Aprenda a escolher a cirurgia plástica correta Palmas, Tocantins

A sociedade deve saber que o sucesso da cirurgia plástica envolve a escolha de um profissional gabaritado pelo paciente. A lipoaspiração é um dos procedimentos mais realizados nos últimos tempos, entretanto, não é recomendado para quem deseja emagrecer. Veja mais no artigo abaixo.

Cleiton Moreira de Souza
Av. Teotônio Segurado Acsuso 050 - 501 Sulcj. 01Lt. 22Anexo Ii
Palmas, Tocantins
Especialidade
Cirurgia Geral

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Antonio Takachi Nakano
(63) 3312-4550
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Especialidade
Cirurgia Geral

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(63) 3312-1200
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Gurupi, Tocantins
Especialidade
Cirurgia Geral

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Araguaína, Tocantins
 
Ibsen Seutonio Trindade
Av. Teotônio Segurado 9 - º. Andarsl. 908 401 Sulcj. 01Lt. 01Edf. Espaço Mé
Palmas, Tocantins
Especialidade
Cirurgia Cardiovascular

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Cleiton Moreira de Souza
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Palmas, Tocantins
 
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Aprenda a escolher a cirurgia plástica correta

A cada dia surgem novos casos de pessoas insatisfeitas, prejudicadas e até mutiladas depois de passarem por procedimetos de cirurgia plástica. Mas na grande maioria destes casos, os problemas resultaram da escolha inadequada do profissional médico que praticou a cirurgia. Atraídas por propaganda enganosa e por oportunidades de pagamentos a 'perder de vista', muitas pessoas acabam se sujeitando ao atendimento de profissionais sem qualquer especialização, ficando expostas a todo tipo de negligência, imperícia e imprudência.

É justamente para debater sobre a obrigatoriedade do título de especialista para a realização do ato médico da cirurgia plástica, que a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) vai conduzir um fórum nesta sexta-feira (14), durante o seu 45° Congresso Brasileiro de Cirurgia Plástica que acontece em Brasília. No evento estarão reunidos representantes dos Conselhos de Medicina, das Sociedades de Especialidades, do Superior Tribunal de Justiça, do Ministério Público, do Senado Federal, da Câmara dos Deputados e Secretários de Saúde Estaduais. "A participação e o envolvimento de tantos órgãos e entidades nesta discussão se justifica, pois quanto mais medidas forem adotadas visando garantir a segurança do paciente que se submete à uma cirurgia plástica, mais resguardada a sociedade estará", argumenta Ruben Penteado, que participará do Congresso e acompanhará com atenção especial este fórum.

Segundo Ruben Penteado, uma das maiores preocupações dos cirurgiões plásticos, hoje, é explicar à sociedade que o sucesso da cirurgia plástica envolve a escolha de um profissional gabaritado pelo paciente. Em setembro deste ano, o Conselho Regional de Medicina de São Paulo, Cremesp, divulgou um levantamento revelador sobre a cirurgia plástica e a realização de procedimentos estéticos no estado de São Paulo. "Segundo os dados do Cremesp, cerca de 97% dos médicos que respondem a processos éticos-profissionais relacionados a cirurgias plásticas e procedimentos estéticos não possuem título de especialista na área", diz o médico.

Os dados que foram levados em conta pelo órgão abrangem a análise de processos éticos que tramitaram no órgão de janeiro de 2001 a julho de 2008, totalizando 289 médicos. Deste contingente, 139 médicos (48,1%) não têm título em nenhuma especialidade médica. Já 143 médicos (49,5 %) possuem título em especialidades não relacionadas à cirurgia plástica e procedimentos estéticos. Dentre os médicos processados, figuram 6 cirurgiões plásticos (2,1%) do total e apenas um dermatologista (0,3% do total).

Os planos de saúde, hospitais e o SUS exigem o título de especialista quando contratam um médico especialista. "Mas quando a procura envolve a cirurgia plástica e os procedimentos estéticos, que não contam com cobertura dos convênios e do SUS, o próprio paciente faz a escolha destes profissionais. Temos que educar a população para que ela possa escolher apropriadamente estes profissionais. É importante fazer alertas constantes sobre os riscos dos tratamentos com profissionais não habilitados", defende o cirurgião plástico Ruben Penteado.

Atraídos pela propaganda enganosa

A publicidade médica irregular é a infração mais recorrente nos processos analisados pelo Cremesp que envolvem a cirurgia plástica e os procedimentos estéticos. Esta prática abrange a exposição de pacientes (mostrando o "antes" e o "depois"), a divulgação de técnicas não reconhecidas, de procedimentos sem comprovação científica e a mercantilização do ato médico (anúncios em quiosques de shoppings, promoções onde o "prêmio" é uma cirurgia plástica, consórcios e crediários para realização de cirurgias plásticas).

