Analisanso a nutrição e a agricultura biodinâmica Manaus, Amazonas

Esse artigo se dispõe a explorar a relação entre a Nutrição e a Agricultura na perspectiva da Antroposofia, sob o enfoque da saúde humana. A Nutrição Antroposófica e a Agricultura Biodinâmica têm sua base na Antroposofia, uma ciência espiritual moderna, desenvolvida pelo filósofo austríacoRudolf Steiner. Leia mais abaixo.

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Analisanso a nutrição e a agricultura biodinâmica

Publicidade Resumo: Esse artigo se dispõe a explorar a relação entre a Nutrição e a Agricultura naperspectiva da Antroposofia, sob o enfoque da saúde humana. As bases de cada ciência serãoaqui apresentadas e relacionadas com o objetivo de relacionar conceitos afins que aparecem de forma desarticulada na literatura. O artigo foi construído a partir de análise bibliográfica econclui que a Nutrição Antroposófica e a Agricultura Biodinâmica são ciências intimamenterelacionadas e fundamentais para pensar a saúde na ótica da preservação ambiental e do modelomédico da Salutogênese.

Palavras chaves: Antroposofia, Nutrição, Agricultura Biodinâmica, Salutogênese.
A Nutrição Antroposófica e a Agricultura Biodinâmica têm sua base naAntroposofia, uma ciência espiritual moderna, desenvolvida pelo filósofo austríacoRudolf Steiner (1861-1925). Segundo suas raízes lingüísticas,Antroposofia, do gregoantrophos, homem, e sophia, sabedoria, significa "sabedoria a respeito do homem".
Enquanto ciência baseia-se em teoria e método científicos e como conhecimento espiritual oferece um caminho de compreensão direcionado à consciência espiritual do homem moderno. A Antroposofia, estruturada a partir do Goetheanismo2, explora a relação do ser humano com a natureza e o cosmos, oferecendo uma forma de compreensão e resgate dessa relação.

A Agricultura Biodinâmica foi fundamentada por Rudolf Steiner, em 1924, a partir de um curso agrícola realizado na Polônia para agricultores e pesquisadores preocupados com a crescente decadência qualitativa dos alimentos e com a alta incidência de doenças animais.
O médico suíço Dr. Gerhard Schmith (1975; 1985) desenvolveu as teorias de Steiner sobre qualidade alimentar e escreveu a obra base da Nutrição Antroposófica, Dynamische Erhnarungslehre (Alimentação Dinâmica, sem tradução para o português).

No Brasil, a Dra. Gudrun Burkhard (1984), publicou quatro volumes em português,intitulados Novos Caminhos da Alimentação que apresentam a perspectiva desenvolvida por Gerhard Schmith e outros pesquisadores antroposóficos, como Udo Renzenbrinck.

A Salutogênese é um modelo bio-psico-social de compreensão da saúde moldado por Antonowski (1997), que tem como ponto central o estudo das condições através das quais as pessoas se tornam e permanecem saudáveis. Nessa perspectiva, a promoção da saúde torna-se integral, vista a partir de seus componentes físicos, psíquicos e sociais. As três áreas centrais da Salutogênse se concentram na nutrição, no movimento e no âmbito psico-social. O olhar em direção à saúde (ao invés da doença) tem conduzido ao desenvolvimento de novos conceitos de modos de vida. A ênfase é osuporte à manutenção da saúde. A Salutogênse é compreendida em contraste ao modelo da patogênese, cuja questão central é a doença. A questão que mobiliza essa última, "o que fazem as pessoas adoecer?" transforma-se, sob a ótica da Salutogênese, em "o que mantém as pessoas saudáveis?" Ela está apoiada no sentido da coerência, ou seja, na habilidade de compreensão do sentido da vida e no desenvolvimento da convicção de que é possível promove mudanças. Nesse contexto, o papel da autoridade médica, do medicamento e das terapias de apoio é totalmente reformulado e o paciente é estimulado a tornar-se um ator social ativo no processo de restabelecimento e manutenção da sua saúde.

