Analisando os alimentos transgênicos Itabuna, Bahia

O assunto " Alimentos Transgênicos" que é o mesmo que Alimentos Geneticamente Modificados (GM) é certamente um dos assuntos mais polêmicos e controversos da atualidade. As plantas modificadas geneticamente (transgênicas) respondem pela grande maioria dos Organismos Geneticamente Modificados ( OGM). Leia mais no artigo abaixo.

Restaurante Tudo a Kilo
(75) 3221-4479
r Marechal Deodoro, 424
Feira de Santana, Bahia

Dados Divulgados por
Margarida Mascarenhas Gois
(75) 3221-8327
av Dutra,Pres, 1863, Capuchinhos
Feira de Santana, Bahia

Dados Divulgados por
Restaurante Tábua de Carne
(75) 3622-3742
r São Domingos, 793 A An 1 Santa Mônica
Feira de Santana, Bahia

Dados Divulgados por
GUST NATURRE POINT DO ACARAJÉ LIGHT
073 32114788
RUA DA FRENTE 391 ANTIQUE
ITABUNA, Bahia
 
GUST NATURRE-POINT DO ACARAJÉ LIGHT
(73) 3211-4788
RUA DA FRENTE 391 B. ANTIQUE
ITABUNA, Bahia
 
CHOCOLA E MANIA ESPECIALIZADA EM TRUFAS
(71) 8835-3531
AV.SETE DE SETEMBRO SN PORTO DA BARRA
SALVADOR, Bahia
 
Nutricionista
(75) 3224-9691
rua
Feira de Santana, Bahia
 
Restaurante Kimistura Ltda Me
(75) 3625-3721
av Getúlio Vargas, 2410
Feira de Santana, Bahia

Dados Divulgados por
Restaurante Oriental Saig
(75) 3622-6633
av Santo Antônio, 141 Capuchinhos
Feira de Santana, Bahia

Dados Divulgados por
Moreli Bar Restaurante Ltda
(75) 3625-3785
Av. Getulio Vargas, 2120
Feira de Santana, Bahia
 
Dados Divulgados por

Analisando os alimentos transgênicos

O assunto " Alimentos Transgênicos" que é o mesmo que Alimentos Geneticamente Modificados ( GM) é certamente um dos assuntos mais polêmicos e controversos da atualidade. As lantas modificadas geneticamente (transgênicas) respondem pela grande maioria dos Organismos Geneticamente Modificados ( OGM) e, por isso mesmo, o assunto é sempre controverso e polêmico pois afeta direta ou indiretamente a grande maioria das pessoas.

No mundo todo 167 milhões de hectares foram cultivados em 2003 por 7 milhões de produtores em 18 países basicamente com as culturas de soja, milho, algodão e canola GM.

Tenho visto manifestações algumas vezes apaixonadas de ambos os lados da polêmica, o que não ajuda muito ao publico leigo e sem possibilidade de analisar e digerir todo o material existente sobre o assunto, aumentando dessa forma a indecisão e a formação de opinião do grande público com relação a se devem ou não consumir os alimentos transgênicos.

Sem entrar no mérito do monopólio das sementes que são patrimônio da humanidade e outros aspectos de ordem legal que tem levado alguns agricultores à falência pelo fato de terem que se defender contra poderosas empresas multinacionais com centenas de advogados a sua disposição pelo uso não autorizado das suas sementes e também das implicações de ordem ambiental que são debatíveis e que sobre as quais ainda não existem consenso, procurarei ressaltar apenas alguns pontos que creio ser possível adiantar algumas certezas.

Os defensores dessa tecnologia utilizam argumentos requentados de décadas atrás quando se procurava, à época , introduzir tecnologias "modernas" como o DDT e posteriormente a chamada "Revolução Verde", isto é, procuram apresentar a tecnologia como sendo uma solução para a chamada " fome no mundo". É uma tática, até certo ponto, terrorista, ou seja, coloca-se nas mãos do público o poder de escolher e decidir sobre a fome do mundo, sem que o mesmo tenha a devida noção do que realmente está acontecendo.

Nada mais longe da verdade do que a possibilidade dos transgênicos resolverem o problema da fome no mundo.

A maioria das pessoas que passam fome, vivem em países que já exibem excessos de produção, como é o caso da Argentina , o segundo maior produtor de alimentos transgênicos do mundo respondendo por cerca de 21% do total de alimentos GM produzidos no planeta. Milhões de toneladas de soja são exportadas pela Argentina anualmente ao mesmo tempo em que milhões de pessoas passam fome naquele país.

Com relação ao Brasil, a situação também não é muito diferente desse quadro.

Segundo, a FAO ( Organização para Agricultura e Alimentos) orgão ligado a ONU, o mundo já estaria produzindo uma vez e meia mais alimentos do que a quantidade necessária para alimentar toda a população do planeta com uma dieta adequada e nutritiva, ainda que 1 em cada 7 pessoas ainda estejam passando fome.

