Acompanhamento de crianças com câncer Macapá, Amapá

O artigo avalia o trauma das crianças portadoras de câncer. A autora, Anne Caroline, sugere que o tratamento deve levar em consideração fatores emocionais desses pacientes. Cheque quais são os argumentos que propõe um treinamento especial de enfermagem para a doença.

Paulo Roberto Balbino
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Especialidade
Patologia Clínica/Medicina Laboratorial

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Acompanhamento de crianças com câncer

Érica Cordeiro Lima*

Anne Carolline G da Silva Portugal**

RESUMO

A presente monografia tem como tema:o Cuidado de enfermagemjunto à família da criança com câncer. No Brasil, o câncer infantilatinge mais de cinco mil crianças e adolescentes, levando a mais de dois milóbitos por ano nas idades de 0 a19 anos (INCA, 2007).Esta pesquisa foimotivada pela experiência de ter acompanhado e assistido uma paciente comcâncer e pelo desejo de relacionar esta assistência aos familiares de criançasque possuem esta doença. Tem-se como objetivo geral analisar a literaturacientífica nacional sobre o Cuidado deenfermagem junto à família da criança com câncer. Como objetivo específico visacompreender a assistência de enfermagem prestada aos familiares decrianças com câncer que estão em tratamento da doença, assim como analisar comoestes profissionais podem contribuir para uma assistência humanizada junto aessas famílias.O método utilizado foi àpesquisa descritivo-exploratória. E quanto aos meios de investigações coube apesquisa bibliográfica. Os resultados foram apresentados em quatro temas:Câncer infantil; Impacto do diagnostico do câncer infantil no sistema familiar;A criança hospitalizada com Câncer; O cuidado de enfermagem centrado na criançae sua família. Os resultados evidenciaram que a equipe de Enfermagem necessitaoferecer informações e apoio contínuo as famílias para ajudá-las a enfrentar assituações estressantes, de modo que possam colaborar e participar ativamentedesta problemática, colaborando assim, para uma assistência de enfermagemhumanizada, que considere o cuidado de acordo com a singularidade de cada caso.

Palavras Chaves: Câncer infantil. Família. Cuidadosde enfermagem. Enfermagem familiar.

1 Introdução

O câncer é uma doença degenerativa resultante do acúmulo delesões no material genético das células, de proporções graves pois ameaça avida. Ele pode afetar qualquer parte do organismo, atacando pessoas de todas asidades, ocorrendo quase com a mesma proporção para ambos os sexos.

O câncer traz efeitosfísicos, psicológicos e emocionais devastadores, causando desorganização navida dos que são diretamente atingidos por ele, o próprio paciente econseqüentemente sua família.

No Brasil, o câncer infantil atinge mais de cinco milcrianças e adolescentes, levando a mais de dois mil óbitos por ano nas idadesde 0 a 19anos, verificando-se um progressivo aumento de casos. O câncer é uma doença deimpacto negativo na vida dos pacientes e de seus familiares. De acordo com oInstituto Nacional do Câncer (INCA), em 2008 acontecerão 466.730 novos casos dadoença. Embora o Ministério da Saúde divulgue a cura em 70% dos casos,atribuídos aos avanços no diagnóstico e tratamento da doença, afirma também queisso só pode ser conseguido quando o diagnóstico é precoce e a criança recebe odevido tratamento em instituição especializada (INSTITUTO NACIONAL DO CÂNCER,2003). Por outro lado, o difícil acesso à informação e atendimento nos serviçosde saúde, retarda o diagnóstico e dificulta o tratamento e a cura.

O diagnóstico de uma doença crônica é um eventodesestabilizador em qualquer fase do ciclo. Quando uma criança é acometida poruma doença grave, o abalo parece ser ainda maior. Um diagnóstico precoce égeralmente difícil de ser alcançado na maioria dos tumores nas crianças, pois aprogressão da doença desde o início é silenciosa, muitas vezes os sinais esintomas só aparecem quando a doença está instalada.

Entende-se que asituação da doença abrange os aspectos físicos, psicológicos e sociais de todafamília, fazendo com que a mesma mude seu ritmo de vida, relacionando-se de talforma com a criança doente que perde suas identidades e individualidades,apropriando-se do estado clínico da criança e vivendo-o de forma intensa eabalada.

Segundo Penna (2004),

As famílias exercem grande influência sobre o curso dadoença no paciente, sobretudo quando este é uma criança. Se bem orientadas,poderão auxiliá-lo na utilização de seus recursos de adaptação de forma maiseficaz, respeitando suas possibilidades e limitações individuais, daí aimportância de uma equipe bem qualificada para oferecer ao paciente e suafamília o acolhimento de que necessitam.