Esse artigo se dispõe a explorar a relação entre a Nutrição e a Agricultura naperspectiva da Antroposofia e da Saluotogênese e sinaliza que a saúde do ser humano édeterminada pela qualidade do meio ambiente, das águas, do solo e dos alimentos neleproduzidos.

Conceitos básicos

Os alimentos biodinâmicos são isentos de contaminantes químicos sintéticos como agrotóxicos, adubos sintéticos, drogas veterinárias, hormônios e antibióticos. Sãoalimentos provenientes de um solo equilibrado, que não sofreram processos de irradiação e nem a adição de aditivos químicos sintéticos. Os organismos geneticamente utilizados (transgênicos) são proibidos na Agricultura Biodinâmica. O diferencial da Agricultura Biodinâmica em relação a outras correntes de Agricultura Orgânica pode ser ressaltado em diversos aspectos. Primeiramente, com relação ao espaço de produção, considerado, dentro da Agricultura Biodinâmica, como um organismo vivo, no qual todos os reinos da natureza interagem. Outra peculiaridade da Agricultura Biodinâmica é a utilização dos preparados biodinâmicos - compostos de alta diluição elaborados a partir de substâncias minerais, vegetais e animais, preparados numa perspectivahomeopática - e dos compostos preparados com esterco, lixo orgânico e plantas medicinais, com o objetivo de balancear os nutrientes e restabelecer a qualidade do solo, desequilibrado a cada colheita.

A observação dos ritmos também é outro aspecto fundamental na Agricultura Biodinâmica e também na Nutrição Antroposófica. Não há nenhum processo vivo normal que não se desenvolva ritmicamente. Na natureza, existem muitos ritmos: do dia e da noite, das estações e dos ciclos lunar, solar e estelares. Tais ritmos influenciam as marés, a agricultura, o ciclo menstrual das mulheres e o tempo de gestação nos seres humanos e animais. O equilíbrio se estabelece a partir do ritmo; a arritmia expressa o desequilíbrio. O nosso organismo funciona seguindo vários ritmos, o da respiração, o do sistema circulatório, o circadiano do fígado, o da digestão. Muitas formas tradicionais de medicina consideravam o ritmo dos órgãos associado ao ritmo dosplanetas e desenhavam mapas de anatomia, nos quais certos órgãos eram representadospelos símbolos dos planetas, como o sol no coração, o júpiter no fígado, o mercúrio nospulmões , evidenciando uma analogia conhecida entre o ser humano e o cosmos.

A Nutrição Antroposófica ressalta a importância de se observar diferentesritmos: os intervalos adequados entre as refeições, os tipos de alimentos adequados acada horário, as faixas etárias e as necessidades de cada uma delas, a sazonalidade no cultivo dos alimentos, o ritmo dos órgãos. Schmidt (1975), a partir de um estudodesenvolvido por Guenther Wachsmuthem (1952), descreve o ritmo da função hepática,relacionado ao metabolismo e ao sono. Esse estudo embasa a orientação dietética deconsumir os alimentos gordurosos antes das 15 horas (manhã) e os doces após as 15 horas (tarde), respeitando o ritmo da atividade assimilativa e secretora do fígado, relacionado à formação de glicogênio e da bile.

De forma geral, enfatiza-se o consumo de alimentos integrais, in natura e frescos, utilizando produtos industrializados e processados de forma eventual e racional.
Questiona-se especialmente o consumo exagerado de alimentos com alto teor deaditivos químicos sintéticos, de gorduras hidrogenadas e gorduras trans, e de farinhas eaçúcares refinados. A abordagem antroposófica para o homem sadio aponta a dieta lactovegetariana, de origem integral biodinâmica, como ideal para o desenvolvimentosaudável do ser humano hoje.

