Analisando o novo Chevrolet Tracker Curitiba, Paraná

Para cair na terra, mas sem abusar! Ele voltou! E desta vez para ficar. O "Novo Tracker" -- se assim podemos chamá-lo -- é um sucesso de vendas. Afinal, ele possui uma das melhores relações custo-benefício do segmento.

Liderança Corretora de Seguros Ltda
(41) 3262-9551
r Carrão,Cons, 1451, Juvevê
Curitiba, Paraná

Dados Divulgados por
Indiana Seguros S/A
(41) 2111-4800
r Francisco Rocha, 551, An 4 Cj 42, Batel
Curitiba, Paraná

Dados Divulgados por
Yasuda Seguros S/A
(41) 3232-7515
r Araújo,Comend, 143, An 13 Cj 131, Centro
Curitiba, Paraná

Dados Divulgados por
Braseg Corretora de Seguros Ltda
8004-10082
r Frederico Maurer, 579, Hauer
Curitiba, Paraná

Dados Divulgados por
Icatu Hartford Seguros S/A
8009-03000
av Floriano Peixoto,Mal, 306, An 16 Sl 161, Centro
Curitiba, Paraná

Dados Divulgados por
Marítima Seguros S/A
(41) 3075-3300
r Cândido Xavier, 647, Água Verde
Curitiba, Paraná

Dados Divulgados por
A Santana Corretora e Administradora de Seguros Ltda
(41) 3223-5002
al Augusto Stellfeld, 1175, Centro
Curitiba, Paraná

Dados Divulgados por
Porto Seguro Cia de Seguros Gerais
8001-63131
r Araújo,Comend, 1014, Centro
Curitiba, Paraná

Dados Divulgados por
Rogani Corretora de Seguros Ltda
(41) 3322-6735
r Quinze de Novembro, 279, An 8, Centro
Curitiba, Paraná

Dados Divulgados por
Mapa Administradora e Corretora de Seguros Ltda
(41) 3232-1722
r Deodoro,Mal, 252, An 11 Cj 1101, Centro
Curitiba, Paraná

Dados Divulgados por
Dados Divulgados por

Analisando o novo Chevrolet Tracker

Fornecido por:

Para cair na terra, mas sem abusar

 

Ele voltou! E desta vez para ficar. Quando esteve por aqui, entre os anos de 2001 e 2004, era muito caro (por conta do motor turbodiesel) e vendeu bem menos do que o almejado pela Chevrolet. Mas agora a história é outra. O "Novo Tracker" -- se assim podemos chamá-lo -- é um sucesso de vendas. Afinal, ele possui uma das melhores relações custo-benefício do segmento.

 

Equipado com o propulsor 2.0L a gasolina, o Tracker oferece tração nas quatro rodas, freios ABS com função EBD (distribuição eletrônica de frenagem), duplo airbag, ar condicionado, trio elétrico, direção hidráulica, CD player e até teto solar. Tudo isso por R$ 59.990,00. Ou seja, com praticamente os mesmos itens de série, o utilitário da Chevrolet sai muito mais em conta do que seus concorrentes mais diretos, o Ford EcoSport 4WD 2.0L (R$ 66.120,00) e o Mitsubishi Pajero TR4 2.0L Flex (R$ 73.982,00).

 

PISANDO NA BOLA

 

Entretanto, a Chevrolet deu algumas "pisadas na bola" com o consumidor do Tracker. Uma delas foi a falta do banco em couro -- item que é oferecido de série no TR4 e como opcional no EcoSport (R$ 2.620,00). No utilitário da GM, os bancos são -- pasmem! -- em veludo. Isso quer dizer que, para pegar estrada de terra com este 4X4 é necessário manter os vidros fechados, porque, definitivamente, poeira e veludo não combinam!

 

Outra "mancada" da montadora foi com relação aos pneus de uso urbano, inadequados para o fora-de-estrada. O ideal seria que o pneu fosse misto, no mínimo, já que a proposta do jipinho é a de cair na terra! E, por falar em jipe, a alavanca de câmbio do Tracker é tão dura para engatar quanto em alguns jipes da década de 50. No pára-anda do trânsito chega a cansar o braço do motorista, principalmente se ele estiver acostumado com carros de engates mais macios.

 

ACELERANDO

 

Apesar de toda a rigidez, a transmissão manual de cinco velocidades do Tracker casa bem com o propulsor 2,0 litros de 16 válvulas e 128 cavalos de potência. Cavalaria mais do que suficiente para conduzir seus 1.430 quilos.

 

Durante nossa avaliação, o Tracker esbanjou fôlego nas retomadas de velocidade e acelerações. Ele ainda realizou ultrapassagens com segurança e ofereceu boa estabilidade, inclusive nos trechos mais sinuosos. Entretanto, seu conforto está longe de ser como o de um sedan, já que ele pula bem.

 

LEVANTANDO POEIRA

 

Mas andar com o Tracker no asfalto não é tão divertido quanto na terra. Afinal, trata-se de um utilitário com tração nas quatro rodas. O acionamento é manual com as seguintes opções: 4X2 com tração traseira, para ser usada em condições normais; 4X4 para terrenos com baixo atrito ou escorregadios; e a 4X4 com reduzida, para ser acionada em condições de baixa aderência. As trocas são feitas por uma alavanca próxima ao freio de estacionamento, bem ao alcance da mão direita do motorista, entre os dois bancos dianteiros.

 

Com bons ângulos de ataque e de saída, o Tracker encarou com audácia trechos de terra e cascalho, subindo morros bem íngremes sem muitas dificuldades. Mas, na hora que resolvemos sair da trilha e abusar um pouquinho do "jipinho" em um off road mais pesado, ele pediu arrego. Motivo: o curso da suspensão pequeno para desafios mais radicais.

 

DETALHES QUE FAZEM DIFERENÇA

 

Comparado com o antigo modelo turbodiesel, vendido no Brasil até 2004, o novo Tracker só diferencia esteticamente pelas novas lanternas traseiras, agora transparentes. Apesar de ultrapassado, seu design agrada, principalmente por conta do estepe na tampa do porta-malas -- o que parece ser uma das paixões dos compradores de carros deste estilo.

 

Por falar nisso, a roda reserva possui um sistema anti-furto bem interessante. Para tirá-la é preciso usar a chave do carro. Outro dado interessante é que, mesmo com um pneu de aro 16 preso, a porta do bagageiro é leve, fácil de abrir até para uma dama que acabou de fazer as unhas. Trocar os pneus também não é tarefa complicada -- é claro, se as unhas já estiverem secas.

 

No próprio porta-malas há um compartimento, no lado do motorista, onde são guardados o macaco e a chave de rodas. Tudo fica bem preso, não trepidando quando o carro entra em movimento, mesmo passando em pisos irregulares.

 

O acabamento do Tracker, por sinal, é muito bom. O painel é feito de material sintético agradável ao toque. Há espaço para quatro adultos com folga. Cinco chegam a viajar, mas com certo desconforto, principalmente, para quem vai no meio do banco traseiro. Este infeliz passageiro, além de não contar com apoio de cabeça, é preso por um cinto de segurança abdominal.

 

Falta espaço também no porta-malas. São apenas 275 litros de capacidade -- é quase tão minúsculo quanto o de hatchs pequenos, como o GM Celta e o Fiat Mille! Pelo menos cabe uma geladeirinha -- há um ponto adicional de energia no bagageiro -- para matar a sede durante os passeios off-road, leves, é claro.   

Clique aqui para ler este artigo na Autopista.com