável mundo exterior. Toda uma seqüência de desenvolvimento orgânico e psíquico antecede o momento do nascimento. É necessário um longo período de maturações para que o bebê possa manter, autônomamente, as funções fisiológicas básicas ao nascer: respirar, sugar, urinar, defecar, etc.

Após o nascimento, o bebê enfrentará o mundo e terá que aprender, ao longo de sua existência, como se tornar um ser humano inserido num grupo social, regido por regras internas e externas. Muito se fala das fases de desenvolvimento que esse bebê terá pela frente até chegar na adolescência. A adolescência, com certeza, é o segundo grande salto para a vida. Como no nascimento, também é necessário passar por uma seqüência de desenvolvimento orgânico e psíquico, as chamadas fases de desenvolvimento que, embora não sejam nosso objeto de discussão no momento, oferecem elementos importantes para a compreensão do processo adolescente.

Utilizaremos como base de nossa reflexão a teoria desenvolvida por S. Freud, a Psicanálise, segundo a qual, a força que move nossos pensamentos, ações, atividades e percepções é uma energia dinâmica chamada libido. A libido é uma energia que fundamenta e rege todas as relações afetivas e é a base de toda a sexualidade humana. Por isso denominou as fases de desenvolvimento de fases psicossexuais. A sexualidade aqui deve ser entendida de modo geral e não genital como muitas vezes é considerada.

À medida em que o bebê se transforma em uma criança, uma criança em um adolescente e um adolescente em um adulto, ocorrem mudanças marcantes no que é desejado e em como estes desejos são satisfeitos. As modificações nas formas de gratificação e as áreas físicas de gratificação (zonas erógenas) são os elementos básicos na descrição de Freud das fases psicossexuais de desenvolvimento.

Toda atividade dirigida à criança deve levar em conta suas necessidades de desenvolvimento. No caso do judô, por ser uma atividade corporal, sua influência no desenvolvimento deve ser criteriosamente avaliada. Uma criança excessivamente estimulada nos aspectos de competitividade pode se ver inundada de angústia por não poder corresponder à expectativa dos pais ou do sensei. A capacidade psicomotora deve ser observada com a mesma preocupação que os aspectos psicossociais. A Psicanálise nos aponta tal preocupação ao observar que em cada momento a criança se apresenta com necessidades e temores diversos, os quais devem ser elaborados a seu tempo, antes de se passar para o momento seguinte. Toda a vivência da criança em busca da identidade e maturidade da vida adulta se dá através do corpo e o esporte deve entrar como um facilitador desse processo.

FASES PSICOSSEXUAIS DO DESENVOLVIMENTO

FASE ORAL: Até 2 anos

A boca é a primeira área do corpo que o bebê pode controlar; a maior parte da energia libidinal disponível é direcionada ou focalizada nesta área. O principal interesse do bebê não é social ou interpessoal, é apenas receber alimento para atenuar as tensões de fome e sede. Enquanto é alimentada, a criança também é confortada, aninhada, acalentada e acariciada. A criança sente prazer tanto ao sugar o seio materno e ingerir seu alimento como também sugando o dedo ou a chupeta, estimulando a mucosa bucal sem tirar a fome.

Conforme a criança cresce, outras áreas do corpo desenvolvem-se e tornam-se importantes regiões de gratificação.

FASE ANAL: Entre 2-4 anos

As crianças nesse período geralmente aprendem a controlar os esfíncters anais e a bexiga. A criança presta uma atenção especial à micção e à evacuação. O treinamento dos esfíncteres desperta um interesse natural pela autodescoberta. A obtenção do controle fisiológico é ligada à percepção de que esse controle é uma nova fonte de prazer. Além disso, as crianças aprendem com rapidez que o cresecente nível de controle lhes traz atenção e elogios por parte de seus pais. O inverso também é verdadeiro; o interesse dos pais no treinamento da higiene permite à criança exigir atenção tanto pelo controle bem sucedido quanto pelo erros.

FASE FÁLICA: Dos 3 aos 5/6 anos

Focaliza as áreas genitais do corpo. Freud afirmava que esse fase é melhor caracterizada por fálica uma vez que é o período em que a criança se dá conta de seu pênis ou da falta dele. É a primeira vez em que as crianças tornam-se conscientes das diferenças sexuais.

Tal consciência é acompanhada de sentimentos ambíguos com relação aos pais. A partir dos cinco anos de idade voltam-se para o relacionamento com seus companheiros, atividades escolares, esportes e outras habilidades.