Alimentos como o mel, leite e os cereais são especialmente indicados e o consumo dos mesmos está relacionado ao desenvolvimento da biografia humana. As fontes protéicas de carne, peixe, frango e ovos, bem como as fontes de naturais de gorduras, o sal marinho e o açúcar mascavo devem ser usados de forma equilibrada na dieta, contemplando as necessidades individuais, que não são somente nutricionais. A retirada da carne, por exemplo, é um processo de escolha absolutamente individual, apoiado na necessidade e desenvolvimento espiritual de cada ser humano e na busca de autoconhecimento. Entende-se que essa atitude vem, muitas vezes, precedida pela busca de um despertar espiritual, e se assim for, dificilmente se manifestará como desequilíbrio no indivíduo.

O vegetarianismo na Antroposofia3 também pode ser analisado como uma forma de desligar-se mais facilmente da vida material. Desse ponto de vista, tal opção pode ser considerada coerente entre pessoas que vivenciam uma transição para a cognição espiritual. Ressalta-se que a retirada da carne não é a única forma de vivenciar essa transição e que o respeito às tendências individuais é a base da Antroposofia, que considera o livre arbítrio do ser humano.

As restrições dos vegetais das famílias das solanáceas (tomate, jiló, pimentão, berinjela, batata) e das leguminosas (feijões em geral, lentilha, ervilha, grão-de-bico e soja) na dieta antroposófica têm por base o estudo de observação goetheanística dessas famílias que apresentam características particulares descritas pela ciência moderna, como alto teor de alcalóides de ação hepatotóxica (como a solanina, nas solanáceas), baixa digestibilidade e fatores antinutricionais (como inibidores de tripsina e bloqueadores de minerais e oxalatos de ação cumulativa, encontrados especialmente na soja).

A Nutrição Antroposófica se apóia também nos conceitos de tetramembração e trimembração e nas noções de vitalidade e qualidade alimentar do alimento
biodinâmico.

A tetramembração e a trimembração

Segundo a noção da tetramembração, o ser humano é a expressão das mesmasforças que plasmaram os reinos mineral, vegetal e animal durante o processo evolutivo.
Ao ingerir um alimento ocorre um processo de homeopatização, no qual a açãodinâmica dos elementos da natureza e as forças que plasmaram tais reinos são liberadasatuando assim sobre todo o organismo humano.

O reino mineral, inorgânico e imóvel, encontra sua expressão no corpo físico.
Essa parte corpórea contém as mesmas substâncias do reino mineral e está sujeita àsmesmas leis físico-químicas que, após a morte, atuam no corpo físico do ser humano, decompondo-o rapidamente. Os minerais foram formados a partir da ação das forçasplanetárias e zodiacais e são essas as forças liberadas durante a digestão dos alimentosminerais em nosso organismo. Entretanto, durante a vida, outras forças atuam no corpofísico modificando essas leis. São as forças vitais ou etéricas encontradas também no reino vegetal. Essas forças regenerativas transformam as substâncias minerais e atuam apartir da periferia do cosmos, fazendo as plantas crescerem contra a ação da gravidade ese moverem em direção ao sol. No reino vegetal aparece a vida, a mesma qualidade encontrada no ser humano e nos animais. O vegetal se expressa em nosso organismo pela ação das forças etéricas que dão vida ao corpo físico.
Assim, o físico e o etérico, intimamente interligados, formam o chamado corpo biológico.

No reino animal, além de um corpo físico e etérico, encontram-se as forçasdenominadas na Antroposofia de astrais. Essas forças, portadoras dos instintos, dosimpulsos, dos sentimentos e das sensações, se expressam também no ser humano, nasua vida anímica. Os alimentos de origem animal trazem essa qualidade que deve serincorporada durante a digestão. Considerando essa noção, surge uma diferença significativa entre os alimentos de origem vegetal e animal; o alimento de origem vegetal estimula a nossa vitalidade, enquanto o alimento de origem animal estimula os nossos instintos. A partir dessa perspectiva, fica mais fácil compreender o vegetarianismo e as necessidades individuais de cada ser.

