A Inclusão de portadores de necessidades especiais Montes Claros, Minas Gerais

A educação inclusiva é o tema desse artigo direcionado para pessoas portadoras de necessidades especiais. O autor descreve a metodologia de programas de educação física para o ensino médio. Entenda o que diz a declaração de Salamanca.

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A Inclusão de portadores de necessidades especiais

*Fernando Augusto C. Siqueira

Resumo: A Educação inclusiva é hoje um dos desejos de uma sociedade que ainda estigmatizar e discrimina seus especiais. O maior desafio e transformar a mentalidade preconceituosa instalada,desencadeando um movimento coletivo de ao longo dos anjos,através da ação de profissionais da educação, mudar e reverter esse quadro. Para incluir, destacamos que a inclusão das pessoas portadoras de necessidades educativas especiais é benéfica. No entanto, a inclusão escolar não é um processo rápido,automático e sim um processo gradativo, além de ser responsabilidade de toda sociedade, que deve sentir-se comprometida, viabilizando assim , a plena integração do indivíduo.

Palavra-Chave: Inclusão,Integração,Educação.

A diversidade humana é muito ampla. Mesmo assim, existem pessoas que ainda não compreenderam, muito bem, as diferenças e as deficiência que todos possuem, gerando estigmas, preconceitos e impondo rotulações como é o caso de pessoas de necessidades educativas especiais.

A inclusão escolar

A educação inclusiva se caracteriza como processo de incluir os portadores de necessidades educacionais especiais ou com distúrbios de aprendizagem na rede regular de ensino, em todos os seus graus, pois nem sempre a criança que é esses alunos são considerados portadores de necessidades educativas especiais. Com efeito o contato que passamos a ter com outras formas de pensar e agir, nos colocam frente a mudanças e alterações no pensar da sociedade, implicando em mudanças também na constituição do homem. A educação inclusiva levará a transformação da representação da criança e do jovem sobre a deficiência, pois educando e crescendo juntos aos "diferentes," compreenderá a heterogeneidade, já que o trabalho é voltado para a homogeneidade.leva a diversidade humana, deveria ser o eixo ético do ser humano, mas parece ser difícil falar de ética com alguém totalmente diferente de você. Esta vivênciaacredita-se que a escola pode sim propiciar ao cidadão, senão deixa de ser escola.

A inclusão é conseqüência de uma escola de qualidade, isto é uma escola capaz de perceber cada aluno com um estigma a ser desvendado. O que percebe é que a criança especial na escola inclusiva hoje, denuncia a falência do sistema escolar, e a má gestão. O que se verifica é que os professores não sabem o que fazer, o leva a uma formação continuada inadequada ou inexistente do professor, outro ponto de dificuldade é a falta de relacionamento da escola com a família, a escola ainda encontra-se muitas vezes fechada à comunidade para discussão da perspectiva inclusiva. Essa entre tantas outras situações no sistema brasileiro escolar, tem representado apenas a abertura das portas das escolas para educação inclusiva, mas ainda tem um despreparo.Acreditamos que dentro deste contexto observa-se que muitos portadores de necessidades educacionais especiais vivem em forma de isolamento social, pois vivem dentro da estrutura familiar e estas costumam segrega-los, fazendo com que eles fiquem esquecidos, ao invés de incluí-los.A crítica ao sistema de ensino brasileiro, é que o princípio da integração é utilizado, mas para constituir classes especiais em escolas regulares,ou seja, apóia-se a educação inclusiva, mas as crianças portadoras de deficiência e as ditas normais continuam excluídas das oportunidades de integração, convivência e inclusive de afeto.