"Ao se deparar com anúncios como estes, o paciente deve ficar alerta. A cirurgia plástica não pode ser oferecida como uma vantagem, uma bagatela, um grande negócio... Ela é uma cirurgia como outra qualquer, com todos os riscos envolvidos em qualquer cirurgia. Você escolheria num quiosque de shopping um cirurgião cardiovascular para operar o seu coração? Você aceitaria ganhar numa promoção um transplante de um órgão que você necessita muito? Certamente, não. O pensamento em relação à cirurgia plástica deveria ser o mesmo, mas não é", afirma Ruben Penteado.

Imperícia profissional

O segundo tipo mais recorrente de infração no campo da plástica e dos procedimentos estéticos, que figura em 28,39% dos processos, refere-se à má prática (negligência, imperícia ou imprudência). São motivos de queixas: erros de diagnóstico, prescrição errada de medicamentos, métodos inadequados de tratamento, má assistência no período pós-operatório, complicações anestésicas, erros em cirurgias, altas precoces, resultado insatisfatórios de cirurgias plásticas, prejuízos à saúde do paciente, danos estéticos irreversíveis, realização de procedimentos sem o conhecimento do paciente, desentendimento sobre cobranças de honorários, condições inadequadas de funcionamento das clínicas de estética e até mesmo o óbito do paciente (registrado em dois dos processos julgados pelo Cremesp).

Queixa número um: lipoaspiração

Neste ano, o mesmo evento de Cirurgia Plástica, em Brasília, promoverá discussões científicas para marcar os 30 anos da lipoaspiração no mundo e 28 anos de difusão da técnica no Brasil. O inventor da técnica, Yves Gerárd Illouz, estará presente no Congresso. "É preciso aproveitar esta oportunidade e perguntar a Yves Gerárd Illouz, qual é o perfil do profissional apto a realizar lipoaspirações. Seu inventor sempre afirmou que a capacitação profissional e o momento de saber parar tinham que ser armas de trabalho deste cirurgião plástico", diz Ruben Penteado.

De acordo com o mesmo levantamento do Cremesp, a lipoaspiração é o procedimento médico que mais aparece nos processos ético-profissionais, com 70 menções, ou seja, 33,50% do universo analisado. Em seguida, as queixas são referentes à colocação de prótese de silicone (42 menções), rejuvenescimento facial (12), bioplastia(9), botox (8), rinoescultura (8), dentre outros procedimentos.

De acordo com Ruben Penteado, a lipoaspiração é um dos procedimentos mais realizados nos últimos tempos, entretanto, não é recomendado para quem deseja emagrecer, perder peso, mas sim para os que desejam remodelar o corpo, retirar a gordura localizada mudando o contorno corporal. Sendo assim, ela é ideal para pacientes próximos de seu peso ideal e precisa ser muito bem indicada. "Para garantir a segurança do procedimento é aconselhável solicitar todas as orientações e certificar-se sobre a escolha de profissionais capacitados para realizar o procedimento e ter ciência de que a lipoaspiração somente poderá ser realizada por cirurgião plástico habilitado, segundo normatização do próprio Conselho Federal de Medicina", recomenda. A lipoaspiração deve ser feita em um ambiente cirúrgico - um hospital ou uma clínica muito bem equipada - respeitando os procedimentos de assepsia e preparados para qualquer intercorrência.

O especialista lembra que quando o assunto é lipoaspiração, a propaganda enganosa pode muitas vezes confundir o paciente e comprometer a sua escolha. "Minilipo, Lipinho ou Lipo Light... Os nomes seduzem e podem até confundir quem deseja melhorar o contorno corporal, mas tem medo de se submeter a uma cirurgia. Não considero apropriado ‘mascarar’ o procedimento, lipoaspiração é sempre lipoaspiração, com os seus riscos e benefícios", afirma o cirurgião plástico.

O que aparentemente pode ser traduzido como uma vantagem para o paciente - o preço reduzido - pode tornar-se uma chateação a longo prazo. Segundo o cirurgião plástico, é desaconselhável fazer várias lipoaspirações de pequeno porte por ano, ou seja, se submeter a várias ‘minilipos’ pode sair o mesmo preço de uma lipoaspiração habitual, só que com muitos mais riscos à saúde, pois são vários pós-operatórios. "As ‘minilipos’ estão sujeitas às mesmas complicações de uma cirurgia de grande porte. Entre os riscos ligados à lipoaspiração em si estão a possibilidade de retirar gordura demais e deixar o local lipoaspirado um pouco afundado ou de a pele não se retrair e restar um excesso de pele ou gordura, principalmente quando não há elasticidade suficiente", alerta o médico.

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