Analisando a colonização na América do Sul e a banana Dourados, Mato Grosso do Sul

Veja uma análise sobre a origem de povos colonizadores na América do Sul e a ligação com os alimentos Pacova e a Banana Verde. Relatos históricos sobre raças e civilizações que migraram para a América do Sul. A influência que os indígenas sofreram e com a chegada dos europeus ocorreu uma fusão gastronômica.

Biociência On Line
(67) 8112-9799
Rua Ponta Porã, 2407
Dourados, Mato Grosso do Sul
 
Academia Douradense Letras
(67) 422-7997
r João Candido da Câmara, 1, Jardim América
Dourados, Mato Grosso do Sul
 
SENAI Centro de Formação Prof Afranio Fialho de Figueiredo
(67) 422-8383
r Jandaia, 1905, Jardim Rasslem
Dourados, Mato Grosso do Sul
 
SENAI Serv NAC Aprend Ind
(67) 422-8594
r Jandaia, 1905, Jardim Rasslem
Dourados, Mato Grosso do Sul
 
Maria C Lopes
(67) 424-5161
r Dom Pedro I, 1194, Jardim Guanabara
Dourados, Mato Grosso do Sul
 
Sebrac Centro Brasileiro Cursos
(67) 421-1144
av Marcelino Pires, 2768, Centro
Dourados, Mato Grosso do Sul
 
Kumon Matemática
(67) 421-8291
r Hayel BON Faker, 3689, fds, Jardim Caramuru
Dourados, Mato Grosso do Sul
 
Cemente Centro Menor Trab
(67) 421-9274
r Souza, 935, c cs ssl
Dourados, Mato Grosso do Sul
 
Academia de Dança Maria Ester
(67) 421-8480
r Toshinobo Katayama, 2720, Jardim Caramuru
Dourados, Mato Grosso do Sul
 
SENAI Serv Naci Aprend INDI
(67) 421-5547
r Jandaia, 1905, Jardim Rasslem
Dourados, Mato Grosso do Sul
 

Analisando a colonização na América do Sul e a banana

Equipe Portal Orgânico
Chef Renato Caleffi

Relatos históricos sobre raças e civilizações que migraram para a América do Sul. A influência que os indígenas sofreram e com a chegada dos europeus ocorreu uma fusão gastronômica, ao mesmo tempo uma rota de seres denominados Bandeirantes, que foram fundindo hábitos e fatores culturais aos de sobrevivência, gerando uma gastronomia regional.

"Hoje, as perguntas que estão sendo feitas sobre o povoamento da América são: de onde vieram os primeiros colonizadores? Que rota seguiram? A migração foi contínua ou interrompida por lapsos de tempo? Quando ocorreu essa migração, ou quando ocorreram essas migrações?", explica Francisco Salzano, pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), empenhado em desvendar as origens do homem americano por meio da análise genética de grupos indígenas. Para ele, existe o consenso entre os cientistas de que não existiram populações originadas no continente, pois aqui ainda não foram encontrados vestígios muito antigos de fósseis humanos.

Premissas originadas por estudos e pesquisas sobre sítios arqueológicos e suposições

 Na década de 80, a explicação mais aceita era fornecida pelo Modelo das Três Migrações, uma combinação de análises dentária, lingüística e de genética clássica. Segundo esse modelo, três populações originárias da Sibéria e do nordeste-asiático - ameríndios, na-denes e esquimós - adentraram respectivamente o território americano há 11 mil, 9 mil e 4 mil anos.

 Os pesquisadores Francisco Salzano (UFRGS) e Sandro Bonatto (PUCRS), baseados em resultados com mtDNA, sugerem uma entrada única no continente, por volta de 16 mil a 20 mil anos atrás.

 "Modelo dos Dois Componentes Biológicos Principais", segundo a qual houve uma migração não mongolóide, que antecedeu a chegada dos ameríndios, na-denes e esquimós ao continente.