LATÊNCIA: 5-6 anos até a puberdade

Durante esse período a sexualidade aparentemente não avança mais, os anseios sexuais diminuem de vigor e são abandonadas e esquecidas muitas coisas que a criança fazia e conhecia. Nesse período surgem a vergonha, repulsa e moralidade que estão destinadas a fazer frente à tempestade ulterior da puberdade e a alicerçar o caminho dos desejos sexuais que vão se despertando.

Dessa forma, é extremamente importante observar tais elementos. Uma criança que se depara ainda com o conhecimento do mundo e das pessoas através da boca (Fase Oral) ou com uma preocupação especial com o aprendizado das regras básicas de higiene e convívio, enfrentado os primeiros limites ditados pela palavra NÃO (Fase Anal), ainda não está teoricamente pronta para treinamentos ou exigências técnicas. Não quer dizer que não seja recomendada a prática de judô na infância, mas temos que tomar cuidado com os excessos.

Todo aprendizado na infância deve ser mediado por elementos lúdicos, deve ser uma prazer da mesma forma que é um prazer conhecer. A vivência dos limites impostos pela técnica pode ser positiva desde que não reprima sua necessidade de expandir-se e conhecer. A agressividade na criança tem uma função importante de questionamento das regras que estão sendo impostas e, ao mesmo tempo, um exercício de respeito pelo outro. A criança está estabelecendo seu território e, com isso, conhecendo o outro como alguém a ser respeitado e de quem espera respeito.

Nesse sentido, a participação de crianças em campeonatos, anterior à adolescência deve ser considerada nos seguintes aspectos:

aumenta a rivalidade entre as crianças
aumenta o nível de stress devido as pressões dos pais e técnicos
muitas não conseguem lidar com a derrota e vitória, causando alterações psico-sociais
os resultados negativos e/ou a expectativa de resultados sobre a criança pode se tornar fator importante de desistência ou abandono do esporte.
Com a entrada na adolescência, um novo mundo se descortina. Não mais aquele espaço físico inicial do nascimento, mas o salto agora é em direção de si mesmo, como ser individual. É um intenso desprendimento a ser realizado com relação ao núcleo familiar. Um processo longo e delicado cuja meta é a definição de uma identidade como pessoa. Por isso, a adolescência pode ser vista como um novo nascimento. O adolescente questiona a vida familiar, os conceitos tradicionalmente aceitos as regras e padrões pré-estabelecidos em busca de algo que seja realmente seu. Precisa encontrar sua posição no espaço e no tempo, situar-se como pessoa.

Preparou-se para isso acumulando experiências emocionais, desenvolvendo sua percepção da realidade, criando vínculos afetivos (pais, irmãos, amigos, escola, colegas do judô, etc.), e entrando em contato com uma série de emoções inerentes à sua condição de estar vivo. Sentiu prazer, dor, medo, raiva, enfim, viveu. Precisa saber quem é. E saber quem é significa começar a contestar o que não é. Assim começa um grande período de dúvidas, agressões e questionamentos. Duvida de tudo o que o cerca pois duvida de si mesmo, do seu corpo, do que sente, do que pensa e do que lhe dizem.

Muitas vezes professores e pais não se dão conta desse processo gradual e se vêem surpreendidos com reações que antes não eram comuns. Um judoca calmo e tolerante de repente fica agressivo e machuca os colegas que antes eram seus amigos. Muitos abandonam o esporte justo nesse período de entrada da adolescência. Que fenômeno estranho tem ocorrido em nossos campeonatos infantis? Tive a oportunidade de acompanhar campeonatos e festivais durante os últimos doze anos como mãe de judoca e tenho constatado um aumento significativo da agressividade de nossos pequenos atletas. Quase não ocorriam lesões sérias e hoje não é difícil encontrar bons alunos que não querem competir por medo de se machucar. Será que os resultados e medalhas compensam? Lidar com os aspectos normais do crescimento já é uma tarefa desgastante e o corpo é o veículo por onde todas as experiências se processam. Desde a infância (que ainda não se foi por completo) é assim. Mas o que é essa tal de adolescência?

Precisamos diferenciar adolescência de puberdade:

PUBERDADE

Se refere predominantemente aos fenômenos fisiológicos que culminam com a primeira menstruação na menina ou a primeira ejaculação no menino. Diz respeito aos componentes psicossociais deste mesmo processo, acompanhada da adequada elaboração dos impulsos instintivos que se reavivaram na puberdade.