No ser humano existe uma quarta qualidade, inerente à espécie humana, que permeia o corpo biológico e o corpo astral e faz dele um ser espiritual e individual, que tem discernimento e livre arbítrio. Essa condição de liberdade está em oposição ao determinismo que domina os outros reinos da natureza. Steiner denominou essa corporalidade espiritual supra-sensível de Eu. O desenvolvimento desta corporalidade,ao longo do processo evolutivo do ser humano, permitiu que ele dominasse seus instintos e adquirisse faculdades sensoriais, emocionais e intelectuais próprias da sua espécie. Assim como o físico e o etérico estão ligados, também o corpo astral e o Eu formam uma unidade.

O conceito de trimembração da Antroposofia organiza o ser humano em três sistemas relacionados às partes de uma planta e essa noção é utilizada como base da dietoterapia e dos medicamentos antroposóficos.

O sistema neurossensorial, na área da cabeça, relaciona-se com a raiz da planta.
É na cabeça que se encontram a maior parte dos nossos órgãos dos sentidos, responsáveis pela absorção de luz, de imagens, de ruídos, de alimentos e de impressões, assim como a raiz absorve os nutrientes e a água, indispensáveis ao crescimento da planta. O sistema neurossensorial é o pólo com menor capacidade regenerativa do organismo, considerado por Burkhard (1984) o pólo frio da planta, assim como a raiz. Quando o ser humano se alimenta de raízes, elas atuam sobre seu sistema nervoso, como na atuação do ginseng e do gengibre sobre o sistema nervoso. Raízes, como as cenoura, rabanete e beterraba, fornecem excelentes sais minerais que estimulam osistema neurossensorial no organismo.

O sistema metabólico-locomotor corresponde à parte inferior do organismo, com os membros, os órgãos reprodutivos e o sistema digestivo, nos quais predominam processos de movimento, calor e metabolismo. A flor e o fruto se relacionam a esse sistema. É no pólo floral que se encontra o órgão reprodutor das plantas e onde ocorre o metabolismo dos açúcares, das proteínas e dos óleos etéricos. Segundo Burkhard (1984), nas flores está o pólo calórico das plantas, onde surgem as cores e os perfumes. A atuação das flores e frutos se faz sobre os órgãos metabólicos como na ação excitante da flor da camomila (Matricaria chamomilla) sobre o peristaltismo intestinal (Costa, 1977). Vegetais como a abóbora, abobrinha, pepino, chuchu e brócolis são excelentes alimentos estimulantes desse sistema metabólico. A fitoterapia reconhece hoje essa atuação através do estudo dos princípios ativos das plantas, base de muitosmedicamentos usados na medicina moderna.

Por fim, o sistema rítmico que corresponde à parte central do corpo, onde estãoos órgãos como o pulmão e o coração, centro do sistema circulatório. Nesse sistema, osprocessos de ritmo, sístole e diástole, inspiração e expiração, contração e expansão, são mais perceptíveis. O caule, onde a seiva se movimenta, e as folhas, onde ocorrem astrocas gasosas da planta, expressam a relação com esse sistema. A ingestão de folhas atua especialmente sobre o sistema rítmico do ser humano. Como exemplo, estão as folhas como as da planta Digitalis purpureas, que possui princípios ativos cardiogenéticos, e do eucalipto (Eucalyptus globulus), que atua como expectorante e anti-séptico das vias respiratórias (Costa, 1977). Nessa perspectiva é que as folhas verdes escuras, ricas em sódio e potássio, como a couve, espinafre, rúcula, agrião e acelga, são alimentos indicados na dieta de doenças cardiovasculares e pulmonares.

O conceito de vitalidade

Na Agricultura Biodinâmica, além da utilização dos preparados e dos compostos, ressalta-se uma estreita relação com o estudo dos reinos da natureza e com a fenomenologia de Goethe, relação que trouxe como ponto central o conceito de vitalidade da planta e do solo.