 Analise uma série de crânios encontrados no sítio Lapa Vermelha IV, região de Lagoa Santa, Minas Gerais, escavado por franceses e brasileiros sob a liderança da arqueóloga Annete Laming Emperaire, entre os anos de 1974 e 1976. A morfologia desses crânios apresenta traços característicos aos dos aborígines africanos e australianos, que são distintos dos traços característicos de povos com origem asiática, tais como chineses, japoneses e atuais indígenas americanos.

 A migração mongolóide, pelo estreito de Bering; a migração malaio-polinésia, por mar, para a costa oeste da América do Sul; a migração australiana, que teria alcançado a Patagônia pelo pólo sul; e a migração mais recente, dos esquimós, ligada ao ciclo ártico.

 O continente americano foi povoado por grupos humanos alóctones, que nele penetraram há cerca de dez mil anos, no período correspondente ao neolítico europeu, ou seja, em pleno holoceno.

 Modelo teórico chamado "Clóvis-Primeiro", segundo o qual uma única leva de pessoas adentrou a América aproximadamente a 12 mil anos passou-se a acreditar que dessa cultura descendiam os demais grupos humanos espalhados pelo continente.

 Escavações realizadas na América do Sul indicavam datas de ocupação de períodos contemporâneos aos de Clóvis.

 Ao sul do Chile, foram encontrados vestígios arqueológicos que sugerem uma presença humana há 12.300 anos.

 Os estudos da pesquisadora Anna Roosevelt sobre Pedra Pintada, sítio localizado na cidade de Monte Alegre, Pará, indicam a ocupação do homem na floresta amazônica por volta de 11.300 anos atrás.

 Outro modelo teórico chamado de "Clóvis em contexto". Segundo esse modelo, a cultura Clóvis não era a mais antiga ocupação no continente da qual derivam todas as demais populações americanas.

 Achados em outros sítios arqueológicos espalhados pela América do Sul reforçam a teoria de uma ocupação pré-Clóvis do continente, no final do período Pleistoceno, anterior a 10 mil anos, e no início do Holoceno, nossa atual era geológica.

 Em Taima-Taima, sítio venezuelano, há indícios de presença humana que remontam a 15 mil anos.

 Na Argentina, nos sítios de Piedra Museo e Los Toldos, existem vestígios humanos de aproximadamente 13 mil anos.

 Os sítios de Tibitó, Colômbia, e os de Quebrada Jaguay e Pachamachay, no Peru, possuem datações antigas de até 11.800 anos.

 No Brasil, em Lapa do Boquête, Vale do Peruaçu, e em Lapa Vermelha e Santana do Riacho, Lagoa Santa, todos estes em Minas Gerais, e no Boqueirão da Pedra Furada, São Raimundo Nonato, Piauí, foram encontradas evidências remotas, anteriores a 10 mil anos. Datações feitas a partir de carvões originados de fogueiras e pedras lascadas indicam uma ocupação humana que remonta a cerca de 60 mil anos.

 Para Niéde Guidon, a partir dos vestígios do sítio de Pedra Furada, considerando dados da paleoclimatologia, da paleoparasitologia e da genética, seria possível propor uma teoria sobre a ocupação da América por grupos humanos diferentes, vindo de diferentes regiões, em diferentes épocas, ao longo dos últimos 100 mil anos.

Segundo Vitor Manuel Adrião, licenciado em literatura e filosofia, os paleontológicos acreditam ter havido 4 grandes migrações humanas para o continente americano:

1°) Asiática vindas da Ásia, pelo estreito de behing, ocupando a América do norte;

2°)Australiana, vindas do Pólo Sul pela Patagônia;

3°) Malaio-Polinéisa, vindas da Polinésia a barco até o Peru e navegado até a região central do continente americano;

4°) Esqumó, vindas do Pólo Norte para a América do Norte.

De forma geral todas essas migrações foram raças de origem Altlanta, seja:

1°) Ário-Atlantes, da Meseta do Pmir (Extremo Oriente);

2°) e 3°) Lêmure-Atlantes fugidos ao cataclismas do sudoeste do continente Atlante;

4°) Atlantes do Extremo Norte do continente de UM ou KUSHA (sânscrito), a Atlântida (Raça Amarela e Vermelha)

A origem de povos colonizadores na América do Sul pode estar ligada à Pacova?