ADOLESCÊNCIA

A adolescência pode ter diferentes expressões e formas que se evidenciam como resultantes das pressões e influências do meio em que se instala. Por isso, é necessário conhecer o contexto no qual é colocada. Quanto mais rígida e estratificada for a cultura em que ocorra, maior será a crise existencial do adolescente, podendo até mesmo não se manifestar em toda sua extensão. O ambiente tem grande influência sobre o adolescente, o grupo dita modas e modos, a escola oferece oportunidades, a família estimula ou reprime suas experiências.

O judô não pode se colocar alheio dessa realidade. Vejo com bons olhos as iniciativas de algumas comunidades esportivas no sentido de oferecer a grupos menos favorecidos a oportunidade de praticar atividades que tirem nossas crianças e adolescentes da rua. O grupo que se forma em torno da prática do judô pode trazer hábitos e práticas bastante positivas que visam o respeito e a dignidade de cada um deles. Porém também tenho minhas preocupações. São jovens muitas vezes agressivos pela maneira como a vida os tratou e, se não forem bem orientados, podem utilizar a técnica como uma arma. Se forem estimulados e trabalhados apenas visando resultados em campeonatos (e eles certamente virão, como uma forma de superação do meio desfavorecido de onde provém), a competitividade dará lugar à agressividade em detrimento de uma formação integral e humana desse jovem.

O que vai caracterizar esse período é uma alternância constante e intensa entre dois extremos. De um lado uma intolerância imensa que se manifesta por meio de uma agressividade nem sempre bem dirigida e, de outro, uma depressão disfarçada em tentativas de riso e vozes altas e desafinadas. Tanto esta agressividade quanto os momentos depressivos disfarçados são indispensáveis para a boa elaboração das crises que se acumulam neste período.

A agressividade bem dirigida (na prática esportiva, por exemplo) facilita gradualmente a utilização dos recursos internos do adolescente, levando-o a tentar a vida, buscar soluções e criar. Já os períodos depressivos conduzem ao recolhimento necessário para entrar em contato com as vivências internas conflitantes. É uma pausa necessária da qual o adolescente tende a sair fortalecido depois que se permite contato com seus lutos e perdas. Geralmente, quem não tolera a depressão do adolescente são os pais que interpretam o estado do filho como sinais de preguiça e vagabundagem.

Quantas vezes o adolescente falta ao treino (ou vai numa marra danada), e se diz que ele não está levando a sério o judô. Ao contrário, o adolescente necessita deste tempo para criar as condições que o ajudem a entender o que se passa e, com isso, criar os meios para assumir um novo papel, fruto e conseqüência de uma nova identidade. Suas atividades muitas vezes se acumulam nessa idade e passam a ser muito estressantes. Fica pouco tempo para se encontrar consigo mesmo e, dessa forma, experimentar. Como mãe de judoca e observadora de outras mães de judoca com quem gosto de conversar, não é fácil lidar com essa preguiça de treinar. É nesse período que muitas mães comentam que os filhos não querem mais ir e muitos abandonam. Será má vontade deles ou o judô, com sua forma de ver o jovem e sua técnica muitas vezes aplicada de forma rígida, não está correspondendo às necessidades desse período? O sensei é um censor, um orientador ou um técnico que visa o campeonato?

A melhor forma de entender e acompanhar as vivências da adolescência, portanto, está em compreender os lutos e perdas que a caracterizam.

Luto pelo corpo infantil

A primeira grande perda é a do próprio corpo. Com o impulso hormonal desencadeado pela puberdade a estrutura física se altera repentinamente e o adolescente praticamente não tem domínio sobre ela. Cabelos, pêlos, espinhas, odores, voz, tudo é estranho. Se descobre um quase homem, desajeitado cuja voz não convence ninguém ou uma quase mulher, gorda demais ou magra demais, nunca feliz com a imagem que vê no espelho. Muitas vezes se recorda com saudade do rosto limpo e sem espinhas de criança. Esse corpo é desconhecido e muda com muita rapidez. Ganha tamanho e força repentinos e perde toda noção de espaço. Os braços batem em tudo, os pés não obedecem aos comandos conscientes, derruba coisas de forma incômoda e machuca quando vai brincar. Acaba escutando que é desajeitado, descoordenado ou maldoso. Isso, se pensarmos em uma atividade física que envolve contato com o corpo do outro, nos deixa entrever uma possível fonte de angústias. Podem machucar ou se machucar com muita facilidade e sem intenção. O corpo não é o que sonhou quando criança e nem sua performance no judô se assemelha aos Power Rangers que assistia quando criança. Não vai salvar o mundo de monstros horríveis Nem consigo mesmo ele se satisfaz.