As escolas inclusivas devem atender a todos, a Declaração de Salamanca diz que:

"O princípio fundamental das escolas inclusivas consiste em que todos os alunos devam aprender juntos sempre que possível, independentemente das dificuldades e das diferenças que apresentem. As escolas inclusivas devem reconhecer e satisfazer as necessidades diversas dos seus alunos, adaptando aos vários estilos e ritmos de aprendizagem, de modo a garantir um bom nível de educação para todos, através de currículos adequados, de uma boa organização escolar, de estratégias pedagógicas, de utilização de recursos e de uma cooperação com as respectivas comunidades, é preciso portanto, um conjunto de apoio de serviços para satisfazer o conjunto de necessidades especiais dentro da escola."

Cabe então a escola criar estratégias para incluir esses alunos no ensino regular reconhecendo as necessidades individuais de cada um. É importante que a mesma junta aos seus profissionais aceite as novas estratégias de ensino. Diferente de muitos outros paísesa inclusão no Brasil ainda está engatinhando, o sucesso escolar é não só um mérito dos alunos, mas também dos professores, que de uma maneira ou de outra deverão criar metodologias e novidades estratégicas de ensino,mas em alguns casos,para que se consiga atingir os objetivos é necessário que tenha um serviço de apoio funcionando, que em parágrafos da LDB no artigo 58 quando diz que:

"1° Haverá quando necessário,serviços de apoio especializado, na escola regular, para atender às peculiaridades da clientela de educação especial.

2° O atendimento educacional será feito em classes, escolas ou serviços especializados,sempre que em função das condições específicas dos alunos, não for possível a sua integração nas classes comuns de ensino regular."

Será que os professores estão sendo apoiados, para que de fato possam trabalhar na perspectiva da educação inclusiva sem prejudicar o desenvolvimento dos alunos.até quando o atraso e a lentidão na aprendizagem podem gerar uma insatisfação, um fracasso e até mesmo uma evasão dos alunos da escola. Dar-se aí o papel das escolas e dos professores, de levar os aluno a aprender a viver socialmente, pois a escola é um espaço de transformação social, seja ela para crianças especiais ou não.

Segundo Ceccon, a escolaestá dentro da sociedade quando mexemos na escola,estamos mexendo na sociedade acreditar-se que a partir da escola inclusiva haverá uma maior aceitação das crianças com necessidades especiais na comunidade, não se pode mais ignorar a urgência de universalização da cidadania, que por sua vez, requer uma nova ética e, por seguinte, uma escola de educação e cidadania para todos.

Como fica a Educação Física

A educação física escolar, até décadas atrás apresentava um modelo físico (corpo), a aptidão física e desempenho e o mais importante, desprezando muitas vezes os aspectos sociais, cognitivos e afetivos. O relevante dentro das aulas de educação física escolar era o esporte de rendimento, ou seja, o aluno deveria apresentar um bom desempenho e habilidades não só nas aulas,mas também nos jogos e em determinadas modalidades esportivas, levando o aluno a ser quaseum atleta. Desta forma a educação física escolar apresentava um modelo excludente , por apresentar aulas com métodos de ensino por repetição, o que tornava essas mais monótonas, sem uma preocupação com a participação de todos os alunos.

Com os avanços teóricos na educação e também na educação física, novas abordagens vêm surgindo, e a LDB e os Parâmetros Curriculares Nacionais,vêm contribuindo para levar a disciplina a um lugar de destaque na formação de cidadãos críticos, participativos e com responsabilidades sociais. Porém, comtodos estes avanços na educação física escolar ainda está enraizado um modelo biológico de homem, e muitos profissionais ainda estão preocupados com o corpo e suas capacidades fisiológicas, mantendo-se assim educação física ainda muito seletiva.

Segundo os PCNs, que é um documento que traz subsídios para os profissionais da área de educação física, onde a proposta curricular é incluir os temas transversais nas aulas, que são Ética, Saúde,Meio Ambiente, Orientação Sexual, Pluralidade Cultural e Orientação para o trabalho e Consumo, o professor deve estimular uma reflexão, e assim contribuir para uma visão crítica da disciplina dentro do meio social, assim sendo a educação física reflete uma mudança no seu objetivo onde um deles é formar cidadãos e não formar atletas, tendo visto que um de seus principais objetivos no ensino fundamental é que os alunos sejam capazes de:

-Participar das atividades corporais, estabelecendo relações equilibradas e construtivas comos outros, reconhecendo e respeitando características, física e de desempenho de si próprio e dos outros, sem discriminar por características, pessoais, físicas, sexuais ou sociais.