Tal conceito é uma das bases da Agricultura Biodinâmica. Além da utilização dos preparados e dos compostos, esse sistema enfoca o estudo dos reinos da natureza e a fenomenologia de Goethe, abordagem que trouxe como ponto central o conceito de vitalidade ou força etérica da planta e do solo. De acordo com Schmidt (1975), a vitalidade pode ser definida como uma soma de formas de energias sutis, provenientes do cosmos e da terra, que estimulam as plantas, os solos e os alimentos e se concentram neles. O reino vegetal é permeado por essas forças formativas que permitem que uma planta cresça contrariando a lei da gravidade e nasce da colaboração entre as forças telúricas e as forças cósmicas.

Paracelsus (1995), o pai da medicina científica que viveu no século XV, proclamou que as influências cósmicas são invisíveis, mas atuam sobre o ser humano e sobre a terra assim como o calor e a luz, intangíveis e incorpóreos. O cosmos atua na terra através da influência do sol, da lua, dos planetas e das estrelas, sob a forma de ciclos que expressam a ação rítmica dos corpos celestes. Essa ação é considerada essencial pela Agricultura Biodinâmica que as utiliza, seguindo um calendário astrológico. As influências cósmicas e astrológicas são consideradas no plantio, na colheita e na preparação dos compostos.

As forças vitais subsistem na planta e continuam a agir nela mesmo quando elase separa do seu substrato vital. É esta energia que, durante o curso de AgriculturaBiodinâmica, em 1924, Rudolf Steiner (2001) apontou como sendo uma qualidade superior que estimula nossa própria vitalidade, uma vez que, em condições normais, o homem não consegue absorver a energia direta do sol. Segundo essa noção, nós nos alimentamos para receber a vitalidade do cosmos através dos alimentos.

Segundo Steiner, a planta é formada por 95% de elementos provenientes do ar (carbono, hidrogênio e oxigênio) na forma de energia concentrada. Apenas 5% da planta é matéria, proveniente do reino mineral. A Agricultura Biodinâmica preocupa-se, especialmente, em estimular estas forças no solo e nas plantas e, certamente, toda forma produtiva que priorize o comportamento natural das espécies e a harmonia com ritmos cósmicos também colabora para manter a vitalidade nos alimentos. Nos preparados biodinâmicos, utiliza-se a sílica, um mineral que tem a função de reter energia solar no solo e nos alimentos produzidos biodinamicamente. A sílica também é utilizada em chips de computador e nos relógios para reter a energia na forma de informação (energia). Frutas, verduras e cereais são os alimentos com maior teor de sílica. A vitalidade dos solos, das plantas e dos alimentos é considerada como um fator imperativo de qualidade alimentar na Nutrição Antroposófica.

O médico suiço Bircher-Benner (1961) considera o sol como fonte de todos os processos energéticos do nosso sistema. O calor que resulta da combustão das substâncias e de sua oxidação no organismo é uma energia secundária. Primeiramente, a alimentação consiste em oferecer ao organismo estruturas energéticas de valores diferentes, as quais serão mais elevadas quanto mais próximas da energia solar. Sob esse prisma, os alimentos frescos e crus têm maior vitalidade do que os alimentos cozidos e processados. A vitalidade diminui gradativamente a partir do momento emque a planta é colhida até desaparecer totalmente; a planta então morre. Algumasplantas retêm sua força vital por mais tempo e podem brotar e crescer depois de colhidas. O animal e o ser humano, ao ingeri alimentos vivos, assimilam a vitalidade das plantas.

Segundo a Nutrição Antroposófica, uma das diferenças entre o alimento de origem vegetal e animal repousa no conceito de vitalidade. O reino vegetal nos oferece pura energia vital, enquanto que o animal já usou parte dessa energia. Segundo o Dr. Otto Wolf (2000), essa seria a razão pela qual os carnívoros buscam alimentar-se majoritariamente de animais herbívoros. Ao ingerir um animal carnívoro, pouco é oferecido em termos de vitalidade, enquanto que o herbívoro recebe a vitalidade que necessita ao se alimentar de plantas.

