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Esse artigo é um mosaico de algumas idéias e propostas relacionadas com o impulso criativo e a geração de idéias. Alguns exercícios, questões e reflexões rápidos que estimulem o interesse para compreender que "a criatividade" deve ser libertada do formalismo. Entenda mais abaixo.

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Aprenda a ser um empresário de sucesso

Criatividade empreendedora I

Por Walther Hermann Sinopse

Esse artigo é um mosaico de algumas idéias e propostas relacionadas com o impulso criativo e a geração de idéias. Alguns exercícios, questões e reflexões rápidos que estimulem o interesse para compreender que "a criatividade", embora inerente à condição humana, deve ser libertada do formalismo que adquirimos durante o processo de sociabilização e educação.

Contexto

Numa perspectiva traçada a partir da experiência inconsciente, as qualidades do ser criativo podem adquirir uma compreensão mais humana e menos técnica. Isto é, tornarmos nossa vida criativa em vez de apenas nos utilizarmos daquela nossa "ferramenta" chamada criatividade. Afinal de contas, de que adianta termos uma grande capacidade de gerar idéias, se não tornarmos isso útil ou realizável? Conheci muitas pessoas para as quais criatividade mais parecia um fardo ou problema, pois, ou não sabiam implementar tais idéias ou acabavam por criar problemas muito criativamente!

Artigo

De tantas e tantas coisas que tenho ouvido falar sobre criatividade, sempre me interesso mais pelas abordagens que levam em consideração a realização efetiva ou materialização que pode decorrer da construção de idéias ou elaboração de pensamentos. Esses temas são muito controvertidos, principalmente considerando-se que a fonte ou o nascedouro da criatividade reside em alguns cantos da mente inconsciente ainda pouco conhecidos.

Muitos têm apresentado técnicas e procedimentos que permitem sistematizar portas de acesso aos "ambientes mentais criativos". A noção de ambiente mental (e seus correspondentes estados emocionais) é útil de ser utilizada para o modelo de Estados Alterados de Consciência que iremos abordar. É é também simples ao nos lembrarmos dos novos entes trazidos pela realidade virtual e pelos cenários computacionais: para realizarmos determinados tipos de tarefas ou operações, "entramos" em determinados aplicativos ou "ambientes". Quanto mais competente o "cibernauta", mais flexibilidade e possibilidades ele possui de usar seus conhecimentos de formas diferentes – como se pudesse observar e atuar no "espaço cibernético" de diferentes e variadas posições ou pontos de vista.

Minha sócia, recentemente, adquiriu um livro de poesias de uma amiga com a seguinte dedicatória: "O mais genuíno dos sentimentos religiosos não é o amor, como muitos acreditam. É, sim, a perplexidade" (Miriam Morata Novaes). Independentemente de qual seja a religião, essa percepção possui uma grande sabedoria. Talvez seja apenas um outro ponto de vista. Mas, certamente, é um outro ponto, ou estado, a partir do qual podemos observar a Criação. Também Albert Einstein compartilhava dessa atitude ao afirmar que a única coisa que não queria perder em sua existência era a capacidade de se surpreender.

John Kao, um expert em criatividade aplicada às organizações, iniciou uma de suas recentes palestras aqui no Brasil com duas perguntas para a platéia: 1) Quantos de vocês acreditam que a criatividade é um importante diferencial competitivo nos negócios de vocês, seja como fator de sucesso, desenvolvimento ou sobrevivência? Resposta unânime: todos. 2) Quantos possuem um sistema organizado para gerar soluções criativas? Menos de 2% respondeu afirmativamente.

