Avaliando o novo Ka 1.0 Flex da Ford Brasília, DF

Antes mesmo de pegar o Novo Ka 1.0 Flex, que a Ford reservou para a avaliação da Imprensa, na concessionária Pisa, em Belo Horizonte, já sabíamos que um dos motivos do sucesso de vendas do compacto é o preço. Sai de fábrica equipado com travas elétricas, abertura elétrica do porta-malas pelo botão no painel, travamento automático das portas a 15 km/h. Veja mais abaixo.

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Avaliando o novo Ka 1.0 Flex da Ford

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Antes mesmo de pegar o Novo Ka 1.0 Flex, que a Ford reservou para a avaliação da Imprensa, na concessionária Pisa, em Belo Horizonte , já sabíamos que um dos motivos do sucesso de vendas do compacto é o preço. Ele custa a partir de R$ 26.190,00, e já sai de fábrica equipado com travas elétricas, abertura elétrica do porta-malas pelo botão no painel, travamento automático das portas a 15 km/h , pára-choques pintados na cor do veículo, alarme e controle remoto (com abertura das portas, do porta-malas e botão de pânico). Ou seja, uma excelente relação custo-benefício.

 

Saímos da concessionária a bordo de um modelo pintado na cor -- nada discreta -- Vermelho Bari e, já no primeiro sinal fechado, o motorista do carro ao lado me perguntou se eu estava gostando da minha nova aquisição. E assim foi durante os sete dias de test drive. Diversas pessoas paravam para ver melhor o carro e queriam saber se ele era bom -- porque bonito, não restavam dúvidas. Todos foram unânimes em dizer que gostaram do novo design, principalmente no que se referia à traseira (muito mal resolvida em seu antecessor).

 

De fato, o maior calcanhar-de-aquiles do Ka antigo, desde o seu lançamento em 1997, era a traseira. Mesmo quando a Ford resolveu mudar as lanternas (que passaram a ser translúcidas e em formato vertical) e a posição da placa (que subiu do pára-choque para a tampa), no modelo 2002, ela não conseguiu dar aquela "levantada" no "bumbum". Continuou caído...

 

Foi preciso uma mudança radical para resolver o problema. E ela foi feita. O Novo Ka em -- praticamente -- nada lembra seu antecessor. Apenas as duas portas e o pára-brisa são os mesmos. No restante, o compacto segue a nova linguagem de design da Ford, denominada Kinetic, que procura valorizar o movimento e dinamismo das linhas.

 

DESEMPENHO

 

Por falar em dinamismo, esse era um dos pontos fortes do antigo Ka. Mesmo equipado com motor 1.0, o modelo se destacava por sua agilidade no trânsito. O atual, que pesa 20 quilos a mais, também continua esperto, mas quando o ar condicionado é ligado, a história muda. Subir uma ladeira de inclinação média é um sofrimento! Com o carro pesado então, só desligando o ar. Quando o combustível usado é álcool, há uma melhora no desempenho.

 

O motor é um quatro cilindros em linha, de 999 cm3, 8 válvulas, que gera uma potência máxima de 73 cv (quando abastecido com álcool) e 70 cv (gasolina). O torque (força) máximo é de 9,3 kgfm (álcool) e 8,9 Kgfm (gasolina), ambos a 4.750 rpm. Segundo dados da Ford, o Ka faz de 0 a 100 km/h em 15,5 segundos (com álcool) e 15,7 segundos (com gasolina), atingindo velocidade máxima de 160 km/h (com álcool) e 157 km/h (com gasolina) -- números que não conseguimos alcançar durante nossos testes, nem "com o pé travado" no acelerador, em decidas e com o vento a favor.

 

Apesar das limitações na velocidade final (afinal, para que a pressa?), a dirigibilidade do Novo Ka melhorou consideravelmente. Um dos motivos é o novo trambulador (o joystick onde se engata as marchas), com cabos no lugar de varões, que proporciona engates mais suaves e precisos. A suspensão também é nova e privilegia a estabilidade, sacrificando um pouco o conforto, principalmente de quem viaja no banco traseiro.

 

ESPAÇO

 

Aliás, comparado com o modelo antigo, o Novo Ka oferece muito mais conforto e espaço para os passageiros do banco traseiro, onde até um adulto de 1,90 metro viaja sem raspar a cabeça no teto. Apenas o espaço para os quadris continua limitado. Com isso, dois adultos (magros) e uma criança (pequena) conseguem se acomodar (o que já é uma evolução, já que no modelo antecessor, o espaço era para apenas duas crianças). Outro ponto negativo é o assento baixo, o que dificulta o entra-e-sai, ainda mais em um carro duas portas.

 

Já nos bancos dianteiros a vida a bordo é muito mais agradável, principalmente para o motorista. Os comandos estão todos ao alcance das mãos. O volante de dois raios ganhou um bojo reto na parte de cima, o que facilita a visualização do quadro de instrumentos. Este está mais completo, com conta-giros, velocímetro e mostrador analógico do combustível. Há inclusive uma mensagem informando o momento das revisões. Mas ainda falta o marcador de temperatura do motor. Uma luz de advertência acende no painel, mas somente depois de um superaquecimento...

 

O acabamento, que já foi um dos pontos fortes da Ford, fica muito a desejar. A lataria fica exposta dentro da cabine. Falta isolamento acústico e o nível de ruído é elevado, com barulhos vindos de diversas partes, principalmente das caixas de roda traseiras. Além disso, na hora de fechar a tampa do porta-malas, a impressão que se tem é de estar batendo lata com lata.

 

Por falar em malas, o bagageiro é um dos destaques do Novo Ka. Ele passou de 106 litros para 205 litros . Além disso, embarcar e desembarcar compras mais volumosas é tarefa fácil, uma vez que o degrau entre o piso e a "boca" do porta-malas é relativamente pequeno. Em nome do espaço, o estepe continuou por baixo do carro, mas foi introduzida uma fechadura mais robusta no interior do carro para descer o pneu.

 

Enfim. Comparado com o seu antecessor, o Novo Ka melhorou e muito. Mas ainda há muito o que melhorar, principalmente com relação ao acabamento. Entre os modelos "populares", ele é uma boa opção para quem busca um automóvel compacto, bonito e acessível. Não é à toa que está vendendo feito água...  

 

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