Analisando a violência e a reação Macapá, Amapá

Do ponto de vista geral, a soma da passividade de cada um e o estilo da continuidade da agressao a outrem. Se estivermos preparados para exercer a coerencia contra terceiros que se aventurem como a agressao, ao roubo, essa sera a forma eficaz de coibir a escalada da violencia. Leia esse artigo e saiba como isso pode ser feito.

Centro Recreação Desen Algodão Doce
(53) 222-7708
pc Tiradentes, 1950, Centro
Pelotas, Rio Grande do Sul
 
Pré Escola Casinha de Cristal Sc Ltda
(43) 251-3113
r Rio Japura, 177, Jardim Santo Amaro
Cambé, Paraná
 
Centro Educacional Eliza Correa
(383) 845-1410
r Santos Dumont, 100
Taiobeiras, Minas Gerais
 
Jardim de Infância Paula Ltda
(212) 458-9130
r Domi Fernand, 188
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
 
Jardim Pingo de Prata
(213) 392-9766
r André Rocha, 1056, Taquara
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
 
Associa Ao Moradores Vila Esperan A Creche Dente
(51) 762-8290
r Bin Ninof, 70, Teutônia
Teutonia, Rio Grande do Sul
 
Escola Infantil Corujinha Azul
(313) 312-2590
r Pe F Scrizzi, 78
Belo Horizonte, Minas Gerais
 
Lápis Mágico Colégio Educacional
(115) 548-3230
r José Maria Pinto,Tte, 217, Jd Taquaral
São Paulo, São Paulo
 
Escolinha Recanto Infantil Sc
(85) 226-5223
r Aratanha, 1103, Barra Do Ceará
Fortaleza, Ceará
 
Nana Nenen Bercario e Maternal Ltda
(11) 577-2194
av Indianópolis, 3164, Saúde
São Paulo, São Paulo
 

Analisando a violência e a reação

Temos vivido tempos de violência; na ficção e no cotidiano, recrudesce a visibilidade da violação da integridade física, psicológica, social e econômica da pessoa. Não precisamos acumular dados, datas e números, para convencer nenhum leitor do fato posto. Acredito que estejamos unanimemente cientes de que é a situação que se nos apresenta. Refiro-me ao Brasil, refiro-me à nossa volta, ao país que tem a triste mania de achar que vai acontecer no futuro, mas em que todos ficam a esperar que esse tempo chegue.

Já discutiram as causas sociais da violência: favelização, exclusão, e outros componentes socioeconômicos bem conhecidos. Já discutiram a ineficácia do complexo sistema processual-penal. Já fizeram passeatas, discursos e manifestações a cada episódio em que a barbárie excede o caso anterior: chacinas, execuções, seqüestros. Fraudes pantagruélicas enxugaram bancos, seguradoras e empresas de todo tipo de atividade, produzindo lesões difusas que ninguém sente mas todos purgam.

Não vou bater mais nessas teclas, já é bem conhecido o som que elas produzem – e que se perde sem eco. A questão que ponho é que é hora de reagir. Não estou postulando uma reação social, coletiva, uma mudança de leis ou manifestação pacífica de abraço coletivo a algum prédio público. Isso dá em nada. Comove, alimenta a pauta do jornal mais próximo que não tenha nada melhor que publicar, depois cai no limbo à primeira ocorrência mais efervescente.

O tipo de reação que postulo é a reação individual, exatamente aquela que é condenada pelo senso comum, aquela que se implantou na média da classe média, segundo a qual não se reage ao assalto, não se intromete na vida alheia nem para salvá-la, não se deve ir à rua depois que o Sol se põe. Essa postulação de passividade, não-reação, submissão ou como quer que a chamemos tem sua lógica, pode até salvar vida. Pode, em caso particular – mas não garante a sobrevivência em caso de assalto ou outro tipo de agressão. Do ponto de vista geral, a somatória da passividade de cada um é o estímulo à continuidade da agressão a outrem. Se ninguém vai mesmo reagir, como tem acontecido, assalta-se um aqui, outro ali, outro mais adiante – ninguém fará nada mesmo, todos foram treinados para não reagir. E a polícia, treinadíssima para reagir mal, atabalhoadamente, contra gregos e troianos – uma falange de interesse próprio na guerrilha urbana, não pode e nunca poderá estar presente em todos os pontos.

Quem está, ou deveria estar, em todos os pontos é o cidadão. O cidadão é que deve se tornar apto a se defender e a praticar a defesa mútua. Defesa recíproca é princípio fundante da sociedade. Às milícias é delegado o poder de polícia para exercer por nós o uso da força, mas a delegação não exclui a autodefesa nem a substitui. Se estivermos preparados para exercer a coerção contra terceiros que se aventurem à agressão, ao roubo, essa será a forma eficaz de coibir a escalada da violência.

