Aprenda a interagir com as pessoas Santa Rita, Paraíba

Comunicação é uma palavra multifacetada que abrange praticamente qualquer interação com outras pessoas: conversa normal, persuasão, ensino, negociação, etc. Quando nos comunicamos com outra pessoa, percebemos sua reação e reagimos de acordo com nossos sentimentos e pensamentos. Leia mais abaixo.

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Aprenda a interagir com as pessoas

  • Parte 1
  • Parte 2
  • Parte 3
Parte 1

Para Spritzer (1995), comunicação é uma palavra multifacetada que abrange praticamente qualquer interação com outras pessoas: conversa normal, persuasão, ensino, negociação, etc. Quando nos comunicamos com outra pessoa, percebemos sua reação e reagimos de acordo com nossos sentimentos e pensamentos. Nosso comportamento é gerado pelas reações internas àquilo que vemos, ouvimos ou sentimos. Só prestando atenção ao outro, teremos uma idéia do que dizer ou fazer em seguida. E o outro reage ao nosso comportamento da mesma forma.

Nós nos comunicamos por meio das palavras, do tom de nossa voz e do nosso corpo: postura, gestos e expressões. É impossível não se comunicar. Alguma mensagem é sempre transmitida, mesmo quando não dizemos nada ou ficamos parados. Comunicação, portanto, envolve uma mensagem que passa de uma pessoa para outra. Como saber se a mensagem que você estápassando é a mensagem que o outro está recebendo? Como saber que o significado que o outro percebe é o mesmo que queremos passar?

A comunicação envolve muito mais do que apenas palavras. As palavras são apenas uma pequena parte da nossa capacidade de expressão como seres humanos. Estudos demonstram que numa apresentação diante de um grupo de pessoas, 55% do impacto da comunicação são determinados pela linguagem corporal - postura, gestos e contato visual - 38% pelo tom de voz e apenas 7% pelo conteúdo da apresentação. A linguagem corporal e o tom de voz fazem uma imensa diferença no impacto e no significado do que dizemos. Não é o que dizemos, mas como dizemos que faz a diferença. As palavras são o conteúdo da mensagem; a postura, os gestos, a expressão e o tom de voz são o contexto no qual a mensagem está embutida. Juntos, eles formam o significado da comunicação.

Para Aldous Huxley apud Joseph O’connor, (1989), “as portas da percepção são os nossos sentidos, nossos olhos, nariz, ouvidos, boca e pele, nossos únicos pontos de contato com o mundo exterior”.

Assim dizemos, que o ciclo da comunicação começa com os nossos sentidos. Os olhos, nossas “janelas para o mundo”, na verdade não são janelas, nem mesmo uma câmara. O olho é muito mais inteligente que uma câmara. Os receptores individuais da retina não reagem à luz em si, mas às mudanças de matizes de luz. Imaginemos, por exemplo, a tarefa simples de olhar para cada uma das palavras da página de um livro. Se os nossos olhos e o papel estivessem perfeitamente imóveis, a palavra desapareceria assim que cada haste tivesse piscado em reação ao estímulo inicial, preto e branco - para continuar a enviar informações sobre a forma de letras, o olho pisca rapidamente a cada minuto, para que as hastes que estão no limite do branco e preto continuem a ser estimuladas. Dessa maneira continuamos a ver as letras. A imagem é projetada para cima e para baixo em direção à retina, codificada em impulsos elétricos pelas hastes e pelos cones e depois reconstituída pelo córtex visual do cérebro. A imagem resultante é assim projetada “para fora” mas é criada no interior do cérebro.

Portanto, enxergamos através de uma complexa série de filtros perceptivos ativos. O mesmo acontece com os nossos outros sentidos. O mundo que percebemos não é o mundo verdadeiro. Trata-se de um mapa criado pela nossa neurologia. Aquilo que vemos no mapa é filtrado pelas nossas crenças, interesses e preocupações.

Podemos aprender a permitir que nossos sentidos nos sirvam melhor ainda. A capacidade de observar e fazer distinções ainda mais profundas em todos os sentidos pode aumentar significativamente nossa qualidade de vida e é essencial em muitas profissões. Um provador de vinhos precisa de um paladar muito aguçado; um músico precisa saber fazer distinções auditivas muito sutis. Um escultor deve ser sensível à textura dos materiais a fim de poder liberar a figura que está aprisionada na madeira ou na pedra. Um pintor deve ser susceptível aos matizes de cor e forma. Essa habilidade não significa que a pessoa enxerga mais do que as outras, e sim que ela sabe o que procurar, porque aprendeu a perceber a diferença que faz a diferença. O desenvolvimento de uma percepção rica em cada um de nossos sentidos chama-se acuidade sensorial, e é um dos objetivos para uma comunicação eficaz, de qualidade.

Spritzer (1993), compreende que a comunicação começa com os pensamentos que comunicamos aos outros usando as palavras, o tom de voz e a linguagem corporal. Uma maneira de entender o que é pensamento, é perceber como estamos usando nossos sentidos internamente. Quando pensamos sobre o que vemos, ouvimos e sentimos, recriamos esses sons, visões e sentimentos internamente. Revivenciamos a informação na forma sensorial em que percebemos pela primeira vez. Às vezes temos consciência disso, outras não. Portanto, uma das maneiras de pensar é lembrar, consciente ou inconscientemente, das imagens, sons, sentimentos, do paladar e dos odores que já experimentamos. Através da linguagem, podemos criar uma infinidade de experiências sensoriais sem as termos vivido realmente. Grande parte de nosso pensamento é uma mistura de impressões lembradas e criadas.