Antes de alcançarmos a criatividade nas organizações, cabem algumas observações. A primeira pode ser a respeito da identidade criativa dissociada de nossa própria identidade. Toda a forma de expressão utilizada neste texto, até aqui, talvez não tenha causado nenhuma estranheza pelo fato de nós estarmos habituados a uma linguagem que posiciona a tal da criatividade fora de nós, como se tivesse uma identidade própria, como se fosse algo ou alguém: "a criatividade". Faça uma breve brincadeira: elabore ou construa uma frase afirmativa e verdadeira, na primeira pessoa do singular (lembra-se das aulas de língua portuguesa?), com as expressões "minha criatividade", "minha capacidade de criar" e "meu poder de criar". Gostou das sensações e percepções? Muitas pessoas, neste momento, gaguejam ou não conseguem articular os pensamentos de forma organizada, tamanha a dissociação construída ao longo da vida; afinal de contas, para uma criança, muitas vezes a expressão criativa mais causa problemas do que soluções. Agora, elabore outras frases nos mesmos padrões de congruência com as expressões "Eu crio" (no presente simples), "Eu criei" (no passado simples) e "Eu criarei" (no futuro simples). Seja honesto e, sem julgar, observe suas dificuldades, movimentos internos e seus sentimentos e percepções ao assumir a sua identidade de ser criativo.

Nesses momentos, talvez, você tenha tido algum "insight": não existe algo que possamos chamar de criatividade! Criar é um processo inerente à nossa forma de expressão. Por incrível que pareça, até os nossos chamados bloqueios fazem parte de nossa expressão criativa, mas isso é uma história para depois. Se, entretanto, você "patinou" no exercício anterior, quero apresentar a você o primeiro "lubrificante": faça uma lista de adjetivos que você se atribui ou que as pessoas atribuem a você. Sim, algo simples, não complique. Minha lista seria: eu sou alto, loiro, magro, tenho boa coordenação motora, sou teimoso, alegre etc. Anote essas qualidades ou defeitos em uma coluna à direita de uma folha de papel. Agora, na outra coluna, ao lado de cada um daqueles adjetivos, escreva o antônimo correspondente (a idéia ou qualidade exatamente oposta). No meu exemplo, teria escrito: baixo, moreno, gordo, desastrado ou atrapalhado, adaptável, triste, "anti-etc". Agora observe que existem pelo menos dois tipos de adjetivos diferentes.

À primeira categoria quero dar o nome de "Verdades Simples": alto/baixo, loiro/moreno, magro/gordo etc. Ao considerarmos verdadeiro o primeiro dos adjetivos, o segundo é automaticamente falso. Então, "Verdades Simples" são aquelas cuja negação é uma mentira: se eu sou magro, estarei mentindo ao afirmar que sou gordo.

Porém, existe uma segunda categoria de verdades, e estas nós não aprendemos na escola. Se tivéssemos aprendido, nosso hábito de julgar e pré-julgar os acontecimentos teria se estruturado de forma diferente. Estas são as "Verdades Profundas": "Muito prazer em conhecê-las!". Observe. Estarei falando a verdade quando afirmo que sou alegre; também estarei falando a verdade se afirmar que também sou muito triste, pelo menos em algumas ocasiões. Neste momento, percebemos que ser alegre ou ser triste não se refere a uma questão de identidade, mas sim de estado! Verdades Profundas são aquelas cuja negação também é uma verdade. E acredite, o universo humano está muito mais povoado de verdades profundas do que de verdades simples.

Grosso modo, este é um dos importantes recursos de flexibilização interna para nos colocar em nossos estados criativos: a habilidade de sustentar na consciência pontos de vista contraditórios. Lembra-se da dialética? Sua estrutura tinha o objetivo de conduzir percepções e gerar conclusões. A tensão inconsciente ativada pelas contradições (tese versus antítese) promove uma tensão criativa para o processo de síntese. No caso específico da educação, esta é uma das principais ferramentas da Hipnose aplicada à aprendizagem: construir e produzir introvisões ("insights"), ou promover sínteses criativas.

De outro modo, hipnose em educação consiste no processo de estimular e praticar a estabilização de estados de consciência alternativos – exatamente como outros pontos de observação da realidade sensorial ou cognitiva. Simplificadamente, é manter na consciência percepções ou pensamentos paradoxais – esse é um dos estágios do desenvolvimento. Para nossa época, talvez seja uma das etapas mais importantes. Acreditem em mais uma agora: isso é tão antigo quanto o conhecimento humano, isto é, muitos de nós já ouvimos falar sobre os métodos pouco convencionais dos mestres zen- budistas para educar os seus discípulos no caminho da meditação utilizando-se do "Koan". No Taoísmo, o conflito simbólico entre Yin e Yang (ou seria a complementaridade?). Na Física Quântica, o paradoxo onda-partícula. Na ontologia, ser ou não ser!

