A importância da qualidade da alimentação na terceira idade Macapá, Amapá

A Terceira Idade é um tema que vem adquirindo no Brasil um destaque cada vez maior. As estratégias para o envelhecimento com saúde incluem: qualidade de vida, alimentação saudável...etc. Aprenda mais no artigo abaixo.

Sandoval Almeida Sandim
(96) 242-3630
av Raimundo Antônio Machado, 533
Macapá, Amapá
 
Supermercado Pierre
(96) 223-2868
psg Rio Branco, 18, Central
Macapá, Amapá
 
Minibox Querência
(96) 251-1912
r Julio Pereira, 910
Macapá, Amapá
 
Mercantil Congos
(96) 242-2356
r Benedito Lino do Carmo, 360, Buritizal
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Alberto Alcolumbre
(96) 223-3287
av Ernestino Borges, 1047, Laguinho
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Supermercados Fortaleza Hiper
(96) 223-9077
r Leopoldo Machado, 2334, Jesus De Nazaré
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Mecal Mercantil Caduceu Ltda
(96) 222-5187
av Procópio Rola, 713, Central
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Cerealista Timbiras
(96) 242-9211
av Timbiras, 789, Beirol
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Branderly Barriga Dias
(96) 241-2775
psg Jovino Dinoa, 3904, Laguinho
Macapá, Amapá
 
Supermercados Fortaleza Filial
(96) 223-2725
r Leopoldo Machado, 1148, Jesus De Nazaré
Macapá, Amapá
 

A importância da qualidade da alimentação na terceira idade

Sabe-se que os hábitos alimentares são arraigados na vida dos indivíduos e transmitidos de gerações em gerações, através dos tempos, de forma tão forte, que muitas vezes se torna difícil a adequação de uma alimentação balanceada que forneça saúde e prazer ao mesmo tempo. Pesquisas na área da saúde comprovam a estreita relação entre uma alimentação inadequada e doenças como: obesidade, diabetes, hipertensão arterial, anorexia, cardiopatias e outras, que vem aumentando em muitos países incluindo o Brasil (FRANK; SOARES, 2004).

A alimentação saudável depende de fatores sócio-econômico culturais, fisiopatológicos, psicológicos e cognitivos. O idoso necessita adaptar seu hábito alimentar à sua nova condição imposta pela idade, ou seja, ele deve se alimentar, não da mesma forma que o fazia quando jovem, e sim modificando o seu cardápio para alimentos que contenham substâncias com propriedades nutritivas e que não sejam hipercalóricos. Para tal há a necessidade de orientação por profissionais capacitados, dentre eles o nutricionista, que pode estimular à mudança na alimentação, de forma adequada à nova demanda inerente ao envelhecimento. Pode ainda, oferecer o suporte necessário para a formação de novos hábitos alimentares, deixando evidente o cuidado nas preparações dos alimentos que podem precisar de ajustes e restrições, conforme a necessidade do idoso (FRANK; SOARES, 2004).

Todavia, não se pode dizer que, hoje em dia, as pessoas estejam desinformadas sobre alimentos que lhes tragam benefícios e os que prejudicam a sua saúde. Prova disso é que quando se questiona uma pessoa sobre a sua alimentação, ela parece repetir um verso decorado: “como bastante salada, fruta e peito de frango grelhado”. Mas mesmo assim as doenças relacionadas à alimentação inadequada continuam crescendo, o que nos leva a crer que esse discurso fica na maioria das vezes só na teoria

Em um país onde existem milhões de pessoas passando fome, parece ser contraditório o grande número de obesos. Foi-se o tempo em que “gordura” era sinal de saúde. A desnutrição pode ser concomitante ao sobrepeso ou a obesidade, ao contrário do que se pensa, ela não está relacionada somente a magreza e sim um estado mórbido secundário a uma deficiência ou excesso, relativo ou absoluto, de um ou mais nutrientes essenciais (MAHAN; STUMP, 2003).