Simplificando, a vitalidade pode ser observada nos alimentos que ainda podem brotar - um grão de arroz refinado, o milho em conserva ou uma batata irradiada, por exemplo, não brotam mais - e também nos alimentos capazes de gerar uma vida, como o ovo caipira ou orgânico.

De acordo com Schmidt (1985), o processamento de alimentos como a esterilização, o congelamento e as ações físicas e mecânicas aceleram as perdas de vitalidade. Um vegetal ou leite desidratado pode ter seu valor calórico quantitativamente próximo a um alimento fresco, porém o processamento o torna desvitalizado, de qualidade inferior. Não se pretende priorizar somente a alimentação crudista para o ser humano, mas ressalta-se que os alimentos crus, in natura, são aqueles com mais vitalidade. Sob essa perspectiva, a qualidade dos alimentos é pouco valorizada na dieta contemporânea e os alimentos mais comumente consumidos hoje contêm cada vez maiscalorias vazias e menos energia vital.

A energia vital permeia a matéria e não é mensurável como a energia calórica. Aenergia vital não está vinculada aos nutrientes de forma quantitativa, nem ao conceito de caloria. As medidas feitas para quantificar as calorias são válidas para as substâncias puras, o que não ocorre nos alimentos na natureza. Os alimentos não são puras entidades químicas e compreender o processo da vida sob o ângulo calórico-quantitativo é muito estreito. O conceito de caloria é válido no mundo inorgânico, porém no ser vivo seu significado real se restringe (Bunge apud Schmidt, 1975). A energia mensurável nos alimentos (caloria) fornece a força necessária ao funcionamento do corpo físico do ser humano. Somente a energia vital dos alimentos pode estimular a vitalidade do ser humano, uma forma de energia que mobiliza o nosso corpo físico, nos impulsiona e nosfaz vibrar. Essa energia gerou a pergunta do físico nuclear Erwin Schroedinger (1887-1961), prêmio Nobel em física: "o que é esta preciosa coisa que está contida nos alimentos e que nos preserva da morte?"

Métodos qualitativos formativos de imagens como a cristalização pelo cloreto de cobre de Pfeiffer (Schmidt, 1985) e mais recentemente a Radiestesia, a Biofotônica4 e os Fractais (Spadotto et al., 2002) estão sendo desenvolvidos para demonstrar a vitalidade nos alimentos.

Alimentos vivos, próprios para seres vivos, fornecem além de caloria, energia vital. Pitágoras afirmou há 2500 anos que "apenas os alimentos vivos e frescos podem dar condições de apreender a verdade" (apud Schmidt, 1975).

Qualidade do alimento biodinâmico

Acredita-se que é exatamente a qualidade de vitalidade que confere aos alimentos biodinâmicos, principalmente os in natura, uma maior durabilidade e melhorqualidade. Este efeito pode ser demonstrado em pesquisa de comparação e perdas de armazenamento em hortaliças de cultivo convencional e biodinâmico.

Estudos realizados na Alemanha (Schulz et al., 1995) e na Inglaterra (Deffune et al., 1993) mostram que vegetais produzidos com preparados biodinâmicos e orgânicos têm mais matéria seca e duram mais que os vegetais convencionais. Raupp (1996) percebeu que o trigo de origem biodinâmica, apesar de ter menor valor protéico, contém maior quantidade da enzima alfa amilase e de açúcar total, o que leva a uma variedade de trigo com melhor qualidade de panificação. No Brasil, Piamonte (1996) eSponchiado (1993) avaliaram comparativamente cenouras e maracujás de origem biodinâmica e convencional e atestaram que no primeiro sistema de produção ocorreu um aumento na produtividade e maior durabilidade dos alimentos pesquisados.