E devemos, no meu entender, estar aptos ao exercício da legitima defesa no limite do risco real que a situação apresente. Entendo que seja útil ter arma em casa. Mas não precisamos de um revólver para ir ao cinema no shopping. Se alguém tentar entrar à força na casa da gente, o fará antes que possamos recorrer ao serviço público de proteção, mas num ambiente público, repleto de segurança, qualquer atentado é resguardado pelos inúmeros recursos de segurança coletiva disponibilizados. Em nossa casa, temos que resguardar a segurança privada. Fique claro: segurança pública e segurança privada são distintas, embora interdependentes.

Para possuir e saber fazer bom uso de uma arma é preciso treinamento, é preciso prática. Assim como para uma reação física a um assalto em via pública é preciso alguma preparação, é preciso, sobretudo, o correto julgamento da oportunidade e eficácia da reação. O que postulo é que as pessoas se preparem para reagir.

Claro que existe a possibilidade de insucesso em qualquer reação contra violência, por mais preparada que esteja a vítima. Mas a reação já é, em si, a frustração do agressor. O que o agressor espera é a passividade. Se hoje ínfima parcela das vítimas reage, e a polícia e as leis não coíbem nem coibirão a violência – esse é o fato que nos circunda, fica facílima para os meliantes a agressão, o assalto. Se parcelas significativas da população passarem a reagir, estou certo de que a redução da violência se dará em proporção escalar à daqueles que se preparem para agir na defesa de seus interesses próprios ou dos coletivos contra a passividade postulada.

Sei que minha tese é contrária ao que se prega, ao que os especialistas recomendam, conheço razoavelmente a discussão sobre o tema. O que pergunto é qual tem sido o resultado da política desses especialistas? Qual tem sido o efeito da passividade do cidadão diante das múltiplas violações de sua integridade física e patrimonial? A passividade atinge tal proporção que nem mais à polícia se recorre, nem para narrar os fatos, pois todos sabem que recorrer aos órgãos de segurança pública é só prolongar o episódio, sem nenhum efeito. Ninguém vai à polícia se for furtado na esquina, pois a maior probabilidade é que nada seja feito. Na remota hipótese de que a polícia pegue o meliante, na semana seguinte ele estará, na mesma esquina, pronto a se vingar do desavisado que violou seu direito de espoliar transeuntes naquele sítio. A passividade ultrapassou a não-reação ao assalto, mas alcança o desprezo pelo recurso às autoridades, pois ele seria até contraproducente. – É melhor não fazer nada. É assim que se pensa. É assim que estamos sendo destreinados para não-agir. Estamos sendo desprovidos dos recursos que existem à disposição para exercermos as habilidades naturais de defesa de nossos interesses, bens, direitos e tranqüilidade.

A reação que estou pregando é comportamental, é individual com benefícios coletivos. É que cada um tome suas providências em benefício de todos. Se cada vez for maior a probabilidade de encontrar um morador armado dentro de casa, menor será possibilidade de que o meliante se aventure à invasão. Se for maior a possibilidade de ser detido na esquina, é bem pouco provável que alguém assalte no meio do quarteirão.

Estamos em guerra, tal a escalada da violência. Vai haver vítimas de ambos os lados. O que estou pretendendo é vencer a guerra, estar do mesmo lado em que nasci, nesse conflito social, e ver o fim da beligerância, ver a redução da insegurança pública. Vai haver vítimas, inclusive algumas dentre aqueles que reagiram. Mas a reação, em si, já é a frustração do sucesso do meliante. Ele não quer a violência, ele quer o lucro fácil. A violência é o meio para alcançar o lucro, mas mais que isso: a hipótese da violência é a coerção de que o meliante dispõe para o sucesso de seu objetivo. Se a hipótese da reação passar a ser tão vívida quanto tem sido a da passividade, a expectativa de lucro fácil se reverte e a redução da criminalidade só pode ser a conseqüência.

Do mesm autor, conehça os blogsAs Quatro Estações- Mimésis,Editora Keimelion : revisores de textos eCamonianas .

Públio Athayde

Nasci, o parto foi natural. Tentaram me educar, hoje eu mesmo tento. Fiz o que todo mundo faz, até os 14 anos; como ninguém conta, eu também não. O resto só fui fazer depois de formado. Fui educar os outros, nem tive o mesmo sucesso dos que tentaram comigo. De 1961 em diante, queria que os anos tivessem 11 meses, detesto dezembro. Plantei árvore, cortaram. Escrevi livros, não publicaram. Compus uma música, só eu gravei – mas já esqueci a letra. Pinto, mas nunca vendi nada. Quando estive em Paris nevava e chovia; em Lisboa, de tarde, arrefecia; Roma continuava cheia de romanos – me disseram que os bárbaros tinham tomado a cidade, mas acho que não. Sempre que posso esqueço o que ia dizer. Só lembro o nome das pessoas quando não preciso. Não sei de cor nenhum poema todo. Tenho medo de tédio e de solidão.

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