Conclui-se dessa forma que a fome não é gerada pela escassez de alimentos, mas sim pela má distribuição dos mesmos. A Agricultura Industrializada ( o chamado Agro-Negócio ) não produz alimentos para atender a demanda e as necessidades locais de uma dieta saudável, nutritiva e variada. Ela produz alimentos para serem exportados e vendidos nos mercados mundiais. Muito embora a produção de alimentos tenha triplicado desde a década de 50, mais pessoas passam fome hoje que a 20 anos atrás.

Conclui-se, dessa forma, que os alimentos transgênicos não irão, de forma alguma, resolver o problema da fome no mundo e nem sequer mitigá-la. Ponto.

Freqüentemente os defensores da transgenia tentam caracterizar os seus detratores como sendo indivíduos retrógrados ou pessoas avessas ao progresso da ciência visto que na visão desses senhores a Modificação Genética (MG) seria fruto da mais pura e perfeita ciência. Tecnologia de ponta e progresso da ciência são termos constantemente utilizados por esses mesmos defensores da MG. Engenharia Genética é, ainda, outro termo usado tentando tornar mais palatável a fabricação de aberrações genéticas.

Nada mais ilusório do que essa fé cega na ciência

No momento, estamos vivenciando a estrondoso fiasco científico com a aval da mais conceituada de todas as publicações científicas, os seja, da revista "Science" da fraude confessa da pesquisa coreana sobre células embrionárias. O periódico "Science" era sinônimo de verdade, de ciência. Ter um artigo publicado na revista Science é praticamente o sonho de qualquer um cientista, pois isso significa notoriedade o que é de fundamental importância para obter-se linhas de financiamento para as suas pesquisas.

Os cientistas são seres humanos como quaisquer outros com todos os defeitos e imperfeições inerentes aos seres humanos e, portanto, passíveis de errar. Eu diria que os cientistas são ainda piores do que os seres humanos normais, pois, com os seus egos inflados e o seu conhecimento, podem causar danos consideráveis a humanidade, o que os tornam indivíduos inerentemente e potencialmente perigosos e que devem, portanto, ser cuidadosamente vigiados e monitorados. O fiasco da revista Science com a pesquisa fraudada coreana prova que não se pode dar crédito ilimitado a cientista algum sob pena de termos que reparar sérios danos no futuro. Pesquisas são manipuláveis e não a expressão mais pura da verdade. Papel aceita tudo e não se esqueçam que pesquisas são feitas com pesados recursos financeiros o que por si só já as coloca sob suspeição desde o início. Quase não existem mais cientistas abnegados. A grande maioria é movida a dinheiro.Ponto.

Outro argumento freqüentemente usado por aqueles interessados em transformar o planeta Terra em um grande laboratório e os seus habitantes em cobaias é o de que os alimentos transgênicos viriam para transformar o mundo em um lugar melhor devido ao menor uso de agrotóxicos que eles alegam serem necessários para a produção de alimentos no melhor estilo do "Imagine" de John Lennon , cuja música e título foram inteligentemente surrupiadas pela empresa Monsanto para criar uma imagem favorável aos alimentos ditos frankenstein do inglês " frankenfoods".

Seria cômico se não fosse trágico. Imaginando o inimaginável.

É simplesmente "tocante" ver o interesse de empresas que durante décadas produziram e comercializaram agrotóxicos, querendo livrar o mundo desses mesmos agrotóxicos agora considerados perigosos e prejudiciais.

Infelizmente, a realidade é bem outra.

Espécies de mato resistentes ao herbicida "Round-Up (MR) tem surgido em decorrência da utilização demasiada desse mesmo herbicida em cima das culturas com resistência ao mesmo e hoje agricultores continuam sendo intoxicados pelo uso excessivo desses mesmos agrotóxicos ( Argentina Bitter Harvest, New Scientist, 2443 , April 2004).

É celebre o fiasco do algodão transgênico da Monsanto que sofreu um ataque de percevejos tão intenso que a empresa recomendava aos produtores a utilização do inseticida mais tóxico que existia no mercado, através do seu site. ( Algodão GM continua a ser atacado por pragas. New Scientist, 29 Oct 2005). Mesmo após 8 safras o algodão continuava a ser atacado por pragas e suspeita-se do desenvolvimento de resistência à toxina Bt presente no algodão GM após 3 anos da adoção da técnica nova.. O "Imagine" foi devidamente para o espaço. Ponto.

Ou seja, o que veio para tornar o mundo melhor, imagine, tornou as coisas ainda piores. John Lennon deve estar se contorcendo no túmulo numa hora dessas, pois jamais poderia imaginar que a sua idéia poderia ter uma utilização tão espúria.

Encare se tiver coragem !

Por outro lado vemos os antagonistas da tecnologia afirmar que os alimentos transgênicos irão provocar uma onda de alergias nas pessoas, fato esse que é veementemente negado pelas empresas detentoras das patentes e por seus cientistas de aluguel, alguns dos quais encastelados em órgãos públicos. Será mesmo ?