Também ligada ao corpo, há uma outra sensação perturbadora. A sexualidade se apresenta com uma urgência que leva o adolescente ao encontro do sexo oposto. A excitação sexual é uma descoberta constrangedora e pode ser acompanhada por uma enorme sensação de culpa. Na maioria das vezes a tensão é descarregada no banheiro através da masturbação. A menina, por sua vez, passa a ser cercada de cuidados que antes não eram tão intensos. A rua fica cheia de perigos geralmente relacionados com a sexualidade. Novamente pensamos no esporte, em especial no judô, como um elemento importante nesse período. Além de oferecer uma atividade que descarrega tensões sublimando aspectos referentes a agressividade (como já afirmamos antes), oferece um conhecimento do próprio corpo e do corpo do adversário no contato constante. Isso pode ser observado em certas imobilizações em que meninos e meninas se sentem menos a vontade. O corpo, como um grande laboratório para o exercício da sexualidade, vai aproveitar todos os momentos e, muitas vezes, essa é a oportunidade de maior contato físico que conseguem ter. nossos treinos mistos (meninos e meninas) é uma facilitador desses contatos, embora não tenham esse objetivo. O conhecimento do corpo novo e do corpo do outro pode se dar nesse contato. Tanto em seus aspectos agressivos quanto sexuais.

Luto de perda da identidade infantil

Só quando o adolescente é capaz de aceitar simultaneamente seus dois aspectos (o de criança e o de adulto) pode começar a aceitar de maneira flutuante as mudanças do seu corpo e começa a surgir sua nova identidade. A busca da identidade ocupa grande parte da sua energia e é conseqüência da perda da identidade infantil que se produz quando começam as mudanças corporais. Começa a difícil escolha de uma profissão, que também implica numa perda pois escolher um caminho significa abrir mão de outro. Muitas vezes questiona as escolhas que fizeram por ele (o judô é escolha dele ou dos pais?). As modificações em seu corpo levam-no à estruturação de um novo ego corporal, à busca de sua identidade e ao cumprimento de novos papéis. Tem que deixar de ser através dos pais para chegar a ser ele mesmo. Da mesma forma, tem que deixar de ser através dos senseis, que são modelos importantes e indispensáveis nesse período, para um dia se tornarem talvez senseis. Por que não prepará-los para assumirem responsabilidades no cuidado dos menores? Não seria um estímulo para esse encontro de uma identidade adulta em formação? Percebo o quanto é importante para o adolescente se sentir valorizado por seu crescimento e não apenas por seus resultados em campeonatos, que também são importantes mas não podem servir apenas para vaidade. Você não é mais criança - ele escuta. É o quê, então?

Luto pela perda dos pais da infância

Os pais têm dificuldade para aceitar o crescimento em decorrência do sentimento de rejeição que experimenta frente a livre expansão da personalidade que surge. Se antes os pais dirigiam e ditavam as regras, muitas vezes podem outorgar excessiva liberdade, o que o adolescente vive como abandono. Outras vezes, tornam-se rígidos demais, com medo de perder a autoridade sobre o filho. De qualquer forma, ocorre uma mudança no modo de tratar o filho adolescente, que é grande demais para ser criança e pequeno ainda para ser adulto. No judô pode ocorrer algo semelhante: o sensei que estiver sintonizado com o processo de mudanças desse período pode simplesmente mudar o aluno de turma para uma turma de adultos porque está grande demais para treinar com os pequenos. Ele não só perde os pais da infância como também perde o sensei que deixava ele brincar. Agora tem que treinar sério para o campeonato.

Gostaria de finalizar retomando os dois ensinamentos máximos do judô: o melhor uso da energia em benefício de muitos. No judô e na vida é muito importante o uso de nossas experiências para criar e viver em conformidade com nossas potencialidades. Um adolescente que apreende essas máximas estará confirmando aquilo que Jigoro Kano descobriu. Ele, um baixinho de apenas 1,50m e 50kg compensava seu pequeno porte com coragem e inteligência. O Suave Caminho apresentado aos nossos jovens pode ser muito árduo se não adaptado para suas necessidades e possibilidades. Jigoro Kano mostrou que é possível.

Sobre o Autor
Cladismari é Psicóloga Clínica e atende crianças, adolescentes e adultos em Londrina. Oferece também Orientação Vocacional. Pode ser contatada através do email: cladismari@hotmail.com ou no site: http://geocities.yahoo.com.br/czambon2

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