O professor de educação de educação física deve desenvolver as potencialidades de todos seus alunos, inclusive os especiais e não excluir das aulas, muitas vezes, sob o pretexto de preserva-los. A escola opta por dispensa-los da educação física, por considerar professor despreparado para dar aula para esses alunos. Este por receio, por pouca remuneração achando que para dar aula dentro da educação inclusiva tem que ter uma melhor remuneração, e que ele está sendo pago para dar aula para "alunos normais" e não para pessoas especiais com traços fisinômicos, com alterações morfológicas, problema psíquicos, ou com problema de coordenação que acabam se destacando das demais.

A educação física escolar com diz Seybold, partindo do princípio de adequação à criança, deve favorecer a mesma, um pleno desenvolvimento de acordo com sua necessidades e a sua capacidade de aquisição de movimento, pois partedo princípio que elas tem necessidades naturais de movimento. Então o professor não pode dispensar a oportunidade destes alunos em participar da aula, pois mesmo o aluno sendo deficiente físico, mental, auditivo, visual, múltipla e até mesmo apresentando condutas típicas (que são os portadores de síndromes, quadro psicológicos, neurológicos ou psiquiátricos) eles têm necessidades de fazer atividades que desenvolva a sua relação social, motora e afetiva.

Silva e Krung, dizem que o aluno portador de necessidades necessita de atividades especializadas tanto quanto o aluno considerado normal. satisfazer que um bom trabalho na área de educação ajuda o aluno amenizando as suas frustações, necessariamente, o trabalho para ter bons resultados tem que ser um planejamento adequado. Enfatizam ainda, que o profissional que opta em estar desenvolvendo um trabalho assim, deverá ter acima de tudo, boa formação teórica, um conhecimento amplo na área de educação especial e de educação física. Desta forma educação física poderá ter seu papel facilitador da inclusão de pessoas portadoras de necessidades educativas especiais.

Conclusão:Evidentemente, podemos concluir que a inclusão na escola e conseqüentemente na educação física escolar é benéfica, para todos pois se tem uma grande oportunidade de convívio e crescimento pessoal, para todos os alunos pois aprende que a diferença existe, mas que precisam ser respeitada, passa a ter uma visão menos preconceituosa em relação aos indivíduos portadores de deficiência.

Quando a temática em questão explora as concepções acerca do conceito de inclusão e integração, é possível interpretar fragilidades conceituais na compreensão dos profissionais habilitados . também os professores de Educação Física são unânimes em estarem favoráveis à inclusão, porém confundem um ato de integração de crianças com necessidades especiais na escola. Os professores assumem o processo de formação,competência,permanência, qualificação e responsabilidade.

Referências Bibliográficas:

AVIZ,C.C - A Criança portadora de necessidades educativa especiais e sua inclusão no ensino regular nas aulas de educação física - Brasília – faculdade de educação física- universidade de Brasília, 1998. monografia de especialização.

CAPUTO,M.E e Ferreira,D.C – Apostila – inclusão de pessoas portadoras de necessidades especiais na educação física escolar – I congresso latino – americano de educação motora – foz do Iguaçu – 1998 pg. 625.

Parâmetros Curriculares Nacionais. Educação Física, volume 7. Secretaria de Educação Fundamental – Rio de janeiro: DP e A, 2000.

SCHWARTZMZN,J.S –A integração de pessoas com deficiências – Senac – 1997- São Paulo.

SILVA,S.M.A e KRUNG,H.N – Inclusão de pessoas portadoras

CRUZ, G.C Segregação/Integração do "Deficiente" em aulas de educação física- Revista da Sociedade Motora Adaptada – SOBAMA, São Paulo: agosto/1999

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