A primeira pesquisa que demonstrou o lado tóxico dos alimentos transgênicos foi efetuada na Escócia pelo bioquímico Arpad Pustzai em um estudo onde demonstrou que batatas GM poderiam ser tóxicas a ratos de laboratório. Esse estudo foi severamente criticado pelos críticos à soldo das empresas detentoras da nova tecnologia e o seu autor teve a sua carreira destroçada.

Mas por que, então, os alimentos transgênicos continuam a gerar perigosas alergias como o milho transgênico que inclusive não é utilizado na alimentação humana ou, por exemplo, a ervilha transgênica que provocou respostas imunológicas ( alérgicas) perigosas ( Ervilhas GM causam alergia e inflamação em ratos, na Australia. New Scientist, 2527, Nov.2005) ? Nesse estudo conclui-se que as seqüências de amino ácidos que formavam as proteínas das duas ervilhas ( GM e não GM) eram aparentemente idênticas, porém a um olhar mais atento verificou-se que alguns açucares ligados a essas mesmas proteínas faziam com que o sistema imunológico as tratasse como diferentes gerando as reações imunológicas ( alergia e inflamação).

A Natureza tem as suas sutilezas que escapam a compreensão dos cientistas de aluguel bem como aos técnicos de agências governamentais reguladoras. Isso explica a diferença entre olhar e ver. Ponto.

Seria a técnica transgênica realmente uma boa opção ? A resistência por parte do público a essa nova tecnologia tem aumentado consideravelmente e alguns países como o Japão nem sequer cogitam em utilizá-las preferindo que outros países como EUA, Argentina e agora infelizmente o Brasil sejam usados como cobaias no maior experimento jamais utilizado com a raça humana. Por que razão, então, a Monsanto retirou o trigo transgênico do mercado no ano passado ? ( BBC News, 11 de maio, 2004).

Alimentos Vazios . Desnutrição à vista !

De todas as previsões que tem sido feitas sobre o advento dos alimentos GM, a que eu tenho mais certeza da sua ocorrência diz respeito a produção de alimentos vazios ou seja desprovidos de densidade nutricional no futuro.

Como é do seu conhecimento a ciência agrícola ainda usa o paradigma do inseticida, o que significa dizer que eles ainda acreditam que todo e qualquer vegetal pode ser atacado por insetos. Ocorre que qualquer produtor orgânico pode lhe ensinar que os insetos somente atacam aqueles vegetais doentes e intrinsecamente fracos por deficiência de minerais. Como o problema da deficiência de minerais está relacionado ao estado de baixa fertilidade dos solos, a tecnologia transgênica não estará resolvendo o problema fundamental que é a baixa qualidade dos solos, mas sim atacando um dos sintomas da baixa fertilidade do solo, isto é, o ataque de insetos.

"Insetos são o resultado de uma lavoura em decadência e não a sua causa" já dizia o ilustre cientista de solos, Dr. William A. Albrecht, Ph.D., Chefe do Departamento de Solos da Universidade do Missouri na década de 50.

Essa questão pode ser exemplificada pelo mineral ou elemento Boro. A sua carência no solo vai determinar, entre outros problemas, uma maior susceptibilidade do milho ao ataque da lagarta do cartucho ( Spodoptera frugiperda ) que conseqüentemente deveria ser resolvido com a adição de boro ao solo ou à planta pois o ataque da lagarta do cartucho demonstra uma carência desse mineral e não uma carência de inseticida.

Os insetos são dotados de um maravilhoso mecanismo de identificação de vegetais carentes de minerais e nesse ponto até prestam um relevante serviço à raça humana e aos animais, consumindo apenas aqueles vegetais de inferior valor nutricional.

A tecnologia transgênica insere na planta uma toxina inseticida denominada Bt e aparentemente resolve o problema do ataque de insetos, porém esse milho fatalmente continuará deficiente de boro e, portanto, alimentos com baixo valor nutricional é o que podemos esperar dessa nova e dispendiosa técnica que resolve apenas os sintomas de um solo doente e cansado e não a sua verdadeira causa: a baixa fertilidade dos solos.

Fome e desnutrição são o resultado direto da falta de acesso, ou a exclusão,por parte dos agricultores a terra, ao mar, a água, a semente, a tecnologias sustentáveis e ao crédito. Setenta e cinco % das pessoas famintas são indivíduos politicamente marginalizados que vivem em áreas rurais. Um exemplo da distribuição desigualmente grosseira de terras que contribui para a fome: na América Latina, 80% das terras agrícolas estão nas mãos de 20 % dos agricultores, os outros 20% das terras estão nas mãos dos restantes 80% dos produtores

Para solucionar o problema da fome é preciso que a nossa sociedade seja governada por outros parâmetros que não os financeiros. Ao invés de Produto Interno Bruto o parâmetro deveria ser a Satisfação Interna Bruta, ou o Bem Estar Interno Bruto ou até mesmo e quem sabe a Nutrição Interna Bruta. Ponto Final.

Nota: É proibida a reprodução deste texto em qualquer veículo de comunicação sem a autorização expressa do autor. Só serão permitidas citações do texto desde que acompanhadas com a referência/crédito do autor.

Fonte: José Luiz Moreira Garcia

Clique aqui para ler este artigo na Portal Agricultura