Agricultores familiares aderem a produção orgânica Manaus, Amazonas

"Mais agricultores familiares terão acesso à tecnologia de produção de alimentos orgânicos". O projeto Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (Pais) ganhou mais um reforço para a orientação e sensibilização de agricultores. Leia mais no artigo abaixo.

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Agricultores familiares aderem a produção orgânica

Publicidade "Mais agricultores familiares terão acesso à tecnologia de produção de alimentos orgânicos"

Publicação tem linguagem simples e usa fotografias e desenhos para ilustrar

Pai Pedro - O projeto Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (Pais) ganhou mais um reforço para a orientação e sensibilização de agricultores. Foi lançada, na cidade de Pai Pedro, norte de Minas Gerais, a cartilha do programa. "O objetivo é aumentar o acesso às informações sobre essa tecnologia, disseminá-la", explica a coordenadora do projeto, Newman Costa.

A publicação, que tem linguagem simples e é ilustrada com desenhos e fotografias, foi feita em uma parceria entre a Unidade de Atendimento Coletivo - Agronegócios e Territórios Específicos do Sebrae Nacional, a Fundação Banco do Brasil e o Ministério da Integração Nacional.

"O Sebrae não acredita na agroecologia apenas porque o produto orgânico é valorizado entre 20% a 30% em relação ao convencional ou porque é um mercado que não para de crescer ao longo dos anos. Acreditamos porque todos desejam viver mais e melhor", afirmou Juarez de Paula, gerente da Unidade de Atendimento Coletivo - Agronegócios e Territórios Específicos, durante o lançamento da cartilha, na última sexta-feira (14).

Segundo o presidente da Fundação Banco do Brasil, Jaques Pena, o momento é de começar a colher resultados. "As unidades já estão produzindo, o projeto está brotando país afora. Isso é muito importante porque serve como demonstração de uma tecnologia social que é para ser disseminada", afirma.

O ator e produtor de orgânicos Marcos Palmeira acredita que a combinação de respeito à natureza e sustentabilidade social se integram. "O objetivo é o homem que trabalha a terra", diz. Segundo ele, o sucesso da iniciativa está na simplicidade. "Não acredito em projetos caros, de grandes dimensões. A agroecologia é viável", afirma.

O método de manejo criado pelo agrônomo Aly Ndiaye propõe o cultivo em círculos concêntricos de vários tipos de vegetais de maneira integrada e sem uso de agrotóxicos. A irrigação feita por gotejamento e o uso de folhas secas sobre a terra diminui a necessidade de água e, por isso, o projeto está sendo aplicado nas regiões semi-áridas do Nordeste, no Norte de Minas, que também tem clima semi-árido, e em Goiás. Até o final do ano, 1.080 unidades estarão produzindo em 36 municípios de 12 estados.

Cada família participante recebe um kit contendo mangueiras, caixa d´água, bomba para irrigação, mudas, sementes e arame para confecção de cerca. O custo é de R$ 3.650 por unidade e o investimento total é de R$ 6 milhões. O projeto também dá acompanhamento técnico à implantação.

Eficiência mantida

A ausência de agrotóxicos não implica em perda de eficiência se o produtor cultivar da maneira certa. "Não existe mais orgânico pequenininho, feinho. Se aplicar o manejo corretamente, a planta produz bem", defende Aly Ndiaye. "A produção é boa e, além de ganhar no preço, economizo na compra dos venenos", defende o produtor Denizon dos Santos, que recebeu em sua propriedade uma unidade piloto do Pais. As pragas são controladas com remédios caseiros baseados no controle biológico. "A gente aprende que não existe praga. Existe um desequilíbrio do sistema", ensina o produtor Marcos Palmeira.

O agricultor Denizon dos Santos deixava de lado seus dois hectares de terra em Pai Pedro para trabalhar como peão em outras fazendas porque a produção não cobria as necessidades da família. "Antes, a gente dependia do dinheiro para comer. Se tivesse como comprar, comprava. Se não, era só esperar. Hoje vivemos de barriga cheia", conta. Além de garantir a alimentação da casa, Denizon ganhou a preferência das donas de casa da cidade na hora de comprar hortaliças. O que sobra da produção garante uma renda de cerca de R$ 300 por mês.

O plano de implantação do Pais foi concebido em etapas sucessivas. A primeira visa garantir a segurança alimentar da família que cultiva. "Na segunda ou terceira safra, já há um excedente para comercialização", explica Juarez de Paula. O projeto então entra na segunda etapa, onde o Sebrae irá apoiar os agricultores na comercialização.

"Será importante encontrar os melhores mercados regionais, ajudar na formação de preço e na gestão", diz. A terceira etapa será a criação de pequenas agroindústrias para adequar o produto às condições de consumo. "Por isso, a idéia de ter mais unidades do Pais em uma mesma região", observa Juarez de Paula.

Fonte: ASB

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