Ovos com teor equilibrado de ômega 3 e 6, leite e carnes com maior quantidade de ácido linoléico conjugado (ALC) de ação anticancerígena e com menor teor de ácidos graxos saturados são encontrados em animais criados livres para manter o comportamento natural de cada espécie (SIMOPOULOS, 1991; SIMOPOULUS; SALEM, 1992; DHIMAN, 2001).

Quanto ao valor nutricional dos alimentos biodinâmicos, ainda há necessidade de mais pesquisas comparativas e atualizadas, mas alguns estudos citados abaixo na bibliografia adicional já sinalizam que os alimentos produzidos em solos biodinâmicos apresentem valor nutricional mais equilibrado (especialmente no que diz respeito a qualidade e equilíbrio quantitativo de nutrientes como minerais e vitaminas) e mais recentemente, fitoquímicos. Tais resultados já são encontrados em algumas pesquisas com alimentos orgânicos, citadas em Azevedo (2006). Além disso, Reganold (1995) realizou pesquisa comparativa de qualidade do solo e rendimento de sistemas produtivos biodinâmicos, orgânicos e convencionais e encontrou que os sistemasbiodinâmicos, comparados aos sistemas convencionais de produção apresentam melhorqualidade de solo. Na comparação entre os sistemas orgânicos e biodinâmicos, estesúltimos melhoraram as propriedades biológicas do solo e aumentaram o crescimento radicular das colheitas analisadas. Diante de tais resultados o que se espera é que os alimentos produzidos em tais solos devem ser de qualidade superior.

Enquanto novas pesquisas comparando a qualidade de vida e a saúde de pessoasalimentadas com alimentos biodinâmicos não surgem, Worthington (1999) compila inúmeros estudos que mostram que animais alimentados e manejados biodinâmica e organicamente adoecem com menos freqüência quando comparados com aqueles criados no sistema convencional. Além disso, os animais estudados (entre aves,herbívoros e roedores) recuperam-se mais rapidamente de enfermidades, apresentammelhores taxas de fertilidade e testes de mobilidade de espermas, maior produção de ovos em aves fêmeas, menor taxa de morte ao nascer e aumento da sobrevida de jovens animais. A autora enfatiza que reprodução, incidência e restabelecimento de doenças são indicadores sensíveis de saúde e deveriam ser altamente considerados. Ressalta-se que nos estudos analisados por Worthington (1999) comparando animais alimentados nos sistemas orgânicos, biodinâmicos e convencionais, os resultados sugerem que nos sistemas biodinâmicos os estudos de animais foram claramente positivos e superiores quando comparados aos convencionais. Já na comparação entre os sistemas de manejo orgânico e convencional, os resultados se mostraram mistos e dúbios demonstrando resultados menos claros.

A Antroposofia, ao considerar o homem dotado de corpo físico, corpo vital, corpo astral e corpo espiritual, entende que a energia mensurável nos alimentos (caloria) fornece a energia necessária ao funcionamento do corpo físico do ser humano. Somente a energia vital dos alimentos pode nutrir o corpo e estimular a vitalidade do ser humano.
Portanto, a Nutrição, através da digestão dos alimentos, nutre os corpos físico e etéricodo homem e equilibra os corpos superiores. Segundo essa mesma concepção tetramembrada, não somente os alimentos nutrem o ser humano. O corpo astral é nutrido através do ar que inspiramos e o espírito é nutrido através das sensações que recebemos do mundo exterior.