Apesar de a mídia divulgar semanalmente pautas sobre alimentação saudável e qualidade de vida, a desnutrição, também está em ascendência na população idosa. A mesma mídia que esclarece, corrompe os consumidores com um bombardeio de ofertas de produtos prontos, cheios de conservantes, que prometem rapidez e praticidade sem se preocupar muito com a saúde de quem os consome.

Muitas vezes o argumento usado para uma alimentação inadequada é a falta de recursos financeiros, porém o desperdício no Brasil alcança níveis altíssimos. Talos e folhas ricos em nutrientes que poderiam estar incrementando as preparações e as deixando mais saborosas, nutritivas e baratas, são jogados fora sem o menor critério, ao mesmo tempo em que cresce o consumo por produtos industrializados com maior custo. Os índices de desperdício de alimentos no Brasil, um país com 46 milhões de famintos batem recordes mundiais. Estudo realizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA, 2003) no Centro de Agroindústria de Alimentos mostra que o brasileiro joga fora mais do que aquilo que come. Em hortaliças, por exemplo, o total anual de desperdício é de 37 quilos por habitante. Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que, nas dez maiores capitais do Brasil, o cidadão consome 35 quilos de alimentos ao ano, dois a menos do que o total que joga no lixo (SESC/DN, 2003).

Por outro lado, é comum ver pessoas idosas, que vivem sozinhas, consumirem alimentos industrializados como “macarrão instantâneo” por não se sentirem motivadas a prepararem uma refeição saudável para comerem sozinhas.

Os malefícios do consumo exagerado de produtos industrializados causam prejuízos a curto, médio e em longo prazo. Isto pode ser evidenciado pela grande quantidade de lixo que esses produtos geram pelo excesso de embalagens de plásticos, metais, vidros e outros. Estas embalagens levam milhares de anos poluindo o solo e dessa forma, dificultam o desenvolvimento sustentável impedindo que os indivíduos usufruam dos recursos naturais sem destruí-los, conservando-os para garantir a sobrevivência de gerações futuras (DIAS, 2003).

As diretrizes do Sistema Único de Saúde – SUS tem como uma de suas prioridades o compromisso público da construção do PACTO PELA SAÚDE 2006, tendo dentre seus componentes o PACTO PELA VIDA, que abrange dentre outros os seguintes itens (BRASIL, 2006):

Item A - SAÚDE DO IDOSO: implantar a Política Nacional de Saúde da pessoa idosa, buscando a atenção integral.

Item E- PROMOÇÃO DA SAÚDE: elaborar e implantar a Política Nacional de Promoção da Saúde, com ênfase na adoção de hábitos saudáveis por parte da população brasileira, de forma a internalizar a responsabilidade individual da prática de atividade física regular, alimentação saudável e combate ao tabagismo.

Desse modo, tudo isso nos faz pensar em formas mais eficientes, algo que realmente sensibilize e leve a uma tentativa de mudança no comportamento alimentar do idoso.

Referencias

FRANK, Andreá A.; SOARES Eliane A. Nutrição no Envelhecer. São Paulo: Editora Atheneu, 2004. p. 3, 211 a 260.

MAHAN, L. Katheen; STUMP, Sylvia Escott. Krause: Nutrição & Dietoterapia.10. ed. São Paulo: Roca, 2003. p.286.

SESC/DN. Banco de Alimentos e Colheita Urbana: Aproveitamento Integral dos Alimentos. Rio de Janeiro: 2003. p. 45.

DIAS, Genebaldo Freire – Educação Ambiental - Princípios e Práticas - 8ª ed. São Paulo: Gaia, 2003. p. 46 a 49.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Envelhecimento e saúde da pessoa idosa / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica – Brasília: Ministério da Saúde, 2006. p. 24 - 26.

Marcia Piazza

Nutricionista Clínica e Personal Diet

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