As trilhas neurológicas usadas para representar a experiência interna são as mesmas da experiência direta. Os mesmos neurônios geram impulsos eletroquímicos que podem ser medidos por eletromiogramas. O pensamento produz efeitos físicos diretos, já que o corpo e a mente formam um sistema único. Quando imaginamos que estamos comendo uma fruta favorita, a fruta pode ser imaginária, mas a salivação não é.

Usamos os sentidos externos para observar o mundo e os internos para representar a experiência para nós mesmos. As maneiras como assimilamos, armazenamos e codificamos a informação na nossa mente (cérebro) - através da visão, da audição, do tato, do paladar ou do olfato - são chamadas sistemas representacionais. Algumas pessoas captam melhor as mensagens do mundo exterior através da visão, são as pessoas chamadas visuais. Outras através da audição, são as auditivas através das sensações táteis, como o tato, a temperatura e a unidade, as emoções e as sensações internas são chamadas cinestésicas.

Segundo Spritzer (1993), quando percebemos a realidade formamos, dentro de nosso cérebro, pequenos pedaços de experiências sensoriais derivados da nossa própria percepção, através dos órgãos dos sentidos.

O processamento interno da nossa mente pode possuir um padrão observável, mas os resultados desse processamento são completamente diferentes de um para outro; os entendimentos e significados são tão diferentes quanto as impressões digitais de distintas pessoas.

As comunicações, as percepções, os dados captados por nossos órgãos dos sentidos, vão ao nosso cérebro e lá são processados como pedaços de experiência. Assim dentro do nosso cérebro, a realidade aparece como “blocos” de imagens, sons, sensações, sentimentos, gostos e cheiros. Exemplo: Quando estamos num cinema estamos, fazendo uma seqüência sensorial, que pode ser: imagens + sons +sentimentos; para ouvir uma música predileta: sons + imagens + sentimentos.

A experiência humana possui uma seqüência sensorial correspondente e única para cada tipo de experiência. Quando alguém está pensando em algo, consciente ou não, está necessariamente processando pedaços de experiências sensoriais.

Se ao nos comunicarmos com uma pessoa, sabemos a seqüência de “blocos” sensoriais que ela está fazendo facilita a compreensão do mapa mental desta pessoa e podemos nos comunicar com ela da maneira que ele pensa. Ninguém resiste a uma comunicação que é semelhante a sua. É como se estivéssemos no estrangeiro onde todos falam uma língua estranha. De repente, encontramos alguém que fala português - no caso de um brasileiro. Ficamos mais à vontade e conseguimos nos comunicar melhor.

Consideremos que alguém está pensando nesta seqüência: imagens +sentimentos +sons. Se eu quero uma ligação direta com o cérebro desta pessoa, vou falar com ela nesta mesma seqüência. O segredo é conseguir conhecer como cada pessoa capta as mensagens do mundo exterior, o modo como ela está pensando e então respondermos na seqüência apropriada.

Uma das maneiras mais fáceis de saber como a pessoa está pensando é através das palavras que ela está falando. Sabemos que as palavras não ocorrem como fenômenos isolados, não acontecem por si só. As palavras são rótulos, códigos das experiências sensoriais internas ou externas. A palavra vem sempre depois da experiência e não ao contrário. Primeiro temos alguma experiência sensorial depois tratamos de modulá-la com as palavras. As palavras são o modo de manifestarmos o que estamos fazendo dentro do nosso cérebro. Falamos como pensamos, mas primeiro pensamos para depois falar.

Há pessoas que falam assim: ” veja se este carro lhe agrada. Talvez queira dar uma olhada em outros modelos. Temos lindas cores para, lhe mostrar”. Outros dizem: ” Escuta só essa. Ele disse que ouviu um zum-zum. Isso não me soa bem”. Outros dizem: “Eu quero provar um sapato. Pega algum bem macio de couro flexível”.

Estas pessoas aparentemente falam de forma igual, falam português. Mas se ficarmos mais atentos percebemos que a primeira fala visualês, usa palavras que expressam uma experiência visual, ele está processando no cérebro imagens mentais. A segunda fala auditivês, palavras auditivas, mostra o pensamento predominante pelo canal da audição. A terceira fala cinestesês (vem da palavra cinestésico = sentimentos, sensações). Essa pessoa usa palavras que demonstram como seu processo mental está predominando através do canal cinestésico, os predicados são típicos de sentimentos e de sensações. É fácil entender que se queremos nos comunicar melhor com essas pessoas é melhor falarmos a mesma língua. Português só não basta, é necessário falar a língua de cada pessoa. Se falamos línguas trocadas, a possibilidade de compreensão mútua cai para níveis muito baixos. É o mesmo que ocorre quando dois sujeitos tentam conversar, só que um fala alemão e o outro fala chinês.

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