O Estreito de Bering é um estreito entre o Cabo Dezhnev, o ponto extremo oriental do continente asiático e o Cabo Prince of Wales, o extremo ocidental do continente americano, com cerca de 85 km de largura e uma profundidade de 30-50 m. O estreito liga o Mar Chukchi (parte do Oceano Ártico), no norte, com o Mar de Bering (parte do Oceano Pacífico), no sul. Tem seu nome do explorador Vitus Jonassen Bering, nascido na Dinamarca e de nacionalidade russa, que atravessou o estreito em 1728. As Ilhas Diomedes situam-se exatamente no meio do Estreito Bering.

Durante as últimas glaciações, com a recessão da água dos oceanos, a área do estreito transformou-se numa ponte natural entre a Ásia e as Américas, denominada atualmente Ponte Terrestre de Bering, por onde poderiam ter chegado à América os povos que primeiro a colonizaram.

O povoamento do continente americano é um enigma a ser decifrada para a compreensão da evolução de nossa espécie, chamada pelos cientistas de Homo sapiens.

Ao deixar a África, onde surgiu aproximadamente entre 200 mil e 100 mil anos, o homem primitivo deu início à sua dispersão territorial e colonizou novos continentes, adaptando-se a novas regiões de clima e recursos naturais variados. Num movimento cuja direção levou ao estreito de Bering, a porta de entrada das Américas, nossos ancestrais deixaram vestígios nos lugares por onde passaram e fixaram residência. Esses locais, conhecidos como sítios arqueológicos foram encontrados em maior número na Europa, Ásia e Oceania do que na América do Norte, Central e do Sul que também são mais recentes. Essa lacuna na história do desenvolvimento humano há muito tempo mobiliza arqueólogos, lingüistas, antropólogos físicos e sociais, biólogos e geólogos, que procuram conhecer a origem, as características e quando e como chegou à América a nossa espécie.

"Mesmo com relação a este último ponto, no entanto, há vozes discordantes. As discussões quanto à região original de migração envolvem ou a Mongólia ou a Sibéria, numa ou mais rotas de migração, que podem ter sido terrestres, interiores, costeiras ou marítimas", diz Salzano.

A origem primitiva do homem americano permanece um mistério para a ciência. Os pesquisadores que procuram desvendá-la, dispõem de escassas evidências e utilizam diferentes bases de referência metodológica (lingüística, arqueológica, antropológica, genética etc), que são difíceis de serem encaixadas num mesmo modelo teórico. De certa forma, as discussões giram em torno de quem possui os dados mais precisos e mais antigos sobre a presença humana em nosso continente. Além disso, os embates científicos parecem estar polarizados pelas velhas teorias de colonização e os novos vestígios arqueológicos encontrados na América do Sul. Para Niéde Guidon, as teorias sobre a ocupação da América dos anos 50 eram baseadas na falta de dados. "Os dados foram surgindo, mas muitos ficaram aferrados a uma teoria sem bases. Os conhecimentos sobre a pré-história da Europa, da África, mudaram e muito. A cada ano temos novos recuos para o aparecimento do gênero Homo, para as relações genéticas entre Homo e os outros grandes primatas africanos.

Somente a teoria americana sobre o povoamento da América não pode ser tocada. Em alguns artigos recentes, a submissão é tal que somente o que é feito pelos americanos pode ser considerado", comenta a arqueóloga.

O arqueólogo André Prous (UFMG), que participou da missão franco-brasileira para a escavação do sítio de Lapa Vermelha IV, onde foi encontrada a Luzia, acrescenta que a determinação de um período para a ocupação do homem na América depende da descoberta de sítios arqueológicos devidamente escavados e interpretados. Diz ele, "o dia em que tivermos sítios, se é que eles irão aparecer, mais antigos e em boas condições, já com vestígios inquestionáveis, com estratigrafias claras e datações precisas, teremos dados mais seguros sobre uma presença bastante primitiva do homem em determinada região. Para isso, é preciso multiplicar os números de pesquisas, procurar supostos sítios pleistocênicos com vestígios preservados etc.