Para Silva (2000), de um modo geral, o câncer gera crise nogrupo familiar porque o 'novo' se apresenta de maneira radical e repentina. Adoença impõe ao paciente e sua família mudanças em sua rotina, nos papéis atéentão desempenhados, exige busca de estratégias para enfrentar o problema, mudançade posturas, atitudes e comportamentos. Quando o paciente oncológico for umacriança, seus pais terão de enfrentar uma nova rotina de decisões e novidades,o que, conseqüentemente, afetará o cotidiano familiar.

A famíliarepresenta um importante apoio aos seus membros no processo saúde-doença. Comoconseqüência, ela tem assumido os cuidados diários necessários no processoterapêutico, no âmbito domiciliar e também durante os episódios dehospitalização. É no âmbito familiar significativo que a criança busca apoio,orientação, referência de tempo, proteção para o desconhecido e para osofrimento. Se a criança pode contar com esta assistência e dos cuidados deenfermagem, poderá ser mais capaz de suportar os sofrimentos e ansiedadessurgidas durante a doença e a hospitalização.

A atuação do enfermeiro junto ao cliente e familiaresabrange cuidados nos diversos níveis de atendimento à saúde que incluem:atuação nos níveis de prevenção primária, secundária e terciária; planejamentoe implementação de intervenções apropriadas ao cliente e família; atualizaçãodos conhecimentos técnico-científicos, aplicando-os a clientela e atuação juntoà equipe interdisciplinar. Entretanto, percebe-se um desafio específico nocuidar do cliente com câncer e sua família, uma vez que tal enfermidade carreiasentimentos de dor e morte fortemente acentuados em nossa sociedade. (SMELTZER& BARE, 2000).

O cuidado deve ser sentido, vivido. E para que o cuidadoseja integrado no nosso dia-a–dia é preciso absorvê-lo, permitir que ele façaparte de nós mesmos, transformá-los em estilo de vida.

Para Waldow, (2005) a ação do cuidar na enfermagem, é"talvez a única ação plenamente independente da enfermagem, já que não admiteprescrição, pois não se prescreve como se relacionar, como se comportar. Elepoderá ser sugerido, mas não prescrito, já que é da essência do ser".

O enfermeirodesempenha um papel importante na explicação do sistema de saúde à família. Osenfermeiros também devem prestar assistência ao entendimento, as necessidades eàs preocupações da família e devem ajudá-las nas suas preferências eprioridades no plano de tratamento.

Neste sentido, há quese reconhecer que o núcleo familiar e o cuidado de enfermagem junto à famíliada criança com câncer, constituem em seu conjunto, o lócus ideal à recuperação da saúde da pessoa portadora de umadoença crônica, especialmente em se tratando de crianças.

Conhecer a experiência da família nas crises, a sobrecargaque a doença provoca e a qualidade de vida que se consegue obter no dia-a-diapossibilitam que os enfermeiros, cientes das estratégias utilizadas pelasfamílias, ofereçam apoio e discutam as melhores alternativas para oenfrentamento da situação de doença (ANGÊLO, 1999).

Poucostrabalhos têm avaliado a relação família-paciente com câncer ao mesmo tempo, amaioria dos trabalhos publicados avalia a família após a morte do paciente comcâncer, no período de luto. Pouco se conhece sobre os cuidados de enfermagemjunto à família da criança com câncer. A partir do contexto descrito acima, daexperiência de ser filha de uma paciente com câncer e movida pelo desejo detrabalhar com crianças portadoras dessa doença, desencadeou a motivação emrealizar esta pesquisa. Diante do processo de adoecimento de um paciente adultoassistido por mim em um hospital geral, surgiu o questionamento: como éprestada à assistência de enfermagem junto à família da criança com câncer?

Diante desse paradigma, buscou-se analisar a literaturacientífica nacional sobre o Cuidado deenfermagem junto à família da criança com câncer para assim, compreendere descrever a assistência prestada aos familiares das crianças que estão emtratamento e como estes profissionais, mesmo diante das dificuldades vividaspelos pacientes, podem contribuir para um cuidado humanizado junto à essasfamílias. Vale destacar que esse trabalho é de suma importância no processo deenfrentamento e superação da problemática enfrentada no ambiente doméstico.

Visamos tambémcolaborar com a sociedade quanto à relevância deste assunto, a fim de levar areflexão sobre a importância do cuidado que o enfermeiro deve desenvolver juntoà família da criança com câncer, bem como a forma de agir e conseqüentemente seposicionar no processo evolutivo da doença. Divulgar como a enfermagem podeintervir para que essa patologia seja menos dolorosa, contribuindo desta forma,para que os profissionais conscientizem-se de seu papel e compromisso acercadessa problemática.

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