Analisando a utilidade dos produtos orgânicos Macapá, Amapá

Publicidade Lecitina de soja para fazer chocolates suíços. Óleo de soja para fazer cosméticos na Inglaterra. Banana desidratada para abastecer a indústria de doces européia. Todos estes produtos têm três características comuns: são orgânicos, cultivados no Paraná e exportados pelo Porto de Paranaguá. Veja mais no artigo abaixo.

JS Magalhães
(96) 222-1352
av Ernestino Borges, 525, Laguinho
Macapá, Amapá
 
K Sanada
(96) 281-2278
r Claudio Lucio Monteiro, 7, Remédios
Santana, Amapá
 

Analisando a utilidade dos produtos orgânicos

Publicidade Lecitina de soja para fazer chocolates suíços. Óleo de soja para fazer cosméticos na Inglaterra. Banana desidratada para abastecer a indústria de doces européia. Todos estes produtos têm três características comuns: são orgânicos, cultivados no Paraná e exportados pelo Porto de Paranaguá.

Dados do Sindicato dos Operadores Portuários de Paranaguá (Sindop) mostram que no primeiro semestre deste ano foram exportados 11,54 mil toneladas de produtos orgânicos em contêineres pelo Porto de Paranaguá. Quem trabalha com este tipo de mercadoria garante que as vendas para o exterior cresceram na ordem de 60%.

É o caso da Tozan Alimentos Orgânicos, de Ponta Grossa. Segundo o diretor da empresa, Mauro Fujisawa, no primeiro semestre foram exportados 5.570 toneladas de farelo, óleo e grão de soja orgânicos. "Registramos um aumento de 60% nas exportações em comparação ao primeiro semestre do ano passado. A maior parte da produção vai para a Europa e é para consumo animal", disse Fujisawa.

Suíça - A Cataratas do Iguaçu Produtos Orgânicos/Gebana Brasil também exporta orgânicos pelo Porto de Paranaguá. Com cinco anos de mercado, a empresa é a única do Brasil a exportar lecitina de soja orgânica, um subproduto da soja obtida a partir de técnicas de processamento e usada como emulsionante em chocolates. Além disso, são exportadas soja, seus subprodutos e banana orgânica para o mercado europeu.

De acordo com o sócio-gerente da Gebana Brasil, César Colussi, a lecitina de soja orgânica fabricada em Capanema, município a 100 km de Foz do Iguaçu, é enviada para fábricas de chocolates na Suíça e na Alemanha. Um dos principais clientes da Gebana Brasil é a fábrica suíça Rapunzel, pioneira mundial na fabricação de chocolates orgânicos.

"Além da lecitina, exportamos soja em grãos, farelo e óleo de soja, milho em grão e banana desidratada. Este é um mercado que cresce a cada dia e só no primeiro semestre deste ano registramos um aumento de 50% nas exportações em relação a 2006. Só não exportamos mais porque a produção é insuficiente", afirma Colussi.

Vantagem - A Gebana tem 300 produtores associados que integram o projeto de exportação de orgânicos. Para eles, este tipo de cultura se apresenta mais vantajosa porque os produtos deste tipo têm valor de mercado até 50% maior que os convencionais.

Mensalmente, a Gebana Brasil exporta de 23 a 25 contêineres com produtos orgânicos. No primeiro semestre deste ano, foram exportadas 3.500 toneladas de produtos orgânicos, um aumento de 50% em relação a 2006. Segundo Colussi, a proximidade com o terminal paranaense facilita as transações da empresa que até estabeleceu em Paranaguá um pequeno armazém para estufar os contêineres.

BOX - Paraná tem o maior número de produtores orgânicos do Brasil

O Paraná é o estado brasileiro que tem o maior número de produtores orgânicos. Ao todo, são 6.520 produtores sendo que, destes, 668 produzem soja orgânica. As regiões produtoras são o Sudoeste do Paraná (Francisco Beltrão, Pato Branco, Cascavel e Toledo), Curitiba e Lapa.

De acordo com o coordenador estadual de agricultura orgânica do Instituto Emater, Iniberto Hamerschmidt, na última safra foram plantados 4.182 hectares de soja orgânica que produziram 8.421 toneladas do produto. O número é pequeno com relação ao total da soja convencional (12 milhões de toneladas). No entanto, existe a possibilidade de crescimento porque a receptividade do produto é muito boa. Noventa e cinco por cento da produção de soja orgânica é exportada para países como Estados Unidos, Europa e Ásia.

Apesar de algumas queixas quanto aos custos de produção da soja orgânica, Hamerschmidt garante que após o terceiro ano de cultivo, a plantação orgânica torna-se 10% mais barata que a convencional. A redução se dá principalmente porque o agricultor deixa de gastar com inseticidas, adubos químicos industrializados, fungicidas e herbicidas.

Entre os produtos orgânicos produzidos no Paraná, a soja orgânica fica em terceiro lugar, perdendo para a produção de mandioca orgânica e hortaliças. No entanto, o grão lidera as exportações.

Fonte: AEN-Paraná

Clique aqui para ler este artigo na Portal Agricultura