Teríamos que ter uma multiplicidade de estudos arqueológicos a esse respeito, pois as pesquisas acadêmicas sobre o tema são raras. Além disso, no final, devemos contar com boa dose de sorte para achar esses locais".

Tratando-se de uma região de fronteira entre duas grandes formações brasileiras, o escudo pré-cambriano da depressão periférica do São Francisco e a bacia sedimentar Maranhão Piauí do período devoniano-permiano, haveria uma profusão de ecossistemas diferentes, o que aumentaria a quantidade e diversidade dos produtos naturais disponíveis. Esse fato poderia ser o gerador de condições favoráveis para o desenvolvimento de culturas diferentes e, principalmente, de grandes culturas nesta região. Estudamos também todo o processo de evolução climática e da paisagem, desde a chegada do homem até hoje.

Na década de 80, a explicação mais aceita era fornecida pelo Modelo das Três Migrações, uma combinação de análises dentária, lingüística e de genética clássica. Segundo esse modelo, três populações originárias da Sibéria e do nordeste-asiático - ameríndios, na-denes e esquimós - adentraram respectivamente o território americano há 11 mil, 9 mil e 4 mil anos.

Os pesquisadores Francisco Salzano (UFRGS) e Sandro Bonatto (PUCRS), baseados em resultados com mtDNA, sugerem uma entrada única no continente, por volta de 16 mil a 20 mil anos atrás. Mas Salzano explica que tais projeções sobre o tempo de presença do homem na América variam conforme a base de referência utilizada para estudos nesse sentido. Citando o exemplo da genética, o pesquisador diz que algumas pesquisas baseadas em análises do cromossomo Y, por exemplo, propõem números diferentes de migrações colonizadoras, uma ou mais, que ocorreram em épocas distintas.

Pesquisas em antropologia física, baseadas no estudo da morfologia craniana, também apresentam modelos distintos de ocupação da América, sugerindo a existência de quatro ondas migratórias ocorridas em períodos diferentes. Os pesquisadores Walter Neves e Mark Hubbe, ambos da USP, defendem a idéia de que uma população distinta dos atuais índios americanos adentrou o continente através do estreito de Bering aproximadamente a 15 mil anos. Essa hipótese faz parte da teoria denominada "Modelo dos Dois Componentes Biológicos Principais", segundo a qual houve uma migração não mongolóide, que antecedeu a chegada dos ameríndios, na-denes e esquimós ao continente.Essa teoria é sustentada pelo antropólogo físico Walter Neves desde meados dos anos oitenta, época em que ele analisou uma série de crânios encontrados no sítio Lapa Vermelha IV, região de Lagoa Santa, Minas Gerais, escavado por franceses e brasileiros sob a liderança da arqueóloga Annete Laming Emperaire, entre os anos de 1974 e 1976. A morfologia desses crânios apresenta traços característicos aos dos aborígines africanos e australianos, que são distintos dos traços característicos de povos com origem asiática, tais como chineses, japoneses e atuais indígenas americanos.

A idéia de que o território americano foi ocupado por populações de componentes biológicos distintos ganhou visibilidade com a publicação, em 1998, de um estudo feito por Neves a partir de um esqueleto encontrado na Lapa Vermelha, considerado um dos mais antigos encontrados na América. Com a idade entre 11 mil e 11.500 anos atrás, esse esqueleto pertencia a uma mulher jovem batizada pelos arqueólogos de Luzia. O estado de conservação de seu crânio permitiu a realização de uma reconstituição facial, cuja aparência revela traços semelhantes aos de africanos e australianos. Origem das populações pré-colombianas. A hipótese da autoctonia do homem americano está hoje definitivamente afastada pelos seguidores das duas correntes teóricas que forneceram as contribuições mais importantes sobre o tema. Segundo Ales Hrdlicka, apoiado por outros autores da escola americana (William Henry Holmes, Alfred Louis Kroeber, Franz Boas, Clark Wissler, entre outros), por Paul Rivet e outros adeptos da escola histórico-culturalista francesa, o continente americano foi povoado por grupos humanos alóctones, que nele penetraram há cerca de dez mil anos, no período correspondente ao neolítico europeu, ou seja, em pleno holoceno.

