Analise os resultados de testes Anti-Hiv Macapá, Amapá

Examine como são processados os resultados de HIV. O especialista de enfermagem Ednaldo Araujo explica sobre o tempo que o organismo demora para reconhecer o sistema contaminado. Entenda o que é a janela imunológica.

S C da Silva Lab Diagnose
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Paulo Roberto Balbino
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Analise os resultados de testes Anti-Hiv

Há registros na literatura que os primeiros casos de portadores do Vírus da Imunodeficiência Adquirida (HIV), os quais foram diagnosticados com a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS), ocorreram na década final de 1970 em Los Angeles, em cinco indivíduos do sexo masculino com orientação afetiva e sexual homossexual, usuários de drogas injetáveis ilícitas que compartilhavam seringas e agulhas. Desde então, o HIV e a AIDS têm se difundido entre milhões de indivíduos de todas as raças, nacionalidades, idades, status social, religião e orientação afetiva sexual: heterossexual, homossexual e bissexual. Quanto às formas de exposição para o HIV/AIDS, sabe-se que três vias principais: (1) relações sexuais desprotegidas; (2) sanguínea e, (3) perinatal.

Em virtude dessa propagação acelerada do HIV e da AIDS, os cientistas têm buscado formas de conter o avanço destas pandemias por meio de: (1) uso de medicamentos antiretrovirais (que diminuem a quantidade de HIV no organismo); (2) desenvolvendo estratégias de prevenção com programas educativos direcionadas a toda população e, especificamente, a grupos com maiores riscos de contrair o HIV (adolescentes, indivíduos pobres, de cor negra, indígenas, de baixo nível sócio cultural, profissionais do sexo, dentre outros); (3) aconselhamentos e apoio aos indivíduos que se expuseram ao HIV e querem fazer os testes.

Antes que um indivíduo decida realizar os testes anti-HIV, é necessário saber houve exposição ao vírus. Os testes são mais indicados diante dos seguintes casos: (1) se o indivíduo é usuário de drogas injetáveis e compartilha de seringas e agulhas com outros usuários; (2) se o indivíduo realiza ou realizou práticas sexuais desprotegidas penetrativas ou não; (3) se o indivíduo tem ou teve relações sexuais com indivíduos do mesmo sexo, mesmo que tenha sido apenas uma relação sexual penetrativa ou não; (4) se o indivíduo tem ou teve múltiplos parceiros sexuais e realiza ou realizou práticas sexuais desprotegidas ou não; (5) se o indivíduo está contaminado ou esteve contaminado com alguma doença sexualmente transmissível (DST); (6) se o indivíduo é do sexo feminino e se enquadrou num desses casos acima mencionados e planeja ser mãe no futuro.

Ninguém pode saber se outros indivíduos estão infectados com o HIV simplesmente ao lançar um olhar. Eles são aparentemente saudáveis, não apresentam sinais e sintomas de problemas manifestos de saúde. A única forma de saber se o indivíduo é portador do HIV ou não é realizando os testes, que é um processo muito simples. O indivíduo pode solicitar ao seu médico uma requisição de exames para os testes anti HIV, ou se preferir, dirigir-se a um local onde os testes são realizados de forma confidencial, por exemplo, o COAS (Centro de Orientação e Apoio Sorológico). O procedimento é o seguinte: uma amostra de sangue é retirada do indivíduo, enviada para um laboratório e, dentro de 7 dias, ele estará recebendo o resultado. Vale salientar que o indivíduo receberá um código e o seu nome não será revelado a ninguém, com exceção de seu médico e de outros profissionais de saúde ou não que estejam lhe assistindo.

São realizadas nos testes anti-HIV as provas denominadas ELISA e WESTERN BLOT. Quanto aos resultados, estes poderão ser positivos ou negativos. Um resultado positivo pode significar: (1) que o indivíduo se contaminou com HIV e o seu organismo produziu anticorpos (defesas); (2) que o indivíduo não tem AIDS; (3) que o indivíduo é portador do HIV ou simplesmente HIV+.

Diante de um resultado positivo, é muito importante que o indivíduo adote medidas de proteção contra infecções e bons hábitos para uma vida mais saudável: boa alimentação, não fumar, não ingerir bebidas alcoólicas, evitar o estresse, praticar esportes, adotar práticas de sexo mais seguro. Tudo isto pode e deve ser feito para evitar infecções com outros agentes etiológicos e novas exposições ao HIV, o que poderá acelerar o processo de conversão de HIV+ para a condição de AIDS.

Por outro lado, um resultado negativo poderá significar: (1) que não foram encontrados anticorpos para o HIV no sangue do indivíduo, embora ele esteja contaminado e poderá contaminar outros indivíduos; (2) que realmente o indivíduo não entrou em contato com o HIV, e, portanto, não adquiriu o vírus e seu organismo não produziu anticorpos.

O período para que o organismo crie os anticorpos para o HIV varia, normalmente, de oito a doze semanas até seis meses. Esse período é conhecido, também, como período de janela imunológica. Se os testes forem realizados nos dará um resultado falso negativo, embora o indivíduo já esteja contaminado com o HIV e poderá contaminar outros indivíduos. Devido a isto, é aconselhado que o indivíduo realize outros testes num prazo de seis meses para obter maior segurança nos resultados.

Caso os testes sejam negativos pela segunda vez, o indivíduo poderá se considerar uma pessoa que não teve contato com o HIV, desde que não tenha havido novas formas de exposição através de comportamentos de riscos já mencionados. Porém, estes resultados negativos não significam dizer que o indivíduo tenha adquirido imunidade definitiva (defesa) para o HIV, ou seja, que nunca irá se contaminar com ele, que pode ter relações sexuais sem proteção, que pode usar drogas e compartilhar seringas e agulhas com outros indivíduos. Muito pelo contrário. A prevenção ainda é a melhor arma de luta contra o HIV e o excesso de confiança pode ser fatal.

Convém lembrar: a realização dos testes anti-HIV é uma decisão pessoal e voluntária e o resultado é confidencial.

REFERÊNCIAS

1. Araújo EC. Adoção de práticas de sexo mais seguro de jovens do sexo masculino [tese de doutorado]. Universidade Federal de São Paulo; 2001.

2.Paiva V. Em tempos de aids: sexo seguro, prevenção, drogas, adolescentes, mulheres, apoio psicológico aos portadores, viva a vida. São Paulo: Summus; 1992.

3. Souza RP. Comportamento sexual. In: Costa MCO, Souza RP. Adolescência: aspectos clínicos e psicossociais. São Paulo: Artemed; 2002.

Ednaldo Cavalcante de Araújo

Graduado em Enfermagem (1988), Licenciado em Enfermagem (1990), Especialista em Enfermagem Pediátrica (1990), Mestre em Enfermagem (1996), todos pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Doutor em Enfermagem (2001) pela Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina (UNIFESP/EPM) e Pós-Doutor (2008) pela Université de Sorbonne, Paris.

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