Esta abordagem inicial inclui pelo menos duas etapas importantes do processo de construção do Criar Empreendedor (talvez melhor definido pela equação: "Creatividade" = Criatividade + Motivação para realização), afinal de contas, qual é a diferença entre aquelas idéias que criamos e realizamos e aquelas que, até planejadas, nunca são concretizadas?

Aquelas duas etapas significativas correspondem à percepção e à observação (não necessariamente conscientes). Todos nós, seres humanos, vivemos num mesmo planeta, porém, alguns observam e vêem o mundo de uma maneira particular que lhes permite ter determinadas idéias e percepções que, hipoteticamente, estão à disposição de todos. Como eles percebem coisas que estão "debaixo do nariz" de qualquer um? Para entender a estrutura desse processo e se conectar a essa dimensão de percepções, pondere a seguinte questão: como você escolhe o que vai perceber? Como você direciona a sua atenção consciente? Perceba que essa questão é extremamente séria. Considere também que nossa tomada de consciência ou percepção depende de uma seleção permanente entre todas as percepções disponíveis que nos impactam através dos órgãos sensoriais (incluindo visão, audição e tato periféricos), mais todos os pensamentos e idéias independentes ou decorrentes da percepção.

De fato, escolher o que perceber é um processo inconsciente organizado a partir de nossas experiências anteriores, de nossos paradigmas e de nossas crenças e referências a respeito de quem somos (nossa identidade).

As etapas subseqüentes à percepção e observação são a organização das informações, o processamento e a síntese de conhecimentos e, finalmente, a expressão. Porém, entre as duas primeiras e estas, existe uma interface que o estudo dos paradigmas propõe como uma dúvida existencial: "O que nós percebemos está dentro ou fora de nós?".

Você deve ter percebido que algumas dessas perguntas são um tanto quanto incômodas. De fato, elas carregam a intenção de construir um espaço vazio entre aquilo que somos e o nosso próprio instrumental de observação e de comportamento. Essa é uma das abordagens mais potentes para adentrarmos e estabilizarmos os estados de consciência criativos. A maior parte dessas perguntas diz respeito a Verdades Profundas, e suas respostas normalmente são múltiplas. Mas as respostas a essas perguntas todas não são tão importantes quanto as próprias perguntas – medite a respeito delas, são um dos possíveis caminhos para aprender a estabilizar outros estados de consciência não usuais em nossa cultura e educação. Afinal de contas, se você acha útil ativar seus estados criativos e incrementar sua performance de criador, um dos possíveis caminhos é começar a perceber as coisas de formas diferenciadas. Além disso, esses ambientes, enquanto domínios de verdades profundas, constróem a tensão interna necessária para poder abrir algumas janelas de percepção e nos coloca em alguns estados de perplexidade, surpresa e criatividade.

Ocasionalmente, mesmo assumindo o papel de educador, aceito um outro papel quando algum amigo solicita alguma intervenção terapêutica ou consultoria na forma de "personal training" para planejamento pessoal. Chamo essa linha de produtos de "soluções criativas" (não as minhas, e sim as deles). Na prática, após escutar longas histórias sobre cenários previamente construídos, normalmente observo que o que nós já sabíamos nos trouxe até onde estamos. De agora em diante, o importante é o que ainda não sabemos!

Conclusão

Esse conjunto de sugestões tem por objetivo despertar a curiosidade dos leitores para o assunto, estimulando a auto-observação (seja a respeito de como nos sentimos em relação à criatividade, seja sobre as tensões inerentes à ruptura de paradigmas ou tensões associadas ao processo criativo, etc). Esse processo de auto-observação, por si só, já possui uma força inicial para orientar a nossa curiosidade em busca de mais insumos para o desenvolvimento da atitude criativa frente às necessidades cotidianas. Se você praticou os exercícios propostos, observe que uma parcela das pessoas, mesmo sendo instruída para relacionar uma coluna à direita da folha de papel, automaticamente, começa do lado esquerdo! Esses são alguns condicionamentos que nos cegam para algumas oportunidades.

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