Para Hrdlicka, povos mongolóides penetraram em terras americanas em ondas migratórias sucessivas, pelo estreito de Bering. Rivet admite a possibilidade de quatro grandes deslocamentos humanos: a migração mongolóide, pelo estreito de Bering; a migração malaio-polinésia, por mar, para a costa oeste da América do Sul; a migração australiana, que teria alcançado a Patagônia pelo pólo sul; e a migração mais recente, dos esquimós, ligada ao ciclo ártico. Apesar das evidências dessas migrações, demonstradas por pesquisas antropológicas, arqueológicas e lingüísticas, as culturas desenvolvidas na América apresentam-se, no entanto, tão distanciadas das culturas asiáticas que é possível encará-las como produto da experiência acumulada no novo habitat.

Entre as hipóteses mais aceitas para a colonização das Américas está a que estabelece que a migração principal foi a de elementos mongolóides da Ásia em levas sucessivas, através do Ponte Terrestre de Bering. Admite-se também que uma imigração menor, equivalente a 1 - 2% teriam vindo da Malanésia ou Sudeste Asiático.

No caso do Brasil, a descoberta de um fóssil humano apelidado de Luzia, em Minas Gerais, colocou dúvidas quanto a esta hipótese, já que a pertence a uma mulher com nítidas características polinésias, indicando que deve ter havido alguma forma de povoamento vindo do Pacífico Sul. Há uma teoria que diz que o Homem se espalhou pelas Américas a uma velocidade de cerca de 1 km/ano. Para chegar do Alasca a Santarém (Pará), no Brasil, uma viagem de cerca de 20000 km, os homens teriam levado pelo menos 20000 anos no trajeto. Sítios arqueológicos brasileiros muito antigos foram achados desde São Raimundo Nonato no Piauí (de aproximadamente 60000 anos) até à região dos pampas (com mais 10000 anos). Nessa última região já foram inclusive achados fragmentos de ossos de um Megaterium, com aparentes marcas da ação humana.

A aparente contradição entre a data de migração pela Beríngia e a idade do homem mais velho na América do Sul nos remete às hipóteses de uma extensão do povoamento a partir das ilhas do Pacífico, talvez vindos da África ou a erros técnicos de datação do material do Piauí. Todavia, no Brasil, além dos restos do Piauí, temos também um antiqüíssimo conjunto achado na região de Lagoa Santa (Minas Gerais), possivelmente os representantes do antigo grupo lingüístico do país - Macro Jê -, cujos descendentes mais próximos hoje seriam os índios cariris e botocudos.Um achado interessante desse possível contato são os desenhos da Toca do Boqueirão, no Sítio da Pedra Furada, também no Piauí, que parecem representar uma cena de ataque dos terríveis felinos que já habitaram nosso continente. As concepções dos atuais índios que habitam a região nordeste do país, a exemplo dos cariris, apesar de bastante modificadas, ainda podem se constituir num elemento útil para decifrarmos tais representações com uma estratégia conjetural. Uma interpretação sobre os desenhos da figura humana desses povos revela uma surpreendente complexidade que pode muito bem corresponder a um mapa das sensações corporais e/ou uma concepção de corpo e espírito. Os encantados são descritos pelos cariris, em geral, como homens descomunais, ferozes e implacáveis, de feição rude e olhos esbugalhados, verdadeiramente assustadores, segundo o antropólogo Nascimento, que estudou em sua tese para Mestrado na Universidade Federal da Bahia os rituais e identificação étnica dos índios do nordeste a partir das concepções de um grupo remanescente - os cariris de Mirandela (Bahia) em 1994.Segundo esse autor, também caracterizam o "gentio bravo" ou seus antepassados que ainda vivem no mato. Estudos descrevem também a vida dos povos nômades que antecederam os índios, no início da era cristã, no litoral Norte Paulista.

Nota: É proibida a reprodução deste texto em qualquer veículo de comunicação sem a autorização expressa do autor. Só serão permitidas citações do texto desde que acompanhadas com a referência/crédito do autor.


Fonte: Chef Renato Caleffi

Clique aqui para ler este artigo na Portal Gastronomia