A tentativa de mostrar como o alimento biodinâmico atua sobre a constituição anímica e espiritual do ser humano levou ao estudo realizado em 2002, por Karin Huber (2003) do Forschungsring für Biologisch-Dynamische Wirtschaftsweise (Círculo de pesquisa para Agricultura Biodinâmica) de Darmstadt, Alemanha. A proposta foi a de fazer um estudo cientifico no qual seria examinado a influência da alimentação com gêneros alimentícios biodinâmicos sobre corpo, espírito e alma. A pesquisa foi realizada em um convento, com 35 religiosas, durante quatro semanas. O estudo procurou examinar se e como o consumo de alimentos biodinâmicos tem um efeito sobre a tensão anímica, a atividade espiritual e o bem-estar geral das freiras. Ao final de quatro semanas, aspectos subjetivos como maior disposição e concentração, melhordesempenho no trabalho e menor receptividade à dor foram observados entre as religiosas que receberam a dieta biodinâmica. Além disso, fatores analiticamente mensuráveis no âmbito da digestão, do fluxo sanguíneo e no aumento das células naturais de defesa apoiaram o resultado positivo quanto a ação dos alimentosbiodinâmicos em âmbito subjetivo e analítico. Naturalmente esse estudo não é conclusivo, mas o que se pretende ressaltar nesse artigo é que a alimentação integral biodinâmica propõe estimular o organismo de forma ampla, atuando em diferentes níveis de saúde: físico, emocional e espiritual.

Em nível de consultório, percebem-se nos pacientes uma ação imediata dessa forma de alimentar-se, expressa em maior disposição e vigor físico. Acredita-se que existe também uma atuação mais profunda das forças desses alimentos que se traduzem além de um bem-estar corporal. É a ação das forças da natureza harmonizando o ser humano integralmente e estimulando seu desenvolvimento anímico-espiritual.

Steiner, reverberando com a afirmação de Pitágoras acima mencionada, remete ao âmbito da nutrição como sendo essencial para o correto desenvolvimento espiritual do ser humano hoje. Questionado sobre a dificuldade de manter um trabalho espiritual contínuo, ele ressaltou que essa dificuldade é uma questão de nutrição. Steiner (1983: 50) ressalta que uma das condições para o correto desenvolvimento da disciplina oculta está em dedicar atenção a saúde corpórea e espiritual e fazer "jus a vida e sentir-se um membro dela". Alimentos artificiais, estéreis e que degradam a natureza para serem produzidos, não podem nos ajudar nesse sentido.

Por fim, cabe aqui ressaltar que explorar a relação nutrição e agricultura é determinante para compreender o conceito de promoção da saúde que move hoje a sociedade contemporânea na busca de maior qualidade de vida. A adoção do sistema biodinâmico prevê conseqüências ambientais perceptíveis na qualidade dos alimentos, na fertilidade do solo, na qualidade de vida dos animais e seres humanos vivendo num ambiente isento de substâncias tóxicas, onde se mantenha a diversidade biológica da flora e da fauna, as águas mais limpas, o clima equilibrado e o ar menos poluído. O equilíbrio do ambiente na perspectiva da Agricultura Biodinâmica e o consumo de alimentos na abordagem da Nutrição Antroposófica tornam-se instrumentos essenciaispara a promoção da saúde humana e ambiental e para o fortalecimento do modelo da Salutogênese.

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1 Nutricionista, especialista em Medicina Antroposófica, mestre em Agroecossistemas(UFSC) e doutoranda em Sociologia Ambiental (UFSC). Docente da Universidade do Sul de SantaCatarina/UNISUL e do Curso de Especialização em Biodinâmica ELO/UNIUBE. Nutricionistaclínica e consultora em Alimentos Orgânicos e Qualidade de Vida. Contato: elaine@portalorganico.com.br
elainepeled@gmail.com

2 Goethe (1749-1832) poeta, filósofo e naturalista alemão. A partir de seus estudos sobre a metamorfose das plantas e a planta arquetípica ele assume que um simples e único principio organizado é responsável pelo equilíbrio da natureza e que esse princípio é reproduzido em todos os reinos.

3 Para aprofundar a questão do vegetarianismo sugere-se a leitura do capitulo referente ao tema em AZEVEDO (2006).

4 Ver: International Institute of Biophysics - The German Research Groups of the IIB, Neuss,
Germany. Disponível em http://www.datadiwan.de/iib/ib_000e_.htm Acesso em: 20 ago 2003_____________________________________________

Bibliografia citada

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Fonte: Dra. Elaine de Azevedo1

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