Analisando a comercialização agrícola Macapá, Amapá

Nos países desenvolvidos, os novos padrões de consumo originam oportunidades para a inclusão de produtores familiares no comércio internacional. As novas exigências nas práticas comerciais buscam preservação do meio e responsabilidade social das empresas e, como meta a qualidade dos produtos. Veja mais no artigo abaixo.

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Analisando a comercialização agrícola

Nos países desenvolvidos, os novos padrões de consumo originam oportunidades para a inclusão de produtores familiares no comércio internacional. As novas exigências nas práticas comerciais buscam preservação do meio e responsabilidade social das empresas e, como meta a qualidade dos produtos.

A estrutura do comércio mundial privilegia a produção em larga escala e a competição via preços, e, para os agricultores familiares se beneficiarem dessa estrutura, há alternativas, como, por exemplo, a inclusão dos produtos comercializados sob as regras do mercado solidário. A conservação dos recursos naturais e a responsabilidade social são conceitos intrínsecos dos movimentos de agricultura ecológica e de mercado solidário.

Para Singer (2000), citado por Beat Grüninger ("Fair Trade": o comércio justo) proferida no HortiBio 2001 - 1º Congresso Brasileiro de Horticultura Orgânica, Natural, Ecológica e Biodinâmica (Resumos), a economia solidária é uma criação em processo contínuo de trabalhadores em luta contra o capitalismo. É um modo de produção e distribuição alternativo ao capitalismo, criado e recriado periodicamente pelos que se encontram (ou temem ficar) marginalizados no mercado de trabalho.

O comércio justo, também conhecido como "fair trade", comércio eqüitativo ou ainda mercado solidário, é um movimento que nasceu para promover o desenvolvimento agrícola e social equilibrado (Novas tendências de inserção de pequenos agricultores no mercado de cafés especiais: produtos orgânicos, comércio solidário e slow food; autores: OTANI, Malimiria; SOUZA, Maria Célia Martins; SAES, Maria Sylvia).

Surgiu na Europa a partir de 1988 e tem como objetivo, fornecer incentivos para que os agricultores conduzam seu próprio desenvolvimento, obtendo assim, maior rentabilidade.

De acordo com o artigo, novas tendências de inserção de pequenos agricultores no mercado de cafés especiais: produtos orgânicos, comércio solidário e slow food, a proposta do comércio justo é baseada no respeito mútuo, na justiça social e na transparência nas relações comerciais. Visando reduzir a distância entre produção e consumo, suprimindo a figura do intermediário e garantindo, assim, a inclusão dos produtos com uma melhor remuneração para aqueles agricultores que, normalmente, estão em desvantagem nos mercados convencionais.

Através da diferenciação de produtos (mercado solidário) pode-se adquirir um diferencial para incluir a produção de qualidade, sob uma visão consumo baseada na consciência dos consumidores.

Dessa forma, o prêmio adicionado aos produtos especiais, isto é, que se preocupam com a preservação dos recursos naturais e apresentem responsabilidade social, possibilita uma distribuição mais correta dos ganhos entre os atores da cadeia produtiva. Promovendo o bem estar social, o emprego e a melhor distribuição de renda.

Em junho de 2001, em Arusha (Tanzânia) na IFAT (International Federation of Alternative Trade) adotou-se como definição de comércio justo: "... uma parceria comercial baseada em diálogo, transparência e respeito, que busca maior eqüidade no comércio internacional. Que contribuiu para o desenvolvimento sustentável oferecendo a produtores marginalizados melhores condições de troca e maiores garantias de seus direitos" (Beat Grüninger ("Fair Trade": o comércio justo) proferida no HortiBio 2001 - 1º Congresso Brasileiro de Horticultura Orgânica, Natural, Ecológica e Biodinâmica (Resumos)).

Na América do Norte, o movimento se organizou em 1994, criando a organização North American Alternative Trade Organization, cuja denominação mudou no ano seguinte para Fair Trade Federation. Esta Federação estabelece normas para a participação de maneira que ser associado é um certificado de realizar comércio justo. Comercializam principalmente artesanato, mas existe café e chá disponível no mercado. No caso do café, é geralmente orgânico e de sombra (Beat Grüninger ("Fair Trade": o comércio justo) proferida no HortiBio 2001 - 1º Congresso Brasileiro de Horticultura Orgânica, Natural, Ecológica e Biodinâmica (Resumos)).

Os critérios são definidos para cada produto, mas se referem a questões como: preço mínimo garantido, aquisições exclusivas de grupos democraticamente organizados de pequenos produtores, previsão de crédito para a pré-colheita e acordo de compra por prazos longos e não a cada ano.

Os princípios básicos do comércio justo são: pagamento de preços mais altos e mais estáveis do que os do mercado convencional; contratos de longo prazo entre grupos de produtores e consumidores; exigência de transparência, processos democráticos e participativos de tomada de decisões por parte dos produtores; e respeito às normas trabalhistas e ambientais locais e internacionais (Beat Grüninger ("Fair Trade": o comércio justo) proferida no HortiBio 2001 - 1º Congresso Brasileiro de Horticultura Orgânica, Natural, Ecológica e Biodinâmica (Resumos)).

A estimativa da EFTA é que o mercado para produtos de comércio justo movimente atualmente na Europa mais de US$ 300 milhões.

BIBLIOPGRAFIA:

GRÜNINGER, BEAT. "Fair Trade": o comércio justo.

HortiBio 2001 - 1º Congresso Brasileiro de Horticultura Orgânica, Natural, Ecológica e Biodinâmica (Resumos).

OTANI, Malimiria Norico; SOUZA, Maria Célia Martins de; SAES, Maria Sylvia M.

Novas Tendências de Inserção de Pequenos Agricultores no Mercado de Cafés Especiais: Produção Orgânica, Comércio Solidário e Slow Food.

São Paulo: IEA, 2001

Artigo disponível em: www.iea.sp.gov.br/ana_cafe10012.htm

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Fonte: Equipe Portal Orgânico - Jacqueline Camolese de Araújo

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